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ARTIGOS

Françoise Dolto

Françoise  Dolto Após sua tese ela se intitula como “Psicanalista e Pediatra” no lugar da teoria freudiana ela concebe uma própria. Neste tempo ele é analisada por R. Laforgue. Sentia desde sua infância uma vocação de se tornar uma médica da educação, se empreendeu a isso, apesar de sua , os estudos em medicina que a permitiu entrar nesta carreira em 1939. Desde o ano de 38, sob a solicitação de Heuyer ela prepara um internato dos exilados. Ela encontra J. Lacan em Saint-Anne onde ele mesmo dá nesta época alguns ensinamentos. No plano da  infância, estudo que ela escolheu, ela decifra um território que ela fecunda sua personalidade. Acordando com Laforgue, a quem ela refere bastante importância ao método, vai pouco a pouco forjando sua teoria a partir da generosidade e da confiança inabalável referente a criança. Ela alia a isso uma intuição magistral, ao mesmo tempo dizem seus pares, um conhecimento instintivo da infância. Toda sua obra é consagrada ao que ela chama de “Causa das Crianças”, titulo de uma de suas últimas publicações. Inicialmente seu objetivo era auxiliar pais e educadores dentro de suas obrigações, ela pensava que com compreensão e uma ajuda esclarecida levada aos adultos, levaria naturalmente a um melhor estar da criança. Ela decide entrar na Escola Freudiana que Lacan acabava de fundar, mas ela não se sente ligada a esta doutrina. Ela utiliza o conceito freudiano e lacaniano e forja alguns conceitos próprios. Pode-se resumir assim a obra e pesquisa de F. Dolto como uma tentativa para uma boa maternagem, de fazer com que a criança seja bem situada dentro de seu esquema corporal e sua imagem corporal, pelo efeito que ela denominava como “castração simboligenica”. Estas são entendidas como as marcas que   irão sancionar o fim do estágio de desenvolvimento, as sublimações que decorrem com a passagem ao estágio seguinte. Segundo ela, a atração e que define como especificante o fato que uma mãe é toda inteira dentro do  ser da criança, com sua presença, pelos cuidados dados por ela, um “objeto de atração”. O primeiro estágio da vida, é o estágio oral, que ela nomeia como bucal, o ter e o ser juntos compreendidos em razão do lugar do cruzamento neste período, já que neste lugar é que se cruzam as faculdades “aero-digestivas” englobando a faculdade de sugar com o  apropriado ao mesmo tempo labial, dentário, degustativa, deglutição, a emissão de sons, a aspiração e expiração do ar. É este o momento do desenvolvimento de um sujeito que se coloca em  um lugar, estima ela, o modelo de uma futura relação com o outro por toda sua vida. Isso coloca também  sua fonte dentro do prazer e a ação conjunta do ato de colocar na boca qualquer coisa de agradável e de sentir prazer, isso dentro da atmosfera de atração que caracteriza uma boa relação materna. Dentro desta conjuntura nasce o futuro comportamento relacional. O mesmo no estágio anal, a libido não investe somente nos  do corpo mas igualmente no interior do ser onde ela se dilui, indo ao encontro da libido oral. Este estágio promete um erotismo narcísico pelo prazer auto-erótico de controle que é inerente, por outro lado pode fazer sair o masoquismo, se é muito fixado na relação. As necessidades das castrações simboligénicas decorre desta aproximação. A mãe deve então promover algumas castrações a criança. Castrações estas chamada por ela de “castrações humanizantes” que tem por objetivo no estado oral de cortar a criança do corpo a corpo com a mãe e no estagio anal de cortar o corpo a corpo tutelar, este que tinha até aqui como tutela a criança ao  da autonomia corporal. Dentro do primeiro caso a castração oral vai permitir o acesso as linguagem dentro do segundo atingir a autonomia corporal por uma renuncia, esta de manipulação em comum com sua mãe o defecar, seu corpo, etc. Para que a castração atinja o objetivo neste segundo estágio é necessário, segundo ela, que o corte da oralidade tenha sido bem feito. Esta segunda castração fará a autonomia corporal, proporciona ao sujeito o acesso possível a uma relação viva com o pai no lugar deixado livre pela mãe. A castração  que virá a seguir as duas anteriores traz especificamente a interdição do incesto e também sobre o conjunto de sedução ou relações sexuais com os adultos. Ela deve igualmente cortar severamente as agressões dirigidas aos parentes do outro sexo ou adultos rivais homossexuais. Françoise Dolto dentro desta  para a primeira castração umbilical, esta que significa o nascimento de um ser, é o protótipo de todas as outras. Parece importante esperar que sua teoria se baseie, não sobre uma castração simbólica vinda de uma lei onde o pai é o representante, mas sobre a idéia do estado de desenvolvimento a cada vez a ser ultrapassado por um dom, dom de um corte com a mãe, tornando-se assim simboligénico. Assim mesmo, sua concepção de narcisismo repousa principalmente sobre o que está definido como euforia de uma boa saúde, cruzando a relação sutil da linguagem originada pela mãe e continuada pela mãe, o que ela simboliza como “moi-maman-le monde” (eu-mamãe-o mundo), a criança toma consciência de seu corpo, de seu ser e cria sua imagem a partir do discurso que sua mãe lhe transmite, no momento onde a mãe satisfaz suas necessidades, criando assim as zonas eróticas, porque estas entram em comunicação com a linguagem de sua mãe, sob a condição que nada se oponha, e que não receba nenhum contato com o objeto. As palavras que mediam ou interditam a alegria do seio, por exemplo, permitem diz ela, que a boca e a  de retomar seu valor ao  do desejo, já que a mutação no  do desejo se faz através da palavra. É necessário compreender bem que a formulação teórica de F. Dolto, ela mesma, a repete constantemente, é constuída sobre a idéia de uma maternagem atingida e é a saída de uma observação, estimada, concisa e minuciosa da vivência sensitiva e simbólica ao mesmo tempo do  nascido no primeiro tempo de sua vida. Ela do conceito de esquema conduzindo a uma saída do desejo confundido com a satisfação de “viver e amar” por fim os locais que ligam o recém nascido a sua mãe associado ao odor dela, fará que ela sinta seus lugares mesmo como zona erógena. Este conjunto de momentos vividos é comparado a um nirvana feito da presença materna e da segurança do seu colo. Este nirvana será então sempre procurado a cada vez que aconteça tensão ligada ao desejo ou a necessidade. Segurança, narcisismo imagem de si são fundidas sobre uma boa maternagem onde a criança  inteira dentro de sua pré-persona em curso de estruturação proveniente dele próprio, um lugar relacional, lugar este interrompido e depois reencontrado. Assim compreendida as castrações vão permitir a simbolização e contribuir para a modelagem do corpo no curso que ela chama de “ A história das reelaborações sucessivas”. Assim ela é edificada sobre a interação do corpo com a linguagem e sobre a interação da linguagem com o outro, ela torna-se uma ponte, um meio de comunicação inter humana. Se, diz F. Dolto, não teve palavras a imagem do corpo, não se estrutura o  simbolismo do sujeito, ela faz deste um fraco ideativo relacional. O esquema corporal é conceber como ferramenta. O corpo como mediador organizado pelo sujeito em relação ao mundo. Ele é a princípio o mesmo em todos os , ela especifica o individuo como representante da espécie. Ele é o interprete da imagem do corpo. O conjunto cedido ao vivido na linguagem formando a unidade necessária do ser. O lugar do pai é pouco evocado dentro desta formulação, mais orientado sobre a imagem de base que transcorre da relação mãe-criança. A noção de desejo não é portanto ausente mas ela é recoberta por uma noção de prazer ao mesmo tempo que prazer parcial sujeitado pela mediação maternal. Em 1988 Françoise Dolto afirma em sua autobiografia seu pensamento falando da interação, de sua fé e de Deus, “ n´aurais  pu envisager d´etre psychanalyste si  n´avais  été croyante ” (Eu não poderia vislumbrar de ser psicanalista se eu não fosse  crente), devemos integrar esta afirmação em sua teoria? Freu teria dado ele seu aval? Françoise Dolto escreveu: Psychanalyse et pédiatrie (1938), Le Cas Dominique (1971) où elle expose sa technique à propos d'un adolescent apragmatique. l'Evangile au risque de la psychanalyse (1977), Au jeu du désir (1981).  

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