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Curso de TVP janeiro 2010

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PUBLICAÇÕES

AS NOVAS ABORDAGENS DA PSICANÁLISE INTEGRATIVA

SBPI - SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICANÁLISE INTEGRATIVA

AS NOVAS ABORDAGENS DA PSICANÁLISE INTEGRATIVA

 

O IV Congresso de Psicanálise Integrativa tem o objetivo de divulgar trabalhos elaborados por seus alunos do Curso de Psicanálise Integrativa; para tanto foi estabelecido o tema

As Novas Abordagens da Psicanálise Integrativa. No I Congresso da SBPI, 2002,

iniciamos os eventos com a discussão de a “Psicanálise Integrativa - Resposta

às necessidades dos profissionais de Psicanálise” na forma de um conjunto

de técnicas atualizadas. No II Congresso de Psicanálise Integrativa, 2005

apresentou-se as “Terapias Naturais”, S. Bernardo do Campo - SP.

No Psical, 2006, III Congresso abordou-se “Temas Integrativos”

no Hotel Heritage Residence. Nesse IV Congresso, 2009,

iniciaremos novo ciclo; a apresentação de renomados

palestrantes Psicanalistas, exposição de trabalhos -

formandos/futuros formandos da SBPI-Sociedade

Brasileira de Psicanálise Integrativa; suas idéias

e conquistas integrativas com a Psicanálise.

 

 

TEMA

AS NOVAS ABORDAGENS E A PSICANÁLISE INTEGRATIVA

04/07/2009 e 05/07/2009

 

ORGANIZADO POR

Fátima Mora

Presidente da SBPI - Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa


APOIO

SINATEN

 

COMISSÃO ORGANIZADORA

Presidente: Fátima Mora

Diretor Administrativo: Pedro Barros

Gerente Administrativa: Fernanda Souza

Promotora de Eventos: Oacy da Costa Colombo e Vera Sbraggia

Diretora de Organização: Sílvia Castelhano

 

 

 

 

TITULAÇÕES DOS PALESTRANTES

Alexsandro Rodrigues de Brito

Psicanalista Integrativo. Terapeuta de Regressão. Licenciatura Plena em Matemática e Física. Pós-Graduado em Tópicos de Análise Matemática. Professor Titular das Redes Estaduais e Municipais de São Paulo.

 

Ana Maria Lucas Fachina

Filosofa. Designer. Estudante de Psicanálise Integrativa. Arteterapeuta.

 

Júlio Moreno

Psicanalista Integrativo. Jornalista. Autor da seção Psique publicada na revista Dom. Escreve a coluna Divã do site de relacionamentos Metade Ideal (MIG) do UOL

 

Luiz Roberto Terron

Docente de Química da Poli-USP. Psicanalista Integrativo. Professor de Cinema e de Música.

 

Maria Alves Figueiredo

Psicopedagoga. Arteterapeuta. Professora de Arteterapia. Estudante de Psicanálise Integrativa.

 

Marta Bittencourt

Psicanalista. Membro da SBPI. Terapeuta Ayurveda. Pesquisadora da Filosofia Oriental. Psicanalista Integrativa, com abordagem na filosofia oriental, com ênfase no Budismo Tibetano – Tantrayana.

 

PROGRAMAÇÃO

 

04/07/2009  -      SÁBADO

 

08:00 – 09:30 h

ENTREGA DE MATERIAL        -           SECRETARIA

INAUGURAÇÃO DO CAMPO INTEGRATIVO     COM CAFÉ DA MANHÃ

 

ABERTURA                  -           SALA FREUD  

Presidente da SBPI: Fátima Mora

 

09:40 – 11:00 h

PALESTRA                  -           SALA FREUD

Violência e Psicanálise

Palestrante: Alexsandro Rodrigues de Brito

 

 

09:40 – 11:00 h            

PALESTRA                  -           SALA LACAN

Psicanálise e Budismo Tântrico - É a sua mente que cria este mundo

Palestrante: Marta Bittencourt

 

11:00 – 12:00 h

INAUGURAÇÃO DO CAMPO DO SABER COM EXPOSIÇÃO DE MONOGRAFIAS

A SBPI inaugura este espaço CAMPO DO SABER com o intuito dos alunos exporem suas idéias e conquista complementando o SABER que decorreu do aprendizado de 2 anos de árduas atividades e conheceres com a Psicanálise Integrativa.

MO 001

Alba Selma D. Silva

 

Psicanálise na Educação

MO 002

Paula Lira C. da Silva

 

A Dinâmica das Organizações pela Visão da Psicanálise

 

MO 003

 

Djair Daniel Nakame

Castello, A. P.; Bittencourt, M. HC.; Rosário, NM.; Silva, NDFM.

Perfil Socioeconômico e Cultural do Estudante de Psicanálise Integrativa

MO 004

Karina R. Hinsching

 

Das Pulsões às Perversões

MO 005

Ana Paula Matos

 

Para Além da Escuta Psicanalítica

MO 006

Sílvia Castelhano

Zanella, R. (Orient.)

Plantão Psicológico - O Espaço da Ressignificação

MO 007

Sílvia Castelhano

Regiane Quiles

Práticas Investigativas em Psicopatologia

 

MO 008

 

Sílvia Castelhano

Medeiros, G.; Pinheiro, L.; Bueno, M.; Morelato, R. Zolfan, S. L. (Orient.)

 

Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

 

MO 009

 

Sílvia Castelhano

 

Medeiros, G.; Morelato, R.; Caruso, N. (Orient.)

Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação da Real Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência

 

INAUGURAÇÃO DO CAMPO INCONSCIENTE COLETIVO COM EXPOSIÇÃO DE POSTERES

Este espaço CAMPO INCONSCIENTE COLETIVO  na SBPI trás o incentivo aos formandos e pré-formandos exporem o resumo descritivo de seu aprender por meio de painel/pôster e divulgar suas idéias de futuros cientistas.

Num.

Autor

Co-Autor

Orientador

Título

PO 001

Djaine Santos

 

 

Psicossomática

PO 002

Etalívio Martins

 

 

Psicanálise e Espiritualidade

PO 003

Gilberto Grosso

 

 

TLT - Terapia da Linha do Tempo

PO 004

Leda Matos

 

 

Mitologia

PO 005

Luciene Silva Carvalho

 

 

Jung e o Tarô dentro do Inconsciente Coletivo

PO 006

Luis Felipe Moura

 

 

A Aliança Abraâmica

PO 007

Marcia Vili

 

 

Depressão

PO 008

Maria Alves Figueiredo

 

 

Intervenção Psicopedagógica como Técnica na Psicanálise Integrativa

PO 009

Miriam Palma

 

Fátima Mora

Voyeurismo e Exibicionismo na Atualidade

 

 

PO 010

 

 

Paulo Bregantin

 

Carlos Bregantin; Rosicleide M S Bregantin

Estação Caminho da Graça – A Graça de Viver com a Graça

 

PO 011

 

Rita de Cássia Chiuvitti

 

 

Relato de Caso de Um Paciente com Diagnóstico de Histeroepilepsia

PO 012

Rita de Cássia Tornich

 

 

Freud Volta à Cultura Grega

PO 013

Rubia Ganzaroli

 

Sílvia Castelhano

Psicanálise e Homeopatia - Pré-Projeto

 

PO 014

 

Sílvia Castelhano

 

Rosana Zanella; Maria Antonieta C. Santos

Plantão Psicológico - O Espaço da Ressignificação

 

PO 015

 

Sílvia Castelhano

Medeiros G.;

Pinheiro L.; Bueno M.; Morelato R.

 

Shirlei L Zolfan

Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

 

PO 016

 

Sílvia Castelhano

Medeiros G.; Morelato R.

 

Newton Caruso

Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação

 

PO 017

 

Silvia Orrú

 

 

Moda e Consumo Estereótipos do Prazer: A Imagem do Feminino na Publicidade

 

 

INAUGURAÇÃO DO CAMPO ARTETERAPIA COM EXPOSIÇÃO ARTETERAPIA

As artes expostas neste espaço CAMPO ARTETERAPIA são de pacientes/clientes realizadas na Oficina de Arteterapia com os formandos e pré-formandos do curso. Tem a função de divulgar o trabalho psicanalítico por meio de habilidades/conteúdos imersos no inconsciente dos analisados que com tal descarga de energia reprimida se inclui com sua arte/revelação/ressignificação.

 

12:00 – 13:00 h

ALMOÇO

 

13:00 – 14:30 h

PALESTRA                  -           SALA FREUD

Psicanálise e Budismo Tântrico - É a sua mente que cria este mundo

Palestrante: Marta Bittencourt

 

13:00 – 14:30 h

PALESTRA                  -           SALA LACAN

Violência e Psicanálise

Palestrante: Alexsandro Rodrigues de Brito

 

14:30 – 16:30 h

EXPOSIÇÃO DE MONOGRAFIAS        -           CAMPO DO SABER

MO 001

Alba Selma D. Silva

 

Psicanálise na Educação

MO 002

Paula Lira C. da Silva

 

A Dinâmica das Organizações pela Visão da Psicanálise

 

MO 003

 

Djair Daniel Nakame

Castello, A. P.; Bittencourt, M. HC.; Rosário, NM.; Silva, NDFM.

Perfil Socioeconômico e Cultural do Estudante de Psicanálise Integrativa

MO 004

Karina R. Hinsching

 

Das Pulsões às Perversões

MO 005

Ana Paula Matos

 

Para Além da Escuta Psicanalítica

MO 006

Sílvia Castelhano

Zanella, R. (Orient.)

Plantão Psicológico - O Espaço da Ressignificação

MO 007

Sílvia Castelhano

Regiane Quiles

Práticas Investigativas em Psicopatologia

 

MO 008

 

Sílvia Castelhano

Medeiros, G.; Pinheiro, L.; Bueno, M.; Morelato, R. Zolfan, S. L. (Orient.)

 

Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

 

MO 009

 

Sílvia Castelhano

 

Medeiros, G.; Morelato, R.; Caruso, N. (Orient.)

Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação da Real Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência

 

EXPOSIÇÃO DE POSTERES               -           CAMPO INCONSCIENTE COLETIVO

Num.

Autor

Co-Autor

Orientador

Título

PO 001

Djaine Santos

 

 

Psicossomática

PO 002

Etalívio Martins

 

 

Psicanálise e Espiritualidade

PO 003

Gilberto Grosso

 

 

TLT - Terapia da Linha do Tempo

PO 004

Leda Matos

 

 

Mitologia

PO 005

Luciene Silva Carvalho

 

 

Jung e o Tarô dentro do Inconsciente Coletivo

PO 006

Luis Felipe Moura

 

 

A Aliança Abraâmica

PO 007

Marcia Vili

 

 

Depressão

PO 008

Maria Alves Figueiredo

 

 

Intervenção Psicopedagógica como Técnica na Psicanálise Integrativa

PO 009

Miriam Palma

 

Fátima Mora

Voyeurismo e Exibicionismo na Atualidade

 

PO 010

 

Paulo Bregantin

 

Bregantin;  B.; Bregantin, RMS

Estação Caminho da Graça – A Graça de Viver com a Graça

 

PO 011

 

Rita de Cássia Chiuvitti

 

 

Relato de Caso de Um Paciente com Diagnóstico de Histeroepilepsia

PO 012

Rita de Cássia Tornich

 

 

Freud Volta à Cultura Grega

PO 013

Rubia Ganzaroli

 

Sílvia Castelhano

Psicanálise e Homeopatia - Pré-Projeto

 

PO 014

 

Sílvia Castelhano

 

Rosana Zanella; Maria Antonieta C. Santos

Plantão Psicológico - O Espaço da Ressignificação

 

PO 015

 

Sílvia Castelhano

Medeiros G.;

Pinheiro L.; Bueno M.; Morelato R.

 

Shirlei L Zolfan

Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

 

PO 016

 

Sílvia Castelhano

Medeiros G.; Morelato R.

 

Newton Caruso

Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação

 

PO 017

 

Silvia Orrú

 

 

Moda e Consumo Estereótipos do Prazer: A Imagem do Feminino na Publicidade

 

EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS              -           CAMPO ARTETERAPIA

 

PROGRAMAÇÃO

 

05/07/2009  -      DOMINGO

 

08:00 – 09:30 h

CAFÉ DA MANHà                   -           CAMPO INTEGRATIVO

 

09:30 – 11:00 h

PALESTRA                  -           SALA FREUD

O Processo de Individuação, a Jornada do Herói e o Tarô

Palestrante: Luiz Roberto Terron

 

09:30 – 11:00 h

PALESTRA                  -           SALA LACAN

Oficina de Arteterapia

Palestrantes: Ana Lucas – Maria Alves – Etalívio Martins – Fátima Mora

 

11:00 – 12:00 h

PALESTRA                  -           SALA FREUD

Homossexualidade

Palestrante: Julio Moreno

 

EXPOSIÇÃO DE MONOGRAFIAS        -           CAMPO DO SABER

Psicanálise na Educação

A Dinâmica das Organizações pela Visão da Psicanálise

Perfil Socioeconômico e Cultural do Estudante de Psicanálise Integrativa

Das Pulsões às Perversões

Para Além da Escuta Psicanalítica

Plantão Psicológico - O Espaço da Ressignificação

Práticas Investigativas em Psicopatologia

Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação da Real Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência

 

EXPOSIÇÃO DE POSTERES               -           CAMPO INCONSCIENTE COLETIVO

Psicossomática

Psicanálise e Espiritualidade

TLT - Terapia da Linha do Tempo

Mitologia

Jung e o Tarô dentro do Inconsciente Coletivo

A Aliança Abraâmica

Depressão

Voyeurismo e Exibicionismo na Atualidade

Estação Caminho da Graça – A Graça de Viver com a Graça

Relato de Caso de Um Paciente com Diagnóstico de Histeroepilepsia

Freud Volta à Cultura Grega

Psicanálise e Homeopatia - Pré-Projeto

Plantão Psicológico - O Espaço da Ressignificação

Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação

Moda e Consumo Estereótipos do Prazer: A Imagem do Feminino na Publicidade

 

EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS              -           CAMPO ARTETERAPIA

 

12:00 – 13:00 h

ALMOÇO

 

13:00 – 14:30 h

PALESTRA                  -           SALA FREUD

Oficina de Arteterapia

Palestrantes: Ana Lucas – Maria Alves – Etalívio Martins – Fátima Mora

 

13:00 – 14:30 h

PALESTRA                  -           SALA LACAN

O Processo de Individuação, a Jornada do Herói e o Tarô

Palestrante: Luiz Roberto Terron

 

14:30 – 15:00 h

EXPOSIÇÃO DE MONOGRAFIAS        -           CAMPO DO SABER

Psicanálise na Educação

A Dinâmica das Organizações pela Visão da Psicanálise

Perfil Socioeconômico e Cultural do Estudante de Psicanálise Integrativa

Das Pulsões às Perversões

Para Além da Escuta Psicanalítica

Plantão Psicológico - O Espaço da Ressignificação

Práticas Investigativas em Psicopatologia

Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação da Real Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência

 

EXPOSIÇÃO DE POSTERES               -           CAMPO INCONSCIENTE COLETIVO

Psicossomática

Psicanálise e Espiritualidade

TLT - Terapia da Linha do Tempo

Mitologia

Jung e o Tarô dentro do Inconsciente Coletivo

A Aliança Abraâmica

Depressão

Voyeurismo e Exibicionismo na Atualidade

Estação Caminho da Graça – A Graça de Viver com a Graça

Relato de Caso de Um Paciente com Diagnóstico de Histeroepilepsia

Freud Volta à Cultura Grega

Psicanálise e Homeopatia - Pré-Projeto

Plantão Psicológico - O Espaço da Ressignificação

Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação

Moda e Consumo Estereótipos do Prazer: A Imagem do Feminino na Publicidade

 

EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS              -           CAMPO ARTETERAPIA

 

15:00 – 16:00 h

PALESTRA                  -           SALA FREUD

Homossexualidade

Palestrante: Julio Moreno

 

16:00 h – 17:30 h

ENCERRAMENTO                    -           SALA FREUD

Mesa Redonda

 

ENCERRAMENTO                    -           SALA LACAN

Mesa Redonda

 

18:00 h

ENTREGA DOS CERTIFICADOS          -           SECRETARIA

 

A Comissão Organizadora reserva-se o direito de alterar a programação quando necessário sem aviso prévio

 

IMPORTANTE

 Serão conferidos certificados de participação pela SBPI – SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICANÁLISE INTEGRATIVA (carga horária: 20 horas)

Os certificados serão conferidos aos congressistas inscritos no evento
www.sbpi.org.br

 

ANNAIS

 

ÍNDICE DE TEMAS LIVRES ORAIS

 

TL 001

 

Alexsandro Rodrigues Brito

 

Psicanálise e Violência

04/07

04/07

09:40-11:00

13:00-14:30

Sala Freud

Sala Lacan

 

TL 002

Ana Lucas; Etalívio Martins; Maria Alves; Fátima Mora

 

Oficina de Arteterapia

 

05/07

05/07

 

09:30-11:00

13:00-14:30

 

Sala Lacan

Sala Freud

 

TL 003

 

Luiz Roberto Terron

O Processo de Individuação, a Jornada do Herói e o Tarô

05/07

05/07

09:30-11:00

13:00-14:30

Sala Freud

Sala Lacan

 

TL 004

 

Marta Bittencourt

Psicanálise e Budismo Tibetano - É a sua mente que cria este mundo

04/07

04/07

09:40-11:00

13:00-14:30

Sala Lacan

Sala Freud

 

TL 005

 

Julio Moreno

 

Homossexualidade

05/07

05/07

11:00-12:00

15:00-16:00

Sala Freud

Sala Freud

 

ÍNDICE DE TEMAS LIVRES – MONOGRAFIAS – CAMPO DO SABER

Num.

Autor

Co-Autor

Título

MO 001

Alba Selma D. Silva

 

Psicanálise na Educação

 

MO 002

 

Paula Lira C. Silva

 

A Dinâmica das Organizações pela Visão da Psicanálise

MO 003

 

Djair Daniel Nakame

Castello, AP.; Bittencourt, MHC.; Rosário, NM.; Silva, NDFM.

Perfil Socioeconômico e Cultural do Estudante de Psicanálise Integrativa

MO 004

Karina R. Hinsching

 

Das Pulsões às Perversões

MO 005

Ana Paula Matos

 

Para Além da Escuta Psicanalítica

MO 006

Sílvia Castelhano

Zanella, R. (Orient.)

Plantão Psicológico - O Espaço da Ressignificação

MO 007

Sílvia Castelhano

Regiane Quiles

Práticas Investigativas em Psicopatologia

 

MO 008

 

Sílvia Castelhano

Medeiros, G.; Pinheiro, L.; Bueno, M.; Morelato, R. Zolfan, SL. Orient.

Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

 

MO 009

 

Sílvia Castelhano

Medeiros, G.; Morelato, R.; Caruso, N. (Orient.)

Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação da Real Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência

 

ÍNDICE DE TEMAS LIVRES – POSTÊRES – CAMPO DO INCONSCIENTE COLETIVO

Num.

Autor

Co-Autor

Orientador

Título

PO 001

Djaine Santos

 

 

Psicossomática

PO 002

Etalívio Martins

 

 

Psicanálise e Espiritualidade

PO 003

Gilberto Grosso

 

 

TLT - Terapia da Linha do Tempo

PO 004

Luciene Silva Carvalho

 

 

Jung e o Tarô dentro do Inconsciente Coletivo

PO 005

Leda Matos

 

 

Mitologia

PO 005

Luis Felipe Moura

 

 

A Aliança Abraâmica

PO 006

Marcia Vili

 

 

Depressão

PO 007

Miriam Palma

 

Fátima Mora

Voyeurismo e Exibicionismo na Atualidade

PO008

Maria Alves Figueiredo

 

 

Intervenção Psicopedagógica como Técnica na Psicanálise Integrativa

 

 

PO 008

 

 

Paulo Bregantin

 

Carlos Bregantin; Rosicleide M S Bregantin

Estação Caminho da Graça – A Graça de Viver com a Graça

 

PO 009

 

Rita de Cássia Chiuvitti

 

 

Relato de Caso de Um Paciente com Diagnóstico de Histeroepilepsia

PO 010

Rita de Cássia Tornich

 

 

Freud Volta à Cultura Grega

PO 011

Rubia Ganzaroli

 

Sílvia Castelhano

Psicanálise e Homeopatia - Pré-Projeto

 

PO 012

 

Sílvia Castelhano

 

Rosana Zanella; Maria Antonieta C. Santos

Plantão Psicológico - O Espaço da Ressignificação

 

PO 013

Sílvia Castelhano

Bueno M.; Morelato R.

Medeiros G.;

Pinheiro L.;

 

Shirlei L Zolfan

Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

 

PO 014

 

Sílvia Castelhano

Medeiros G.; Morelato R.

 

Newton Caruso

Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação

 

PO 015

 

Silvia Orrú

 

 

Moda e Consumo Estereótipos do Prazer: A Imagem do Feminino na Publicidade

 

RESUMOS DE TEMAS LIVRES ORAIS

 

TL 001 - PSICANÁLISE E VIOLÊNCIA

Alexsandro Rodrigues de Brito*

*Psicanalista Integrativo. Terapeuta de Regressão. Licenciatura Plena em Matemática e Física. Pós-Graduado em Tópicos de Análise Matemática. Professor Titular das Redes Estaduais e Municipais de São Paulo.

 

Introdução: Nos dias de hoje há grande discussão sobre a violência nas Instituições Públicas Educacionais. Portanto pretendo, nesta palestra, instigar uma reflexão sobre essa dita violência buscando os teóricos psicanalistas Sigmund Freud, Melanie Klein e D. D. W. Winnicott segundo suas obras.

Objetivo: Enfatizar a situação dos professores nas Escolas Públicas e seus respectivos alunos; adolescentes em sua maioria.

Discussão: Levantar os outros aspectos do tema, como punição à violência, não somente no que tange a escola, mas também na sociedade em geral.

Conclusão: Mostrar como o processo Psicanalítico Integrativo pode trazer maior compreensão à violência nas Escolas Públicas, além de possíveis soluções na questão violência na sociedade.

 

 

TL 002 - OFICINA DE ARTETERAPIA

Ana Lucas1; Etalívio Martins2; Maria Alves3; Fátima Mora4

1Filósofa. Designer. Estudante de Psicanálise Integrativa. Arteterapeuta. 2Administrador. Psicanalista Integrativo. 3Psicopedagoga. Arteterapeuta. Professora de Arteterapia. Graduação em Artes Visuais - Instituto de Artes - UFGO. Licenciatura em Artes plásticas- Instituto de Artes da UFGO. Desenho - Escola de Belas Artes - UFMG. Pós-Graduação - Lato Sensu - Psicopedagogia - Arte-terapia - FPASP. Estudante de Psicanálise Integrativa. 4Psicanalista Integrativa. Física Nuclear. Terapeuta de Regressão. Presidente da SBPI - Soc. Bras. Psicanálise Integrativa - analucas65@hotmail.com; zicalves@yahoo.com.br; snitram@terra.com.br; fatima@sbpi.org.br

 

Introdução: A arteterapia nasceu como uma das expressões práticas da antroposofia – ciência espiritual, criada pelo alemão Rudolf Steiner no início do século XX – e consiste em propor atividades artísticas como pintura, desenho, escultura, dança, etc. – ao paciente a fim de tratar tanto distúrbios psicológicos quanto físicos. No Brasil, esta técnica foi inserida pela doutora Nise da Silveira, psiquiatra e terapeuta; estudou com Jung e adotou a pintura como terapia ocupacional em hospitais psiquiátricos como alternativa para as formas de tratamento agressivas usadas na época. Obteve excelentes resultados que foram divulgados através do Museu do Inconsciente criado com obras dos próprios pacientes.

Hoje, a arteterapia está cada vez mais presente nos consultórios de terapia do mundo todo.

Objetivo: Atender casos graves como esquizofrenia, esquizoparanóia e depressão aguda que, apesar de tratamentos psiquiátrico e psicanalítico, tinham chegado a um limite de melhora.

Metodologia: Três horas de atendimento semanal em oficina de artes.

Durante as sessões, terapeuta e paciente em conjunto escolhem a atividade que melhor se adéqua para ser desenvolvida naquela sessão tendo como base que o paciente sinta prazer ao fazer a atividade. Pode ser qualquer forma de arte: pintura, desenho, escultura, apreciação estética, colagem, montar quebra-cabeças, costura, confecção de máscaras, bonecos e mais o que for providencial para cada caso...

Dependendo da disposição do paciente, terminado o trabalho, pode-se conversar sobre a obra.

Relato de Um dos Casos: Paciente diagnosticada com depressão aguda, borderline, tratou-se durante 30 anos com psicoterapias das mais variadas linhas. Tinha consciência de seus bloqueios, mas não permitia que a psicoterapia se aprofundasse na questão e trouxesse a emoção à tona. Por isso, as crises de depressão continuavam fortes na época em que começou na oficina.

Como primeira atividade foi sugerido que ela desenhasse e pintasse à vontade tentando não usar o julgamento quanto ao trabalho artístico.

Nestes primeiros desenhos e pinturas apareceu simbolicamente o epicentro de sua dor: a relação com a mãe, com afetividade, feminilidade e baixa-estima. A seqüência dos trabalhos mostrou ao mesmo tempo a valorização e a negação da feminilidade.

Com base nisso o prognóstico era usar exercícios com assuntos ligados ao feminino.

Foi proposto o exercício de apreciação estética e cópia de pinturas de madonas renascentistas.

Nesta sessão houve um desbloqueio da força energética que sua defesa intelectual represava e ela finalmente expressou a dor de não ser amada e de não ter tido uma família "perfeita" como a representada pelos quadros religiosos.

Conclusão: A arteterapia atua de forma parecida com os sonhos. Requer interpretação que às vezes não é muito fácil de ser feita. Depende exclusivamente da pessoa que criou a obra. No caso aqui descrito, o símbolo "Madona", que representa a perfeição do feminino como mãe, liberou em forma de catarse o bloqueio emocional que a paciente resistia em entrar em contato. O exercício fez com que emoção dos conteúdos infantis viesse à tona para que a energia pudesse ser liberada através do choro convulsivo.

Nas sessões subsequentes a paciente não quis mais trabalhar com esses símbolos dizendo que lhe causavam muita dor. Foi então sugerido colagem e montagem de quebra-cabeças o que ela adorou fazer. Partiu então para uma regressão. Brincou como nunca havia brincado na infância por causa da preocupação em ser perfeita para conseguir a atenção da mãe.

Depois de montar cada quebra-cabeças, mostrava com orgulho para os terapeutas por ter conseguido o feito. Houve então transferência da mãe para os terapeutas.

A partir disso as crises foram reduzindo e até o presente momento não mais a importunaram. A paciente teve também mudança na aparência: está se cuidando mais.

 

TL 003 - PSICANÁLISE E BUDISMO TIBETANO - É A SUA MENTE QUE CRIA ESTE MUNDO

Marta Bittencourt*

*Psicanalista. Membro da SBPI. Terapeuta Ayurveda. Pesquisadora da Filosofia Oriental.

Psicanalista Integrativa com Abordagem na Filosofia Oriental, com ênfase no Budismo Tibetano – Tantrayana.

mbittencourt@gmail.com

 

Mesmo sendo a psicanálise um método científico, essencialmente não religioso, é uma terapêutica que trata de resgatar a unicidade no conceito espírito/matéria. Ela, hoje, pode-se dizer que vive um momento de transição.

O Budismo, diferente da Psicanálise, é uma prática espiritual, mas hoje encontramos algumas áreas da ciência, principalmente o campo da neurociência, interessadas em estudar os conceitos Budistas sobre a mente.

A contribuição que o Budismo oferece a Psicanálise é inestimável. Principalmente o Budismo Tântrico, por oferecer uma gama de práticas para a purificação mental e contribuindo para que o Sujeito observe, mais claramente, os sinais do inconsciente. Com isto o trabalho analítico se torna mais dinâmico e o processo de resistência diminui.

Assim como na Psicanálise o propósito do Budismo é reconhecer e transformar as forças interiores de um Sujeito em sua própria mente.

 

TL 004 - O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO, A JORNADA DO HERÓI E O TARÔ*

Luiz Roberto Terron*

*Docente aposentado do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP. Engenheiro Químico (UFPr). Mestre, Doutor e Livre-Docente em Engenharia Química pela USP. Bacharel em Música (Instrumento). Professor de Cinema e de Música para a Universidade Aberta à Terceira Idade (USP). Psicanalista Integrativo.

terron.sbpi@gmail.com

 

Esta palestra irá abordar três assuntos principais. O primeiro deles, muito importante para a psicanálise, trata do processo de individuação, proposto por Carl Gustav Jung como parte da Psicologia Analítica, o nome escolhido por Jung para abarcar todo o seu sistema teórico. A grande busca de Jung consistia em conhecer a si mesmo e o significado da vida. Em suas pesquisas, percebeu que a psique trilha um único objetivo, que é o encontro com seu próprio centro, a unicidade, é o retorno do ego às suas origens. Deu então a esse objetivo da vida psíquica o nome de Individuação, que não é repentino, mas sim, se apresenta como um processo.

Como segundo assunto será tratado o conceito de monomito, proposto por Joseph Campbell, em seu livro “O Herói de Mil Faces”. Na obra, Campbell concluiu que, embora apresentem amplas variações em termos de incidentes, de ambientes e de costumes, os mitos de todas as civilizações oferecem um número limitado de respostas aos mistérios da vida. No livro, o autor considera que os heróis (Apolo, Wotan, Buda e mesmo Jesus Cristo) além de numerosos outros protagonistas das religiões, dos contos de fada e do folclore, representam simultaneamente as várias fases de uma mesma história. O autor usou, então, o termo, “monomito”, para designar a trajetória dos heróis (ou heroínas) de todas as narrativas por ele consideradas: a Jornada do Herói. Pode-se fazer uma ligação estreita entre essa jornada e o processo de individuação proposto por Jung.

O Tarô é o terceiro tema: um baralho de origem ainda incerta, contendo setenta e oito cartas, divididas em dois grupos: os Arcanos Maiores, grupo composto por vinte e duas cartas, e o conjunto dos Arcanos Menores, contendo cinquenta e seis cartas. Será mostrado que o conjunto formado pelos Arcanos Maiores pode ser ajustado ao esquema da Jornada do Herói, proposto por Campbell e, por conseguinte, descreve o processo de individuação.

Finalmente, será mostrado um método, ainda em desenvolvimento, de uso das cartas que formam os Arcanos Maiores, para ser usado na coleta de dados no diagnóstico e complementam aqueles oriundos da anamnese.

 

 

RESUMO TEMAS LIVRES MONOGRAFIAS

 

MO 001 - PSICANÁLISE NA EDUCAÇÃO

Autora: Alba Selma Dutra Silva.

Trabalho de Conclusão do Curso de Psicanálise Integrativa na SBPI de 2008.

 

Introdução: A Psicanálise ajuda os educadores a compreender melhor os seus filhos afim de que eles possam fazer suas próprias escolhas e achar na educação a oportunidade de se criar uma ponte para chegar aos seus objetivos que podem ter sido rejeitados/abandonados. Pais que entregam a responsabilidade da educação para as escolas deixam de ser pais. Segundo Freud “Se você delegar ao outro para cuidar do seu filho, você não é pai.

Objetivo: Investigar o princípio básico da educação transmitida aos jovens e mostrar à sociedade, professores, psicólogos, pais e educadores que a Psicanálise pode proporcionar a compreensão dos processos identificadores para entender a formação das culturas.

Método e Discussão: Investigar a arte de ajudar educadores, influências, saberes, escola e o professor, fracasso escolar, fantasias que criam bloqueios ou criam formas de percepção.

Conclusão: A Psicanálise oferece o método mais prático de aprender a viver de forma mais equilibrada e procurar resolver conflitos internos para que se tenha a oportunidade de se conhecer melhor. A Psicanálise tem um olhar para os jovens que lutam para maior felicidade, aprendendo a ser eles mesmos, tendo coragem de persistir em suas lutas para que sejam os futuros educadores.

 

MO 002 - A DINÂMICA DAS ORGANIZAÇÕES PELA VISÃO DA PSICANÁLISE

Autora: Ana Paula Lira Correia da Silva.

Trabalho de Conclusão do Curso de Psicanálise Integrativa na SBPI de 2009.

 

Resumo: O Objetivo deste trabalho é tentar compreender as relações que envolvem o homem enquanto sujeito desejante e social e o contexto que o constrói e o envolve mais precisamente nas dinâmicas do cenário organizacional e como essas organizações buscam estabelecer padrões de comportamento e aceitação aos seus valores considerando a perspectiva do sujeito e as relações dos sujeitos entre si, tendo como referência a Psicanálise.

 

MO 003 - PERFIL SOCIECONÔMICO E CULTURAL DO ESTUDANTE DE PSICANÁLISE INTEGRATIVA

Autores: Ana Maria Patricio Castello; Djair Daniel Nakamae; Marta Helena C. Bittencourt;

Nair Maria Rosário; Nelson Donisete F. M. Silva.

Trabalho de Conclusão do Curso de Psicanálise Integrativa na SBPI de 2000.

 

Introdução: A Psicanálise Integrativa em Construção nos trás a idéia de uma proposta investigativa sobre o perfil socioeconômico e cultural dos estudantes que procuram essa formação.

Objetivo: Identificar as características socioeconômicas e culturais dos estudantes desse 1º Curso de Psicanálise Integrativa do ano de 2000.

Método: Estudo descritivo, de natureza exploratória, baseado no método estatístico quantitativo.

Discussão e Conclusão: O perfil do estudante do ano de 2000 no Curso de Psicanálise Integrativa na Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa resultou em denominação “médio”. Teve predominância do sexo feminino, casados, média de 41 anos, brasileiros, paulistas, com nível de instrução em sua maioria fundamental e nível de instrução dos pais variável. Não possuem formação profissional em terapia alternativa, mas freqüentam diversos cursos livres nessa área. Optaram pela psicanálise Integrativa para autoconhecimento, auto-ajuda e realização pessoal. Ao final do curso consideram boas possibilidades de trabalho.

 

MO 004 - DAS PULSÕES ÀS PERVERSÕES

Autora: Karina Regiane Hinsching.

Trabalho de Conclusão do Curso de Psicanálise Integrativa na SBPI de 2008.

 

Resumo: O estudo das perversões sexuais ocupa um lugar muito importante, abrindo-lhe um campo privilegiado de observação, mesmo que, na maioria das vezes, elas não se destaquem diretamente a partir da clínica analítica.

Trata-se, com efeito, para ele de se esforçar para dar dramatização na dialética edipiana, do que vai resultar, em definitivo, a entrada do sujeito numa das três categorias: neurose, psicose ou perversão.

Acompanharemos Freud, neste trabalho, passo a passo na ordem cronológica de seus estudos.

 

MO 005 - PARA ALÉM DA ESCUTA PSICANALÍTICA

Autora: Ana Paula Matos.

Trabalho de Conclusão do Curso de Psicanálise Integrativa na SBPI de 2008.

 

Introdução: A tarefa do Psicanalista, pela sua presença, é ajudar o indivíduo a articular sua demanda de constituir-se por meio de sua fala em relação à sua história. Desse modo, extrai uma mensagem que poderá ser veiculado um sentido. É fundamental que a técnica, os estudos e a prática sustentem um bom psicanalista, mas é essencial que ele saiba usar sua percepção e empatia como complemento de sua escuta.

Objetivo: Permitir ao sujeito encontrar o seu sentido e a aliviar suas dores do viver. Como Freud observou em um dos seus escritos sobre técnica, formas protocolares de analisar não são a mesma coisa que as maneiras que cada um encontra e que se revelam condizentes com sua preferência.

Método: Demonstrar a relevância da escuta analítica na prática clínica da Psicanálise por meio das Teorias Psicanalíticas e as bases práticas dos analistas Freud e Lacan.

Discussão: É importante estar atento a tudo: corpo, comunicação não-verbal, sinais importantes na investigação analítica. A importância de observar a teoria deve ser utilizada como guia e não como dogma. É também importante a análise pessoal e da própria contratransferência que pode e deve ser utilizada como instrumento de técnica analítica.

Conclusão: O analista deve procurar reconhecer e aceitar suas inevitáveis falhas nos atendimentos que, ao percebê-los e assumi-los, possa se colocar em posição de aprendizado. Não se esquecer de olhar para o todo, para cada pedaço daquele ser humano que nos confia a única coisa que possui (que muitos perderam), a si mesmo. Isto implica, dentre outras coisas, maturidade e ética profissional. Para conduzir o analisando na direção de sua verdade única e singular, urge que o analista se conscientize do que é possível fazer com suas próprias idiossincrasias, com sua própria singularidade.

 

 

 

 

 

 

MO 006 - PLANTÃO PSICOLÓGICO - O ESPAÇO DA RESSIGNIFICAÇÃO

Instituição: Secretaria da Segurança Pública - 2ª Delegacia de Defesa da Mulher

Autora: Sílvia Maria Castelhano Palma. Orientadora: Rosana Zanella - Co-Orientadora: Maria Antonieta C. dos Santos. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia do Centro Universitário Paulistano de 2005.

 

Introdução: Hoje, com o aumento da população nas grandes metrópoles; também aumentam os conflitos. Esses se tornam insustentáveis e de difícil compreensão por parte dos seres humanos que se vêm a qualquer momento, sem saber qual rumo tomar. Continuar com suas angústias perpetuando de geração em geração ou buscar auxílio à profissionais preparados que lhes ajude a encontrar uma resposta de satisfação e o torne consciente. Procurar ajuda demonstra movimento, transformação, ressignificação.

Objetivo: Buscar o ser inconsciente que se comunica. A pessoa em crise, externalizando, inicia um movimento, que o levará a reconhecer conteúdos que lhe pertence ou não, se permite à ressignificação, pois sua meta é se autoconhecer. A comunicação e a linguagem são o início dos conflitos. A pessoa em crise ao perceber que não há mais troca de harmonização, busca a mudança.

Método: Foram atendidos mais de 100 usuários durante o período de janeiro a outubro de 2005, o qual se fez, por meio do plantão psicológico. A população escolhida é a que procura o atendimento no Setor Psicológico da Delegacia de Defesa da Mulher da Secretaria de Segurança Pública, sendo encaminhada, pela delegada e/ou escrivão, quando informado do serviço e, o mesmo, aceita o aconselhamento/acolhimento, de livre e espontânea vontade. Nesse trabalho foram escolhidos quatro Casos para se relatar com conflitos, históricos e características diferentes entre si

Relato de um dos Caso: Márcia, 37 anos, cozinheira, portando a Doença de DEVIC (doença inflamatória, da medula espinhal e dos nervos ópticos), amigada há 20 anos, quatro filhos, dois enteados, sofre violência doméstica pelo marido. No início de casada sofreu abuso sexual anal; ficou acamada por dois anos devido à doença de Devic; marido, 53 anos, maltratado pelos pais quando criança, pedreiro, alcoolista, separado de corpos da primeira esposa com quem teve três filhos. Um dos filhos da relação atual está envolvido com drogas.

Discussão: Este Relato de Caso nos revela que mesmo um agressor, devido ao apelo de doença apresentada pela esposa e da repetição de comportamento percebido por ele, aflorado em sua consciência de como foi tratado pelos pais e como está tratando seu filho, demonstra: 1. pai levado a prestar contas de violência doméstica conscientiza-se, abstêm-se do álcool (freqüentando o AA - Alcoólicos Anônimos); 2. mãe em tratamento com evolução progressiva e acolhida da família (neurologista incentivando-a e auxiliando-a na aposentadoria por invalidez); 3. filho tomando contato com o trabalho do pai e se interessando a procurar profissional capacitado para tratamento.

Conclusão: Assim, com acolhimento, aconselhamento e orientação precisa da estagiária de psicologia como num Plantão Psicológico, confirmo este caso o qual resultou, em poucas sessões; mudança surtindo efeito e movimento na tomada de consciência por pessoas em conflito que, com o suporte seguro, o qual afloram lembranças e angústias há muito internalizadas, promove saúde e direcionamento à ressignificação.

 

MO 007 - PRÁTICAS INVESTIGATIVAS EM PSICOPATOLOGIA

Autores: Regiane Quiles, Sílvia Castelhano. Orientadora: Tere Yadid Sztokbant.

Trabalho de Complemento de Estudos da Disciplina de Psicopatologia Geral II do Curso de Psicologia do Centro Universitário Paulistano de 2003.

 

Resumo: Um assunto que há muito, desperta práticas investigativas, com interesse à experiências, estudos científicos, análises e, tem-se procurado explicações, além de tentativas de controle com diversas maneiras, são os distúrbios mentais.

Diante desse fato, este trabalho procura descrever um histórico das doenças mentais no desenvolvimento da humanidade, além de retratar os variados modos que a sociedade lidava e lida com o assunto. Dessa maneira, elaboramos uma pequena pesquisa analítica de como as doenças mentais estão sendo conduzidas no Brasil, comparando com os tratamentos que foram utilizados no passado, embasados em experiências transmitidas nas aulas expositivas e em visitas realizadas nas instituições de São Paulo - CAISM - Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental, em Vila Mariana, pertencente à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e do CAPS - Centro de Atenção Psicossocial da Lapa, às quais trabalham com pessoas portadoras de distúrbios mentais.

Na segunda parte deste trabalho procuramos enriquecê-lo, não deixando de nos completar em compreensões ao estudo de psicopatologia com a análise de um caso clínico de um usuário da instituição CAPS, o qual foi muito solícito à entrevista. Com os dados colhidos, se elaborou a anamnese, o exame psíquico e a psicodinâmica, sendo esta embasada nas abordagens psicanalítica freudiana e Kleiniana.

Finalizando, diante das experiências do curso de psicologia na disciplina de psicopatologia I e II, descrevemos nossas impressões pessoais, individualizadas, das visitas às instituições, os tratamentos realizados nestas, as diferenças de ambas, além de relatar nossa compreensão do estudo psicológico na visão psiquiátrica e psicanalítica.

 

MO 008 - PROMOÇÃO DE SAÚDE NA ESCOLA ESTADUAL RODRIGUES ALVES

Autores: Graziela Medeiros; Líssia Pinheiro; Milton Bueno; Roseli Morelato; Sílvia Castelhano. Supervisão: Shirlei Lizak Zolfan. Trabalho de Conclusão de Estágio da Disciplina de Psicologia Educacional do Curso de Psicologia do Centro Universitário Paulistano de 2005.

 

Introdução: A Escola Estadual Rodrigues Alves, com o privilégio de se localizar no centro do município de São Paulo, ou seja, na Av. Paulista, coração da cidade, permitiu o estágio de psicologia educacional aos alunos quinto anistas do curso de psicologia. Ressalte-se ser uma edificação tombada historicamente com um anexo para comportar alunos do Ensino Fundamental I e II, tendo quadras, laboratórios, enfim tudo que se faz necessário para um bom desenvolvimento de educadores e educandos. Com essas condições o estágio pode ter o conhecimento das dificuldades e seus complicadores no desenvolvimento dos alunos.

Objetivo: Este trabalho de estagiários quinto anistas de psicologia na Escola Estadual Rodrigues Alves do município de São Paulo, tem o objetivo de tomar conhecimento sobre as dificuldades dos alunos da 3ª série do Ensino Fundamental I e, produzir um diagnóstico.

Método: O estágio na Instituição de Ensino Público Estadual teve a população escolhida de 40 alunos da 3ª série do Ensino Fundamental do Município de São Paulo, no qual a região reúne crianças, na sua maioria, filhos de zelador, porteiro e auxiliares domésticas de condomínios das adjacências, no qual residem. Foram utilizados os instrumentos para a observação e conseqüentemente o diagnóstico de dinâmicas, desenhos, teste de HTP, entrevista com responsável, além da utilização dos seguintes materiais: papéis sulfite, cartolina, cansson, laminado, jornal, argila, massinha, lápis de cor, pintura a dedo, guache, etiquetas adesivas, etc.

Discussão e Resultados: Os trabalhos reproduzidos pelas crianças projetaram: desestruturação familiar, desestabilização emocional/afetiva, regressão, insegurança, fragilidade do ego, etc. Pode-se perceber as dificuldades que a Instituição e seus profissionais têm se condicionado devido ao serviço público assim os respaldarem. Portanto, os resultados apresentados mostram que o trabalho com esses alunos está comprometido, ou seja, excesso de alunos em sala de aula com um único professor para dar conta das mais variadas dificuldades apresentadas como: dificuldade de leitura e compreensão; dificuldade de reprodução do símbolo, escrita, dos ditados; dificuldade de sociabilização sem que seja, na sua maioria de forma agressiva com os colegas; dificuldade de concentração, atenção; dificuldade de externalizar os sentimentos escrevendo, desenhando, falando, etc. inseguranças; etc.

Conclusão: Este trabalho na Instituição conscientiza-nos de que essa escola pública está deixando de cumprir seu papel de educadora devido aos problemas/dificuldades não serem de sua competência. Fica clara a necessidade de multidisciplinaridade e interdisciplinaridade no cotidiano desses alunos, pois estes demonstraram dificuldades das mais variadas, ou seja, comportamento, respeito, saúde, leitura, escrita, raciocínio, etc. Diante dessas dificuldades observou-se também, comportamentos de agressividade, distração, ansiedade, retração, repressão, angústias, inseguranças, regressão, etc., como defesa da falta de cuidado/orientação. Seria interessante continuar esse trabalho, particularmente com esse grupo, numa parceria com pedagogos, assistentes sociais, psicólogos escolares e educacionais, fonoaudiólogos, dentistas, médicos, etc., além de maior contato com os pais/responsáveis para ter conhecimento do quanto essas crianças estão sendo desenvolvidas sem o cumprimento do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

MO 009 - PROMOVER A PARTICIPAÇÃO DOS FISIOTERAPEUTAS NO SETOR DE REABILITAÇÃO

Autores: Graziela Medeiros, Roseli Morelato, Sílvia Castelhano - Supervisão: Newton Caruso.

Instituição: Setor de Reabilitação da Real Benemérita Assoc. Portuguesa de Beneficência.

Trabalho de Conclusão de Estágio da Disciplina de Psicologia Organizacional do Curso de Psicologia do Centro Universitário Paulistano de 2005.

 

Introdução: Graças a doações, iniciaram-se as obras do primeiro Hospital da Beneficência Portuguesa em 12 de abril de 1868. Nos 145 anos desde sua fundação, a Instituição acompanhou transformações históricas e culturais. Em 1875 recebeu a visita do Imperador do Brasil e em 1889, o trabalho de seus médicos e funcionários foi amplamente solicitado, em decorrência de uma grande epidemia de febre amarela. Hoje, com cerca de 50 especialidades médicas, a Beneficência é padrão de referência nacional. É uma empresa de serviços na área de saúde, fundada por grupos portugueses no século XIX, sem fins lucrativos. O Setor de Fisioterapia foi fundado há 40 anos por dois médicos, Dr. Abrahão (já falecido) e Dr. Levy, época em que não havia fisioterapeutas e sim técnicos. Hoje, o Setor conta com 62 funcionários-especialistas e atende a toda a Instituição em prédios anexos: UTIs, Cardiologia; Unidade Respiratória; Ortopedia; etc.

Objetivo: Trabalhar a Participação dos Fisioterapeutas do Setor de Reabilitação, com o objetivo de resultar em interdisciplinaridade e multiprofissionalidade, caminho da globalização hoje.

Método: Foram empregadas entrevistas de 38% dos funcionários do setor, tanto especialistas quanto não-especialistas, no primeiro semestre de 2005, fechando o diagnóstico. Para o segundo semestre do ano, o cliente solicitou como prioridade focar os trabalhos para maior participação dos funcionários no Setor. Dessa maneira, na intervenção utilizou-se o recurso de entrevistas e reuniões com grupos de funcionários, aplicando-se debates e dinâmica.

Discussão: Nas entrevistas do primeiro semestre levantaram-se dados junto aos profissionais especialistas e não-especialistas, no sentido de conhecer o desconforto que ocorria no Setor de Reabilitação. A discussão se deu com as seguintes queixas: Falta de treinamento e reciclagem; Relação interpessoal entre os técnicos e os fisioterapeutas; Conquistar espaço dentro do hospital e das equipes; Subordinação a colaboradores que têm a mesma função. Com esse diagnóstico, as prioridades solicitadas pelo cliente para a intervenção são: reuniões com os grupos de funcionários focando o conhecimento da Instituição, desde sua fundação e a fundação do Setor de Fisioterapia, que após 30 anos foi renomeado de Setor de Reabilitação; suporte às Supervisoras a trabalhar a participação dos funcionários; mais efetividade das supervisões junto aos departamentos.

Conclusão: Os resultados obtidos no primeiro semestre de estágio foram positivos, tais como: contratação de profissionais acadêmicos; rodízio/reciclagem dos profissionais específicos; levantamento dos lucros com os procedimentos adotados e a anuência do Setor Administrativo na demissão dos funcionários não-especialistas (no Setor desde a fundação), além da aceitação desses; postura profissional de todos os especialistas junto aos demais setores, resultando em interdisciplinaridade e multiprossionalidade; maior controle das Supervisoras junto aos funcionários especialistas e os demais setores, resultando em linguagem única. Este trabalho de estágio num Setor da Instituição de referência, não só no Estado de São Paulo, mas na América Latina, corrobora que um trabalho bem conduzido de Psicologia Organizacional resulta em evolução e conscientização.

 


RESUMOS DE TEMAS LIVRES PÔSTERES

 

PO 001 - PSICOSSOMATIZAÇÃO

Autora: Djaine Santos. Administradora - UNIP. Massoterapeuta. Estudante de Psicanálise Integrativa.

 

Introdução: As percepções do mundo, de nós mesmos e daqueles que nos cercam são intermediadas pelas nossas reações corporais. O corpo é o nosso instrumento de comunicação, manifestamos e enviamos sinais através dos nossos gestos, das nossas posturas e das nossas formas. É através dele que registramos as nossas marcas psíquicas e as nossas histórias. Ele é a única testemunha de todos os nossos sentimentos, desejos, ansiedades, dores e angústias. A relação entre o corpo e a psique reflete o que somos, relata através da nossa expressão corporal as nossas dinâmicas psíquicas. O que acontece é que nem todas as nossas ações são regidas pelo nosso consciente e como não temos acesso direto ao que acontece inconscientemente em nossas mentes não temos condições de alterá-las de acordo com os nossos desejos e objetivos, e com isso sofremos todas as conseqüências sem poder modificá-las. A proposta deste trabalho é a de identificar essas manifestações, utilizando-se de recursos capazes de nos dar elementos para que haja uma conscientização desses eventos, transformando os processos inconscientes em conscientes, modificando comportamentos, re-significando crenças e mudando-se hábitos. Objetivo: O principal objetivo deste trabalho é buscar uma maior liberdade emocional, restabelecendo a saúde mental e corporal através da Psicanálise Integrativa utilizando as técnicas de Associação Livre e Terapias Psicocorporais. A necessidade de reconhecer e, sobretudo de compreender e tratar os fenômenos relacionados às interações entre corpo e mente deu origem a Psicossomática, termo utilizado inicialmente por J. Heinroth em 1818 e posteriormente através da Psicanálise por Wilhem Reich com o seu trabalho sobre as “couraças musculares”. Em meados de 1950 o trabalho de Reich foi desdobrado por Alexander Lowe e Jonh Pierrakos, que desenvolveram uma técnica que denominaram “Bioenergética” (Energia biológica). Um dos principais conceitos da Bioenergética é o Grounding (enraizamento), o estar em si e consigo mesmo, incorporar-se e equilibrar-se. Lowen partia do principio reichiano de que os caracteres neuróticos, durante o ciclo de desenvolvimento, fixam-se energeticamente em algum ponto-chave do corpo, interrompendo o fluxo da energia. Esses pontos são chamados de anéis. O objetivo da Bioenergética é desbloquear esses anéis que em geral vêm carregados por repressões, restaurando assim o fluxo dinâmico da energia e o seu equilíbrio. Método: Os métodos utilizados neste trabalho são as técnicas de Bioenergética, através de exercícios corporais, a Massagem Biodinâmica e Associação Livre. A massagem biodinâmica é realizada através de movimentos leves de deslizamento de forma cadenciada e através dos exercícios de respiração. Através da massagem os focos de tensão físicos e emocionais são liberados, produzindo uma integração com as estruturas e processos mentais, emocionais e corporais. Discussão: A psicossomática no Brasil existe há pelo menos meio século, profissionais da saúde e terapeutas trabalham com a Psicossomática no país obtendo muitos progressos nos tratamentos das patologias geradas por problemas emocionais. Os resultados são impressionantes, há uma melhora extremamente significativa na saúde física quando os processos mentais são levados em consideração. Conclusão: A nossa saúde física é afetada diretamente pela nossa saúde mental, mandamos informações através do nosso cérebro para todo o nosso corpo e se estas informações estiverem comprometidas por conflitos psíquicos o nosso corpo reagirá como tal, provocando sérios danos ao nosso organismo, debilitando as nossas defesas e comprometendo efetivamente o nosso sistema imunológico. É preciso haver uma maior integração e harmonia entre mente e corpo para que haja um maior equilíbrio físico e emocional.

 

 

 

 

 

PO 002 - PSICANÁLISE E ESPIRITUALIDADE

Autor: Etalivio Martins - Orientadora: Fátima Mora - SBPI - snitram@terra.com.br - fátima@sbpi.org.br

 

Introdução: A Psicanálise é extremamente recente na história da humanidade, mas já apresenta resultados exuberantes na cura de distúrbios psicológicos e mesmo físicos. Já a espiritualidade é inerente à essência humana, é de todos os tempos e acumula “n” e indizíveis casos reais, amplamente disponíveis. Mas para levar adiante esta discussão é imprescindível separar espiritualidade de religião. As religiões são movimentos sociais de várias proporções que refletem preocupações com manutenção e/ou formação de capitais e apesar de cumprirem uma importante função na história da humanidade criando líderes e seguidores comprometidos com a espiritualidade, foram também responsáveis por guerras longas e sanguinolentas, tiveram exércitos, poder de aplicar pena máxima e título de infabilidade. A Espiritualidade, pelo contrário, diz respeito ao indivíduo e não às massas, é a energização da alma pela força do Espírito, que resgata a transcendência da vida humana, mantendo ou sincronizando-a novamente ao ritmo da pulsação do universo. Está ligada ao processo de individuação designado por Jung. Apesar de todos os benefícios que estas duas alternativas podem trazer ao homem, existe um grande passo ainda a ser dado para que elas interajam e se potencializem: a superação do preconceito. Correntes antagônicas debatem-se nos vários estágios de um mesmo eixo: entre os leigos nega-se ou se questiona a possibilidade da existência de ambas, assim como as suas realizações. Já, os iniciados de ambas passam a se digladiar, uma parte buscando desqualificar a outra; cada um defende o seu território como se propriedade sua fosse. Isso, de prático, resulta numa realidade que impede a evolução da Psicanálise em integrações com outros ramos do conhecimento humano. Principalmente a espiritualidade. Objetivo: Juntar à técnica psicanalítica conhecimentos suprasenssíveis adquiridos pelo conhecimento, estudo, vivência e prática da espiritualidade. Método: Ainda não há uma metodologia pronta para isso, mas podemos criar condições preparando o terreno para que aconteça: 1. Ser um agente facilitador entre a psicanálise e outras técnicas terapêuticas tendo em mente um objetivo comum: trabalhar para melhorar as pessoas e suas vivências. Discussão e Conclusão: Inquestionavelmente a Psicanálise Integrativa tem colhido resultados animadores, tanto que está promovendo este Congresso de tão grande significância que tem a coragem de expor suas experiências. A Psicanálise Integrativa é fato consumado. Não mais se discute se ela é ou não Integrativa. O que se discute agora são os elementos que devem participar dessa integração. 2. Aprofundar o estudo da Espiritualidade transformando-a em instrumento terapêutico aliado a outras técnicas, partindo do fato de que existe cada vez maior número de pessoas com grande capacidade de transmissão de energias que produzem efeitos extremamente benéficos em outros seres.

 

PO 003 - TLT - TERAPIA DA LINHA DO TEMPO

Autor: Prof. Gilberto Grosso. Pedagogo. Psicopedagogo. Master Practitioner PNL. Master Practitioner TLT. Terapeuta DEP. Trainer em Hipnose Ericksoniana. Formando de Psicanálise Integrativa. gilberto.grosso@terra.com.br

 

 Introdução: A Terapia da Linha do Tempo é um conjunto de técnicas de mudança pessoal, resultado de mais de 20 anos de pesquisa, desenvolvimento e treinamentos. A TLT, como terapia breve, integra técnicas oriundas da Programação Neurolinguística, Hipnose Ericksoniana e técnicas baseadas no campo quântico. Criada por Tad James (EUA) a partir de práticas iniciais de Milton Erickson, Leslie LeCron, Richard Bandler, John Grinder, Roberto Dilts, Brian Weiss, chegou ao Brasil através do trabalho do psicoterapeuta George Vittorio Szenészi, MSc. Objetivo: Oferecer aos psicanalistas e terapeutas uma terapia complementar de intervenção breve e efetiva de mudanças rápidas e duradouras nas pessoas. Formação: O Psicanalista Integrativo, cuja base de aprendizagem e trabalho clínico estão arraigados nos ensinamentos de Freud, originalmente, e nos de seus seguidores Jung, Lacan, Reich, Melanie etc., têm a oportunidade de utilizar outras ferramentas terapêuticas complementares em suas intervenções clínicas. Assim, a sua atualização profissional ou formação em terapias à margem da psicanálise convencional é estimulada. Na TLT a formação compreende dois reconhecimentos: o treinamento básico de Practitioner de TLT e a certificação Master Practitioner de TLT. Da dissertação teórica o formando em TLT emerge na vivência, onde se submete a um mínimo de 70 horas de análise pessoal, sendo 50 horas de análise tradicional e 20 horas de TLT, além de outras 100 horas de prática laboratorial para sua formação, à parte o TCC. Estudo: O estudo é a vivência prática da teoria, constantemente. O título da formação é Practitioner, ou praticante. A metodologia é simples comparada ao profundo resultado dessa terapia breve. Compreende-se a Preparação, as Técnicas e os Procedimentos. Dos pressupostos da TLT às principais técnicas, da entrevista inicial à primeira viagem na linha do tempo, o terapeuta defronta-se com procedimentos simples e eficazes. Busca-se na causa raiz dos problemas relatados pelos clientes as emoções negativas provedoras dos males clinicados. Ao mesmo tempo, altera-se crenças e decisões limitantes como se alinham os valores pessoais. Do individual ao tratamento com casais ou pais e filhos, a TLT elimina fobias e interage nas mudanças dos comportamentos indesejados. Do passado para o futuro a TLT permite colocar um ou mais objetivos desejados, como uma bússola norteadora das ações presentes. Relato de Um dos Casos: Marcia Christina, 39 anos, mãe de uma filha, dentista bem sucedida, relata sua constante desmotivação para a vida. Se diz desiludida e sempre de mal humor. Não identifica uma ou causas para isso. Simplesmente “não acha graça na vida que tem”. Após a entrevista inicial e eliciar causa-raiz, usamos a linha do tempo Técnica 1 para dissipar as emoções negativas. A cliente viajou ao passado para dentro do evento da causa-raiz, reportando a idade desse evento. Após certificar-se ser essa realmente a causa-raiz, tomamos o evento como uma aprendizagem e dissipamos a emoção. E ao retornar ao momento presente foram dissipados todos os demais eventos originários da causa-raiz. Testando essa vivência no futuro confirmamos sua dissipação de fato. A cliente restabeleceu a autoconfiança e narrou ter eliminado a tristeza. Conclusão: Para o psicanalista ou terapeuta, dispor de recursos adicionais e complementares à sua prática diária, é uma alternativa que lhe proporciona mais confiança no trato com os seus clientes. Freud estabeleceu as linhas mestres e as nominou para facilitar nosso entendimento, todavia, outros estudiosos vieram e contribuíram com novas técnicas exigidas pela modernidade e avanço tecnológico presentes.

 

PO 004 - MITOLOGIA

Autora: Leda Mattos. Estudante de Psicanálise Integrativa. maedosegredo@uol.com.br

 

Resumo: Mito vem do grego antigo mithós e sendo uma narrativa tradicional com caráter explicativo e/ou simbólico, profundamente relacionado com uma dada cultura e/ou religião. Mito e Mitologia: Mesmo sendo considerado e utilizado popularmente de forma pejorativa relacionado a crenças e sem fundamento científico, o mito pode nascer de acontecimentos históricos que se transformam em simbologia cultural.

Muitas vezes o termo se refere especificamente aos relatos da civilização que quando organizados constituem uma mitologia, como por exemplo, a mais conhecida mitologia grega e romana. Ori e Bori: Ori, que em Yoruba significa cabeça física, é o mito e o Bori é o fato mitológico, ou seja, o ritual que concretiza o mito no Homem. Ori é o primeiro orixá a louvado, pois é quem guia e acompanha e auxilia a pessoa desde o nascimento até a morte. Além de simbolizar a cabeça fisicamente, simboliza a cabeça interior, a Ori Inu. Espiritualmente é o ponto mais alto do corpo humano e por isso não existe outro Orixá que apóie o homem do que sua própria Ori. Folclore Brasileiro: Alguns exemplos de mitos e lendas do folclore brasileiro: 1. Boto - cor-de-rosa: conta a lenda que o boto é na verdade um homem jovem e charmosa. Em festas ele seduz mulheres para levá-las à beira de um rio para engravidá-las e antes do amanhecer, mergulha nas águas e se transforma em um lindo boto. 2. Saci-Pererê: Representado em forma de menino negro com apenas uma perna, um gorro vermelho e sempre fumando cachimbo. Arteiro como ele só, espanta cavalos, estraga comida e acorda as outras pessoas com gargalhadas.

 

PO 005 - JUNG E O TARÔ DENTRO DO INCOSNCIENTE COLETIVO

Autora: Luciene Silva Carvalho - Estudante de Psicanálise Integrativa - maktub_sempre44@hotmail.com

 

Psicanalista Carl Gustav Jung: Carl Gustav Jung, um teórico da psicologia e “pai” da psicologia Analítica. Basicamente se apoiou nos estudos de Freud, mas diferiu dando outro significado a libido e introduzindo o conceito de Inconsciente Coletivo. Jung uniu seu vasto conhecimento em mitologia e alquimia além dos conceitos espirituais, aos estudos da psique na época; ele ampliou as visões psicanalíticas de Freud, interpretando distúrbios mentais e emocionais como uma tentativa do indivíduo buscar a perfeição pessoal e espiritual. Jung nasceu no dia 26 de julho de 1875, no vilarejo de Kesswil, na Suíça. Era o filho mais velho e único a sobreviver de seus irmãos. Filho de pastor, mais oito tios pastores. O Contato de Jung com a religião influenciou profundamente seu trabalho. Durante seus 50 anos remanescentes, Jung desenvolveu suas teorias baseando-se em mitologia, história, viagens e suas fantasias e sonhos de infância. Jung em longas viagens: Quênia, Tunísia, deserto do Saara, Novo México e Índia, entre outros, estudou diferentes culturas e seus povos; resultando na formulação da teoria do inconsciente coletivo e desenvolvendo a distinção entre o inconsciente coletivo e o inconsciente pessoal. Jung morreu em 6 de junho de 1961, em kusnacht. O Tarô: O baralho de tarô surgiu com formas diferentes, em diferentes épocas e culturas. Chega à Europa por mãos diferentes. Não se sabe ao certo o verdadeiro surgimento do Tarô. Mais ou menos em 1800 foram descobertos 78 hieróglifos egípcios, 22 quadros, ou seja, 22 Arcanos maiores, que falavam da missão da vida da pessoa, a descoberta de Postal que foi o baralho comum e de Marselha. Segundo Eliphas Levi, Tarô era um dos nomes de Deus. Levi, também responsável por alguns estudos sobre o Tarô; associou-o ao divino “Deus tinha deixado um caminho de vida ao ser humano”. Tarô, lendo ao contrário = Rota: ta(caminho em latim) ro (rei, real), ou seja, Caminho Real. Jung e o Tarô no Inconsciente Coletivo: Jung, o primeiro a explorar o inconsciente coletivo e expor uma importância e um significado contemporâneo. Estabeleceu a existência do mais significativo dos paradoxos: o consciente e o inconsciente existem em um estado de interdependência recíproca e o bem-estar de um é impossível sem o bem-estar do outro. Por esse motivo Jung deu grande valor a todos os caminhos não-racionais ao longo dos quais o homem tentava no passado - explorar o mistério da vida e estimular o seu conhecimento consciente do universo que se expandia a sua volta em novas áreas de ser e conhecer. Esta é a razão de seu interesse pelo Tarô. Ele reconheceu que o Tarô tinha sua origem e antecipação em padrões profundos do inconsciente coletivo, uma ponte não-racional sobre o aparente divisor entre o inconsciente e a consciente. Uma viagem com as cartas do Tarô é, em primeiro lugar, uma viagem dentro de nosso próprio “eu”.

 

PO 006 - A ALIANÇA ABRAÂMICA

Autor: Luis Felipe Moura. Orientadora: Fátima Mora

Estudante de Psicanálise Integrativa. lfmmoura@gmail.com; fatima@sbpi.org.br

 

Introdução: A antropologia considera o monoteísmo um elemento fundamental para a evolução das antigas sociedades tribais, ou talvez o seu produto mais notável. A transição do politeísmo para o monoteísmo se assemelha ao desenvolvimento do ego. O politeísmo primitivo era amoral, e por isso representa a ausência de controle sobre as pulsões do ID, e o gozo desmedido. O monoteísmo representa uma maturação do ego, e nos traz o simbolismo de uma instância, equivalente ao superego, que é capaz exigir ao ego que reprima e controle as pulsões do ID, fazendo nascer um senso moral mais sólido. Objetivo: Todas as grandes religiões monoteístas do planeta afirmam sua origem na Aliança Abraâmica. Considerando a premissa acima, pretende-se demonstrar que tal aliança se assemelha à castração edipiana. O Criador se Apresenta: Em Gn. 17:1, o Criador se apresenta dizendo: “Eu sou El-Shadai.” No hebraico primitivo, o termo “El” significa “poder” ou “que está acima”. O termo “Shadai” vem da raiz “Shadayim”, que significa “seios”. Para os sumérios, precursores dos hebreus, os montes eram chamados de “shadu”, ou “seio” da terra. Os deuses (“shedim”) eram aqueles que habitavam sobre o “seio da terra”, alimentando seus seguidores. Ou seja, o Criador se apresenta como ”o poder acima dos seios", ie., a figura paterna que é poderosa o suficiente para realizar o corte. A aceitação do El-Shadai por Abraão significa o reconhecimento do falo paterno como "superior” sobre os seus desejos. O Sonho: Em Gn. 15:10-12,17, Abraão oferece animais cortados ao Criador. O Criador o faz dormir, e passa pelo meio dos animais "cortados" e do sangue, consumindo o sacrifício. O sangue, como se sabe, está intimamente associado à castração. Já o ato de dormir representa que a angústia de uma castração real não pode ser encarada pelo homem (somente um Ser Sobrenatural pode encará-la e sair ileso). Apesar disso, a cena consolida a presença da castração no contexto religioso monoteísta como castração simbólica. A Mudança de Nome: Em Gn. 17:5, ocorre a mudança de nome de Abraão. Seu nome é mudado de “AV-RAM” (literalmente, “Pai exaltado”) para “AV-RAHAM (literalmente, “Pai de misericórdia”). Existe uma clara redução do status. Ele deixa de ser exaltado, e recorda que a castração real não ocorreu por misericórdia do Poder Paterno. A contrapartida da submissão é dada no mesmo versículo: ele se torna pai de muitos. Ou seja, seu falo é poupado, e ele se mantém fértil, identifica-se com o Pai, para um dia se tornar pai ele próprio. Saída do Seio Familiar: Em Gn. 12:1, o Criador ordena que Abraão saia da casa da sua parentela (e, implicitamente, do meio da idolatria.) Considerando a leitura lacaniana da castração como o corte que interrompe ou impede um relacionamento de gozo absoluto, podemos entender a passagem como uma figura de linguagem. É como se o Pai-Criador dissesse: Deixa o colo da tua mãe [casa da parentela], e abandona teus desejos [idolatria], para te tornar homem. Vale aqui recordar que a idolatria politeísta tinha como característica básica a plena realização dos desejos do homem, sem ocupar-se de limites, e por isso a equiparamos a um gozo absoluto. Chamada à Santidade: Em Gn. 17:1, há ainda um convite à santidade. No hebraico, o termo “santo” (kadosh) significa literalmente “separado”. Isto reforça a moral da castração. Ser moralmente perfeito, santo, é internalizar a proibição do incesto, separando-se do gozo absoluto. A Promessa de Multiplicação: Em Gn. 17:2, encontramos a promessa de que o falo seria poupado. O Criador diz a Abraão: “Eu te multiplicarei.” Aceitar a separação, a proibição do incesto, assegura a fertilidade [multiplicação], pois evita a castração ao limitar o afluxo das pulsões do ID. A Circuncisão de Abraão: Em Gn. 17:11, o Criador apresenta o símbolo máximo da aliança: determina que Abraão circuncide o seu prepúcio. A experiência real de uma quase-castração assegurará a lembrança do que pode ocorrer em caso de descumprimento da lei do incesto – que, no âmbito religioso, equipara-se à lei do monoteísmo em detrimento do politeísmo, ou ao lançar-se em uma experiência religiosa irrefreada. A Circuncisão dos Descendentes: Gn 17:11 continua o tema da circuncisão, dizendo que Abraão deveria circuncidar seus filhos ao oitavo dia. Na tradição israelita primitiva, dias e anos eram figuras de linguagem intercambiáveis (encontramos, por exemplo, semanas de anos em Gn. 29:27.) O número oito simboliza o começo de uma nova etapa, e tem a ver com o período após o desfecho do Complexo de Édipo. A vitória monoteísta sobre as pulsões: a latência é identificada quando o servo é submisso ao Pai Criador. O compromisso de circuncisão dos filhos significa que o Nome do Pai será inscrito como interdito simbólico para as próximas gerações, assegurando a passagem da promessa (ie. fertilidade/não-castração), e a sobrevivência da moral religiosa (superego). Isso é visto mais adiante (Ex. 4:24-26) quando Moisés se esquece de circuncidar o filho, e a mulher dele o faz para evitar a morte. Mesmo na ausência do pai biológico, o Nome do Pai está inscrito, na cultura monoteísta.

 

PO 007 - DEPRESSÃO

Autora: Marcia Vili. Assistente Social e Estudante de Psicanálise Integrativa. marciavilia@hotmail.com

 

Introdução: A depressão é uma doença que atinge grande parte da humanidade independente do sexo e da idade, ela compete com a ansiedade, é uma das psicopatologias mais importantes e tem um peso muito forte na sintomatologia, a depressão acompanha alguns processos físicos graves e pode ser considerada uma resposta normal diante do desapontamento e da tristeza. Tipos de Depressão Sintoma Neurótico: 1. Maníaca depressiva; 2. Melancolia involutiva;. 3. Reações psicóticas depressivas. Sintoma da Depressão: A depressão se manifesta pela perda de interesse pelos assuntos corriqueiros da vida, a pessoa não tem mais espontaneidade, existe uma fadiga excessiva. Apresenta-se triste, inseguro, desanimado, desencorajado e com , baixa auto-estima, a um retardo psicomotor, ou apresenta-se tenso, agitado. O paciente deprimido agitado queixa-se de dores, fadiga, sentimento de culpa, e inutilidade, e também sintomas físicos, vem insônia, anorexia e emagrecimento, perda da libido, desinteresse sexual, portanto os quatro principais apetites estão prejudicados: alimento, sono, sexo e atividade. A depressão pode ser considerada leve, moderada ou severa. Freud: O ensaio de Freud (mourning and melancholia de 1917) serviu como um presságio do postulado estrutural sobre a psique, com sua concepção de id, ego e superego. Apesar de normal diante da perda (morte) de um ente querido (pai, mãe, filhos e outros), existe a depressão do interesse pelo mundo exterior. Freud observou que o mesmo quadro caracteriza a depressão patológica, ou seja, uma perda interna (ausência), ao invés da perda do objeto amado (externo). O individuo fica triste a respeito de si próprio, a respeitos de aspectos reais ou imaginários de si mesmo o que destroem sua segurança ou sua auto-estima. Conclusão Psicanalítica: Através da leitura psicanalítica existem várias explicações dinâmicas da depressão, ou seja, diferentes tipos de depressão. Todos os sintomas mentais da depressão estão relacionados a uma perda da auto-estima não importa o que tenha ocorrido, independente da idade (criança, adolescente, adulto e idoso) do indivíduo. Com a ajuda da Psicanálise o individuo passará a compreender e remexer a ferida com objetivo de saber a natureza da perda, real ou simbólica. O Analista vai reduzir sua dor e a sensação de perigo, dependendo do tipo de depressão se faz necessário a prescrição de medicamento com acompanhamento médico, como o caso do tipo depressivo suicida.

 

PO 008 - INTERVENÇÃO PSICOPEDAGOGICA COMO TÉCNICA NA PSICANÁLISE INTEGRATIVA

Autor: Maria Alves de Melo Figueiredo

 

A prática da Psicopedagogia iniciou na Argentina e no Brasil antes da criação dos cursos e, em ambos os países, a prática surgiu da necessidade de contribuir na questão do “fracasso escolar”. Fracasso esse que advém de uma súbita mudança no mundo. Ora, se a sociedade alcançou avanços tecnológicos, de outro causou uma gradativa perda de identidade do ser humano como sujeito da história. Somos hoje o resultado de uma história que vem nos produzindo como seres materializados por marcas emocionais, afetivas, econômicas, sociais, culturais, religiosas e políticas, recebidas pelo grupo da sociedade onde estamos inseridos. Compreendermos-nos, esse conhecimento é um processo de construção histórica. Na prática psicopedagógica vamos perceber que não é possível construir uma consciência crítica sem o autoconhecimento. É no autoconhecimento que o sujeito vai resgatar a história da sua vida, possibilitando-o a elaboração de questões conflituosas que podem provocar alguns distúrbios de aprendizagem. “Conhecer a si mesmo: isso é o que procura o ser epistemológico da psicanálise, bem como o ser cognoscente da psicopedagogia. A natureza humana é uma fonte de conhecimento, apesar de toda sua subjetividade. O conhecimento está sempre relacionado ao prazer. Dessa forma, aos poucos o id instintual transforma no cultural” (Lima). “É esse o ser humano de Freud: cultural e dependente de sua cultura, que reprime impulsos, criam mitos, faz guerras e vive oprimido numa constante repressão, mesmo que caminhe sempre em busca do prazer” (Lima). A psicopedagogia nos ensina a aprender e principalmente, a ser. O ser que aprende da realidade e constrói o seu conhecimento aprendendo. Alícia Fernandez (1991) menciona que todo sujeito tem a sua modalidade de aprendizagem, ou seja, meios condições e limites para conhecer. Modalidade de aprendizagem significa uma maneira pessoal para aproximar-se do conhecimento e constituir o saber. Esta modalidade constrói-se desde o nascimento. Ela é fruto do seu inconsciente simbólico. Isto significa que a possibilidade de aprender está no inconsciente, no desejo de conhecimento. No processo diagnóstico interessa-nos saber como e o que o sujeito pode aprender e perceber o interjogo entre o desejo de conhecer e ignorar. Em psicanálise também investiga o cliente através das defesas, atos falhos, através da escuta (livre associação), projeções e, quando essas técnicas não podem alcançar os objetivos terapêut