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ARTIGOS Alfred Adler Aluno e colaborador de Sigmund Freud, Adler foi o primeiro dissidente da história do movimento psicanalítico. Nasceu em Rudolfsheim, suburbio de Viena, em 07 de fevereiro de 1870. Em 1898 publicou sua primeira obra, Manual de higiene para a corporação dos alfaiates. Neste livro aborda problemas sociais e econômicos deste oficio. Em 1902, depois de ficar conhecendo Freud, frequentou a Sociedade Psicalógica das Quartas Feiras, fazendo amizade com William Stekel. Em 1906, apresentou "As bases orgânicas da Neurose" Em 1907, apresentou um caso clínico 1908, apresentou uma contribuição para a questão da paranóia 1909, apresenta "A unidade das Neuroses", foi nesta data que começaram as divergências entre suas posições e as de Freud e seus partidários. Em 1910, fez uma conferência na Sociedade sobre o hemafroditismo psíquico, afirmava que os neuróticos qualificavam de feminino o que era inferior. Situava a disposição da neurose em um sentimento de inferioridade recalcado desde o primeiro contato da criança com a sexualidade, a neurose segundo ele era a concequência do fracasso do "protesto masculino" e os formações neuróticas derivavam da luta entre o masculino e o feminino. Freud começou a criticar o biologismo de Adler, e o sentido sexual como estritamente social, enfim Adler valorizava excessivamente a noção de inferioridade. Em 1911, fez uma comunicação sobre o protesto masculino, questionou as noções freudianas de recalque e de libido, julgando pouco adequada para explicar a psique desviante e irritada do "eu". Efetivamente Adler estava edificando uma psicologia do eu, da relação social, da adaptação, sem inconsciente e nem determinação pela sexualidade. Desta forma está nítido o distanciamento do pensamento freudiano. Baseou-se nas concepções desenvolvidas em sua obra de 1907, A compensação psíquica do estado de inferioridade dos orgãos. A ruptura entre Freud e Adler foi de uma violência extrema, trocaram críticas extremas durante trinta e cinco anos depois, Adler afirmou em 1937 que, "aquele de quem nunca fora discípulo era um escroque astuto e intrigante". Na verdade, nunca aderiu às teses de Sigmund Freud, de quem se afastou em 1911. Em 1911, deixou a A.P.I. (Associação Psicanalista Internacional), na companhia de nove outros membros, em razões de divergências sobre concepções teóricas inconciliáveis, e fundou a Sociedade para pesquisas psicanalíticas livre que transformou em 1913 em Sociedade de psicologia individual.Bibliografia Dicionário de Psicanálise - Roudinesco, E e Plon, M 1998 Jorge Zahar Ed. |
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