A Difícil Arte de Crescer – Feliz dia das Crianças!

Quando resolvi escrever um artigo dedicado ao mês das crianças a primeira questão que me veio à mente foi que elas crescem, e este fator é uma constante em nossas vidas.

Somos todos escravos do substantivo crescimento. As situações vividas nos impelem levando-nos a crescer de forma positiva ou negativa, e esta avaliação está condicionada ao que é considerado “normal” para o momento em que vivemos. E como crescem as crianças de hoje?

Já se foi o tempo em que a criança interpretava o mundo através de suas experiências familiares, da cultura local, e da leitura dos contos de fadas que realizava a noite junto com seus pais.

Atualmente a criança é inserida muito cedo no mundo social através da creche e/ou escolinha, e exposta a inúmeros estímulos. Nem sempre percebemos a ilimitada quantidade de sons, signos e símbolos agindo sobre o psiquismo de nossos filhos. Eles alteram significativamente a percepção da criança do mundo que a rodeia. Trata-se de incitamentos tão intensos e conflitantes que podem leva- la ao  stress.

A tecnologia nos proporciona coisas maravilhosas para diversas áreas de nossa vida, mas não podemos aceitá-la na formação de nossos filhos sem questionamentos e limites. E nós, pais, temos a obrigação de dar o exemplo. Sabemos e queremos que nossos filhos vivenciem plenamente sua infância com segurança e dando asas a sua imaginação.

A psicanalista Aguimar Martins Machado, especialista em terapia infantil e professora da SBPI fala que a “Imaginação fértil ou fantasias infantis, são saudáveis e necessárias ao desenvolvimento e criatividade da criança.” a criança não chega ao mundo como uma tabula rasa, mas demora algum tempo para se reconhecer como indivíduo, entender o mecanismo das relações, dos objetos do mundo com toda sua complexidade.

Somos pais, mas somos só seres humanos querendo realizar algo com a máxima perfeição. Temos dúvidas e medos! Principalmente de falhar em nossa tarefa de não conseguir decodificar corretamente as necessidades de nossos filhos. Sabemos que são seres como nós, e até lembramo-nos de nossa metamorfose na adolescência, mas para chegar a esta fase tivemos que vencer a ansiedade, conflitos e angústias da infância.

Uma criança não chega ao mundo como uma tabula rasa, mas demora algum tempo para se reconhecer como indivíduo, entender o mecanismo das relações, dos objetos do mundo com toda sua complexidade.

Da educação que recebemos algumas coisas devem permanecer, outras devem ser readaptadas, outras totalmente esquecidas. Temos que nos esforçar ao máximo para que nossos filhos consigam agir da melhor forma possível no cotidiano de suas vidas, em um planeta muito diferente do que fomos criados,  e que estamos conhecendo ao mesmo tempo em que os educamos, e os preparamos para este enfrentamento.

A verdade é que gerar, criar e educar um filho é uma tarefa das mais difíceis e compensadora de nossas vidas. Eles nos obrigam a crescer em todas as vertentes que o viver exige, para criá-los; nos levam a conceber a vida como jamais, sem eles, seria possível.Tudo muda com o advento de um filho.

Sim, é um novo tipo de crescimento conjunto para o qual não existe fórmula perfeita. É no dia a dia que vamos crescendo, junto com eles, na tarefa à desempenhar.

Todos nós sabemos que o amor é importante, mas este é o sentimento que  permeia todo um longo, e maravilhoso trabalho do qual não nos aposentamos , nem queremos. O que desejamos é que este relacionamento cresça e amadureça por todo o tempo de nossas vidas.

 

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Sobre o autor

Isabel Galdino

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