Autores

AS NOVAS ABORDAGENS DA PSICANÁLISE INTEGRATIVA

SBPI – SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICANÁLISE INTEGRATIVA
AS NOVAS ABORDAGENS DA PSICANÁLISE INTEGRATIVA

O IV Congresso de Psicanálise Integrativa tem o objetivo de divulgar trabalhos elaborados por seus alunos do Curso de Psicanálise Integrativa; para tanto foi estabelecido o tema
As Novas Abordagens da Psicanálise Integrativa. No I Congresso da SBPI, 2002,
iniciamos os eventos com a discussão de a “Psicanálise Integrativa – Resposta
às necessidades dos profissionais de Psicanálise” na forma de um conjunto
de técnicas atualizadas. No II Congresso de Psicanálise Integrativa, 2005
apresentou-se as “Terapias Naturais”, S. Bernardo do Campo – SP.
No Psical, 2006, III Congresso abordou-se “Temas Integrativos”
no Hotel Heritage Residence. Nesse IV Congresso, 2009,
iniciaremos novo ciclo; a apresentação de renomados
palestrantes Psicanalistas, exposição de trabalhos –
formandos/futuros formandos da SBPI-Sociedade
Brasileira de Psicanálise Integrativa; suas idéias
e conquistas integrativas com a Psicanálise.

TEMA
AS NOVAS ABORDAGENS E A PSICANÁLISE INTEGRATIVA
04/07/2009 e 05/07/2009

ORGANIZADO POR
Fátima Mora
Presidente da SBPI – Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa

APOIO
SINATEN

COMISSÃO ORGANIZADORA
Presidente: Fátima Mora
Diretor Administrativo: Pedro Barros
Gerente Administrativa: Fernanda Souza
Promotora de Eventos: Oacy da Costa Colombo e Vera Sbraggia
Diretora de Organização: Sílvia Castelhano

TITULAÇÕES DOS PALESTRANTES
Alexsandro Rodrigues de Brito
Psicanalista Integrativo. Terapeuta de Regressão. Licenciatura Plena em Matemática e Física. Pós-Graduado em Tópicos de Análise Matemática. Professor Titular das Redes Estaduais e Municipais de São Paulo.

Ana Maria Lucas Fachina
Filosofa. Designer. Estudante de Psicanálise Integrativa. Arteterapeuta.

Júlio Moreno
Psicanalista Integrativo. Jornalista. Autor da seção Psique publicada na revista Dom. Escreve a coluna Divã do site de relacionamentos Metade Ideal (MIG) do UOL

Luiz Roberto Terron
Docente de Química da Poli-USP. Psicanalista Integrativo. Professor de Cinema e de Música.

Maria Alves Figueiredo
Psicopedagoga. Arteterapeuta. Professora de Arteterapia. Estudante de Psicanálise Integrativa.

Marta Bittencourt
Psicanalista. Membro da SBPI. Terapeuta Ayurveda. Pesquisadora da Filosofia Oriental. Psicanalista Integrativa, com abordagem na filosofia oriental, com ênfase no Budismo Tibetano – Tantrayana.

PROGRAMAÇÃO

04/07/2009 – SÁBADO

08:00 – 09:30 h
ENTREGA DE MATERIAL – SECRETARIA
INAUGURAÇÃO DO CAMPO INTEGRATIVO COM CAFÉ DA MANHÃ

ABERTURA – SALA FREUD
Presidente da SBPI: Fátima Mora

09:40 – 11:00 h
PALESTRA – SALA FREUD
Violência e Psicanálise
Palestrante: Alexsandro Rodrigues de Brito

09:40 – 11:00 h
PALESTRA – SALA LACAN
Psicanálise e Budismo Tântrico – É a sua mente que cria este mundo
Palestrante: Marta Bittencourt

11:00 – 12:00 h
INAUGURAÇÃO DO CAMPO DO SABER COM EXPOSIÇÃO DE MONOGRAFIAS
A SBPI inaugura este espaço CAMPO DO SABER com o intuito dos alunos exporem suas idéias e conquista complementando o SABER que decorreu do aprendizado de 2 anos de árduas atividades e conheceres com a Psicanálise Integrativa.
MO 001
Alba Selma D. Silva

Psicanálise na Educação
MO 002
Paula Lira C. da Silva

A Dinâmica das Organizações pela Visão da Psicanálise

MO 003

Djair Daniel Nakame
Castello, A. P.; Bittencourt, M. HC.; Rosário, NM.; Silva, NDFM.
Perfil Socioeconômico e Cultural do Estudante de Psicanálise Integrativa
MO 004
Karina R. Hinsching

Das Pulsões às Perversões
MO 005
Ana Paula Matos

Para Além da Escuta Psicanalítica
MO 006
Sílvia Castelhano
Zanella, R. (Orient.)
Plantão Psicológico – O Espaço da Ressignificação
MO 007
Sílvia Castelhano
Regiane Quiles
Práticas Investigativas em Psicopatologia

MO 008

Sílvia Castelhano
Medeiros, G.; Pinheiro, L.; Bueno, M.; Morelato, R. Zolfan, S. L. (Orient.)

Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

MO 009

Sílvia Castelhano

Medeiros, G.; Morelato, R.; Caruso, N. (Orient.)
Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação da Real Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência

INAUGURAÇÃO DO CAMPO INCONSCIENTE COLETIVO COM EXPOSIÇÃO DE POSTERES
Este espaço CAMPO INCONSCIENTE COLETIVO na SBPI trás o incentivo aos formandos e pré-formandos exporem o resumo descritivo de seu aprender por meio de painel/pôster e divulgar suas idéias de futuros cientistas.
Num.
Autor
Co-Autor
Orientador
Título
PO 001
Djaine Santos

Psicossomática
PO 002
Etalívio Martins

Psicanálise e Espiritualidade
PO 003
Gilberto Grosso

TLT – Terapia da Linha do Tempo
PO 004
Leda Matos

Mitologia
PO 005
Luciene Silva Carvalho

Jung e o Tarô dentro do Inconsciente Coletivo
PO 006
Luis Felipe Moura

A Aliança Abraâmica
PO 007
Marcia Vili

Depressão
PO 008
Maria Alves Figueiredo

Intervenção Psicopedagógica como Técnica na Psicanálise Integrativa
PO 009
Miriam Palma

Fátima Mora
Voyeurismo e Exibicionismo na Atualidade

PO 010

Paulo Bregantin

Carlos Bregantin; Rosicleide M S Bregantin
Estação Caminho da Graça – A Graça de Viver com a Graça

PO 011

Rita de Cássia Chiuvitti

Relato de Caso de Um Paciente com Diagnóstico de Histeroepilepsia
PO 012
Rita de Cássia Tornich

Freud Volta à Cultura Grega
PO 013
Rubia Ganzaroli

Sílvia Castelhano
Psicanálise e Homeopatia – Pré-Projeto

PO 014

Sílvia Castelhano

Rosana Zanella; Maria Antonieta C. Santos
Plantão Psicológico – O Espaço da Ressignificação

PO 015

Sílvia Castelhano
Medeiros G.;
Pinheiro L.; Bueno M.; Morelato R.

Shirlei L Zolfan
Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

PO 016

Sílvia Castelhano
Medeiros G.; Morelato R.

Newton Caruso
Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação

PO 017

Silvia Orrú

Moda e Consumo Estereótipos do Prazer: A Imagem do Feminino na Publicidade

INAUGURAÇÃO DO CAMPO ARTETERAPIA COM EXPOSIÇÃO ARTETERAPIA
As artes expostas neste espaço CAMPO ARTETERAPIA são de pacientes/clientes realizadas na Oficina de Arteterapia com os formandos e pré-formandos do curso. Tem a função de divulgar o trabalho psicanalítico por meio de habilidades/conteúdos imersos no inconsciente dos analisados que com tal descarga de energia reprimida se inclui com sua arte/revelação/ressignificação.

12:00 – 13:00 h
ALMOÇO

13:00 – 14:30 h
PALESTRA – SALA FREUD
Psicanálise e Budismo Tântrico – É a sua mente que cria este mundo
Palestrante: Marta Bittencourt

13:00 – 14:30 h
PALESTRA – SALA LACAN
Violência e Psicanálise
Palestrante: Alexsandro Rodrigues de Brito

14:30 – 16:30 h
EXPOSIÇÃO DE MONOGRAFIAS – CAMPO DO SABER
MO 001
Alba Selma D. Silva

Psicanálise na Educação
MO 002
Paula Lira C. da Silva

A Dinâmica das Organizações pela Visão da Psicanálise

MO 003

Djair Daniel Nakame
Castello, A. P.; Bittencourt, M. HC.; Rosário, NM.; Silva, NDFM.
Perfil Socioeconômico e Cultural do Estudante de Psicanálise Integrativa
MO 004
Karina R. Hinsching

Das Pulsões às Perversões
MO 005
Ana Paula Matos

Para Além da Escuta Psicanalítica
MO 006
Sílvia Castelhano
Zanella, R. (Orient.)
Plantão Psicológico – O Espaço da Ressignificação
MO 007
Sílvia Castelhano
Regiane Quiles
Práticas Investigativas em Psicopatologia

MO 008

Sílvia Castelhano
Medeiros, G.; Pinheiro, L.; Bueno, M.; Morelato, R. Zolfan, S. L. (Orient.)

Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

MO 009

Sílvia Castelhano

Medeiros, G.; Morelato, R.; Caruso, N. (Orient.)
Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação da Real Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência

EXPOSIÇÃO DE POSTERES – CAMPO INCONSCIENTE COLETIVO
Num.
Autor
Co-Autor
Orientador
Título
PO 001
Djaine Santos

Psicossomática
PO 002
Etalívio Martins

Psicanálise e Espiritualidade
PO 003
Gilberto Grosso

TLT – Terapia da Linha do Tempo
PO 004
Leda Matos

Mitologia
PO 005
Luciene Silva Carvalho

Jung e o Tarô dentro do Inconsciente Coletivo
PO 006
Luis Felipe Moura

A Aliança Abraâmica
PO 007
Marcia Vili

Depressão
PO 008
Maria Alves Figueiredo

Intervenção Psicopedagógica como Técnica na Psicanálise Integrativa
PO 009
Miriam Palma

Fátima Mora
Voyeurismo e Exibicionismo na Atualidade

PO 010

Paulo Bregantin

Bregantin; B.; Bregantin, RMS
Estação Caminho da Graça – A Graça de Viver com a Graça

PO 011

Rita de Cássia Chiuvitti

Relato de Caso de Um Paciente com Diagnóstico de Histeroepilepsia
PO 012
Rita de Cássia Tornich

Freud Volta à Cultura Grega
PO 013
Rubia Ganzaroli

Sílvia Castelhano
Psicanálise e Homeopatia – Pré-Projeto

PO 014

Sílvia Castelhano

Rosana Zanella; Maria Antonieta C. Santos
Plantão Psicológico – O Espaço da Ressignificação

PO 015

Sílvia Castelhano
Medeiros G.;
Pinheiro L.; Bueno M.; Morelato R.

Shirlei L Zolfan
Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

PO 016

Sílvia Castelhano
Medeiros G.; Morelato R.

Newton Caruso
Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação

PO 017

Silvia Orrú

Moda e Consumo Estereótipos do Prazer: A Imagem do Feminino na Publicidade

EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS – CAMPO ARTETERAPIA

PROGRAMAÇÃO

05/07/2009 – DOMINGO

08:00 – 09:30 h
CAFÉ DA MANHÃ – CAMPO INTEGRATIVO

09:30 – 11:00 h
PALESTRA – SALA FREUD
O Processo de Individuação, a Jornada do Herói e o Tarô
Palestrante: Luiz Roberto Terron

09:30 – 11:00 h
PALESTRA – SALA LACAN
Oficina de Arteterapia
Palestrantes: Ana Lucas – Maria Alves – Etalívio Martins – Fátima Mora

11:00 – 12:00 h
PALESTRA – SALA FREUD
Homossexualidade
Palestrante: Julio Moreno

EXPOSIÇÃO DE MONOGRAFIAS – CAMPO DO SABER
Psicanálise na Educação
A Dinâmica das Organizações pela Visão da Psicanálise
Perfil Socioeconômico e Cultural do Estudante de Psicanálise Integrativa
Das Pulsões às Perversões
Para Além da Escuta Psicanalítica
Plantão Psicológico – O Espaço da Ressignificação
Práticas Investigativas em Psicopatologia
Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves
Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação da Real Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência

EXPOSIÇÃO DE POSTERES – CAMPO INCONSCIENTE COLETIVO
Psicossomática
Psicanálise e Espiritualidade
TLT – Terapia da Linha do Tempo
Mitologia
Jung e o Tarô dentro do Inconsciente Coletivo
A Aliança Abraâmica
Depressão
Voyeurismo e Exibicionismo na Atualidade
Estação Caminho da Graça – A Graça de Viver com a Graça
Relato de Caso de Um Paciente com Diagnóstico de Histeroepilepsia
Freud Volta à Cultura Grega
Psicanálise e Homeopatia – Pré-Projeto
Plantão Psicológico – O Espaço da Ressignificação
Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves
Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação
Moda e Consumo Estereótipos do Prazer: A Imagem do Feminino na Publicidade

EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS – CAMPO ARTETERAPIA

12:00 – 13:00 h
ALMOÇO

13:00 – 14:30 h
PALESTRA – SALA FREUD
Oficina de Arteterapia
Palestrantes: Ana Lucas – Maria Alves – Etalívio Martins – Fátima Mora

13:00 – 14:30 h
PALESTRA – SALA LACAN
O Processo de Individuação, a Jornada do Herói e o Tarô
Palestrante: Luiz Roberto Terron

14:30 – 15:00 h
EXPOSIÇÃO DE MONOGRAFIAS – CAMPO DO SABER
Psicanálise na Educação
A Dinâmica das Organizações pela Visão da Psicanálise
Perfil Socioeconômico e Cultural do Estudante de Psicanálise Integrativa
Das Pulsões às Perversões
Para Além da Escuta Psicanalítica
Plantão Psicológico – O Espaço da Ressignificação
Práticas Investigativas em Psicopatologia
Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves
Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação da Real Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência

EXPOSIÇÃO DE POSTERES – CAMPO INCONSCIENTE COLETIVO
Psicossomática
Psicanálise e Espiritualidade
TLT – Terapia da Linha do Tempo
Mitologia
Jung e o Tarô dentro do Inconsciente Coletivo
A Aliança Abraâmica
Depressão
Voyeurismo e Exibicionismo na Atualidade
Estação Caminho da Graça – A Graça de Viver com a Graça
Relato de Caso de Um Paciente com Diagnóstico de Histeroepilepsia
Freud Volta à Cultura Grega
Psicanálise e Homeopatia – Pré-Projeto
Plantão Psicológico – O Espaço da Ressignificação
Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves
Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação
Moda e Consumo Estereótipos do Prazer: A Imagem do Feminino na Publicidade

EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS – CAMPO ARTETERAPIA

15:00 – 16:00 h
PALESTRA – SALA FREUD
Homossexualidade
Palestrante: Julio Moreno

16:00 h – 17:30 h
ENCERRAMENTO – SALA FREUD
Mesa Redonda

ENCERRAMENTO – SALA LACAN
Mesa Redonda

18:00 h
ENTREGA DOS CERTIFICADOS – SECRETARIA

A Comissão Organizadora reserva-se o direito de alterar a programação quando necessário sem aviso prévio

IMPORTANTE
Serão conferidos certificados de participação pela SBPI – SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICANÁLISE INTEGRATIVA (carga horária: 20 horas)
Os certificados serão conferidos aos congressistas inscritos no evento
www.sbpi.org.br

ANNAIS

ÍNDICE DE TEMAS LIVRES ORAIS

TL 001

Alexsandro Rodrigues Brito

Psicanálise e Violência
04/07
04/07
09:40-11:00
13:00-14:30
Sala Freud
Sala Lacan

TL 002
Ana Lucas; Etalívio Martins; Maria Alves; Fátima Mora

Oficina de Arteterapia

05/07
05/07

09:30-11:00
13:00-14:30

Sala Lacan
Sala Freud

TL 003

Luiz Roberto Terron
O Processo de Individuação, a Jornada do Herói e o Tarô
05/07
05/07
09:30-11:00
13:00-14:30
Sala Freud
Sala Lacan

TL 004

Marta Bittencourt
Psicanálise e Budismo Tibetano – É a sua mente que cria este mundo
04/07
04/07
09:40-11:00
13:00-14:30
Sala Lacan
Sala Freud

TL 005

Julio Moreno

Homossexualidade
05/07
05/07
11:00-12:00
15:00-16:00
Sala Freud
Sala Freud

ÍNDICE DE TEMAS LIVRES – MONOGRAFIAS – CAMPO DO SABER
Num.
Autor
Co-Autor
Título
MO 001
Alba Selma D. Silva

Psicanálise na Educação

MO 002

Paula Lira C. Silva

A Dinâmica das Organizações pela Visão da Psicanálise
MO 003

Djair Daniel Nakame
Castello, AP.; Bittencourt, MHC.; Rosário, NM.; Silva, NDFM.
Perfil Socioeconômico e Cultural do Estudante de Psicanálise Integrativa
MO 004
Karina R. Hinsching

Das Pulsões às Perversões
MO 005
Ana Paula Matos

Para Além da Escuta Psicanalítica
MO 006
Sílvia Castelhano
Zanella, R. (Orient.)
Plantão Psicológico – O Espaço da Ressignificação
MO 007
Sílvia Castelhano
Regiane Quiles
Práticas Investigativas em Psicopatologia

MO 008

Sílvia Castelhano
Medeiros, G.; Pinheiro, L.; Bueno, M.; Morelato, R. Zolfan, SL. Orient.
Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

MO 009

Sílvia Castelhano
Medeiros, G.; Morelato, R.; Caruso, N. (Orient.)
Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação da Real Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência

ÍNDICE DE TEMAS LIVRES – POSTÊRES – CAMPO DO INCONSCIENTE COLETIVO
Num.
Autor
Co-Autor
Orientador
Título
PO 001
Djaine Santos

Psicossomática
PO 002
Etalívio Martins

Psicanálise e Espiritualidade
PO 003
Gilberto Grosso

TLT – Terapia da Linha do Tempo
PO 004
Luciene Silva Carvalho

Jung e o Tarô dentro do Inconsciente Coletivo
PO 005
Leda Matos

Mitologia
PO 005
Luis Felipe Moura

A Aliança Abraâmica
PO 006
Marcia Vili

Depressão
PO 007
Miriam Palma

Fátima Mora
Voyeurismo e Exibicionismo na Atualidade
PO008
Maria Alves Figueiredo

Intervenção Psicopedagógica como Técnica na Psicanálise Integrativa

PO 008

Paulo Bregantin

Carlos Bregantin; Rosicleide M S Bregantin
Estação Caminho da Graça – A Graça de Viver com a Graça

PO 009

Rita de Cássia Chiuvitti

Relato de Caso de Um Paciente com Diagnóstico de Histeroepilepsia
PO 010
Rita de Cássia Tornich

Freud Volta à Cultura Grega
PO 011
Rubia Ganzaroli

Sílvia Castelhano
Psicanálise e Homeopatia – Pré-Projeto

PO 012

Sílvia Castelhano

Rosana Zanella; Maria Antonieta C. Santos
Plantão Psicológico – O Espaço da Ressignificação

PO 013
Sílvia Castelhano
Bueno M.; Morelato R.
Medeiros G.;
Pinheiro L.;

Shirlei L Zolfan
Promoção de Saúde na Escola Estadual Rodrigues Alves

PO 014

Sílvia Castelhano
Medeiros G.; Morelato R.

Newton Caruso
Promover a Participação dos Fisioterapeutas no Setor de Reabilitação

PO 015

Silvia Orrú

Moda e Consumo Estereótipos do Prazer: A Imagem do Feminino na Publicidade

RESUMOS DE TEMAS LIVRES ORAIS

TL 001 – PSICANÁLISE E VIOLÊNCIA
Alexsandro Rodrigues de Brito*
*Psicanalista Integrativo. Terapeuta de Regressão. Licenciatura Plena em Matemática e Física. Pós-Graduado em Tópicos de Análise Matemática. Professor Titular das Redes Estaduais e Municipais de São Paulo.

Introdução: Nos dias de hoje há grande discussão sobre a violência nas Instituições Públicas Educacionais. Portanto pretendo, nesta palestra, instigar uma reflexão sobre essa dita violência buscando os teóricos psicanalistas Sigmund Freud, Melanie Klein e D. D. W. Winnicott segundo suas obras.
Objetivo: Enfatizar a situação dos professores nas Escolas Públicas e seus respectivos alunos; adolescentes em sua maioria.
Discussão: Levantar os outros aspectos do tema, como punição à violência, não somente no que tange a escola, mas também na sociedade em geral.
Conclusão: Mostrar como o processo Psicanalítico Integrativo pode trazer maior compreensão à violência nas Escolas Públicas, além de possíveis soluções na questão violência na sociedade.

TL 002 – OFICINA DE ARTETERAPIA
Ana Lucas1; Etalívio Martins2; Maria Alves3; Fátima Mora4
1Filósofa. Designer. Estudante de Psicanálise Integrativa. Arteterapeuta. 2Administrador. Psicanalista Integrativo. 3Psicopedagoga. Arteterapeuta. Professora de Arteterapia. Graduação em Artes Visuais – Instituto de Artes – UFGO. Licenciatura em Artes plásticas- Instituto de Artes da UFGO. Desenho – Escola de Belas Artes – UFMG. Pós-Graduação – Lato Sensu – Psicopedagogia – Arte-terapia – FPASP. Estudante de Psicanálise Integrativa. 4Psicanalista Integrativa. Física Nuclear. Terapeuta de Regressão. Presidente da SBPI – Soc. Bras. Psicanálise Integrativa – analucas65@hotmail.com; zicalves@yahoo.com.br; snitram@terra.com.br; fatima@sbpi.org.br

Introdução: A arteterapia nasceu como uma das expressões práticas da antroposofia – ciência espiritual, criada pelo alemão Rudolf Steiner no início do século XX – e consiste em propor atividades artísticas como pintura, desenho, escultura, dança, etc. – ao paciente a fim de tratar tanto distúrbios psicológicos quanto físicos. No Brasil, esta técnica foi inserida pela doutora Nise da Silveira, psiquiatra e terapeuta; estudou com Jung e adotou a pintura como terapia ocupacional em hospitais psiquiátricos como alternativa para as formas de tratamento agressivas usadas na época. Obteve excelentes resultados que foram divulgados através do Museu do Inconsciente criado com obras dos próprios pacientes.
Hoje, a arteterapia está cada vez mais presente nos consultórios de terapia do mundo todo.
Objetivo: Atender casos graves como esquizofrenia, esquizoparanóia e depressão aguda que, apesar de tratamentos psiquiátrico e psicanalítico, tinham chegado a um limite de melhora.
Metodologia: Três horas de atendimento semanal em oficina de artes.
Durante as sessões, terapeuta e paciente em conjunto escolhem a atividade que melhor se adéqua para ser desenvolvida naquela sessão tendo como base que o paciente sinta prazer ao fazer a atividade. Pode ser qualquer forma de arte: pintura, desenho, escultura, apreciação estética, colagem, montar quebra-cabeças, costura, confecção de máscaras, bonecos e mais o que for providencial para cada caso…
Dependendo da disposição do paciente, terminado o trabalho, pode-se conversar sobre a obra.
Relato de Um dos Casos: Paciente diagnosticada com depressão aguda, borderline, tratou-se durante 30 anos com psicoterapias das mais variadas linhas. Tinha consciência de seus bloqueios, mas não permitia que a psicoterapia se aprofundasse na questão e trouxesse a emoção à tona. Por isso, as crises de depressão continuavam fortes na época em que começou na oficina.
Como primeira atividade foi sugerido que ela desenhasse e pintasse à vontade tentando não usar o julgamento quanto ao trabalho artístico.
Nestes primeiros desenhos e pinturas apareceu simbolicamente o epicentro de sua dor: a relação com a mãe, com afetividade, feminilidade e baixa-estima. A seqüência dos trabalhos mostrou ao mesmo tempo a valorização e a negação da feminilidade.
Com base nisso o prognóstico era usar exercícios com assuntos ligados ao feminino.
Foi proposto o exercício de apreciação estética e cópia de pinturas de madonas renascentistas.
Nesta sessão houve um desbloqueio da força energética que sua defesa intelectual represava e ela finalmente expressou a dor de não ser amada e de não ter tido uma família “perfeita” como a representada pelos quadros religiosos.
Conclusão: A arteterapia atua de forma parecida com os sonhos. Requer interpretação que às vezes não é muito fácil de ser feita. Depende exclusivamente da pessoa que criou a obra. No caso aqui descrito, o símbolo “Madona”, que representa a perfeição do feminino como mãe, liberou em forma de catarse o bloqueio emocional que a paciente resistia em entrar em contato. O exercício fez com que emoção dos conteúdos infantis viesse à tona para que a energia pudesse ser liberada através do choro convulsivo.
Nas sessões subsequentes a paciente não quis mais trabalhar com esses símbolos dizendo que lhe causavam muita dor. Foi então sugerido colagem e montagem de quebra-cabeças o que ela adorou fazer. Partiu então para uma regressão. Brincou como nunca havia brincado na infância por causa da preocupação em ser perfeita para conseguir a atenção da mãe.
Depois de montar cada quebra-cabeças, mostrava com orgulho para os terapeutas por ter conseguido o feito. Houve então transferência da mãe para os terapeutas.
A partir disso as crises foram reduzindo e até o presente momento não mais a importunaram. A paciente teve também mudança na aparência: está se cuidando mais.

TL 003 – PSICANÁLISE E BUDISMO TIBETANO – É A SUA MENTE QUE CRIA ESTE MUNDO
Marta Bittencourt*
*Psicanalista. Membro da SBPI. Terapeuta Ayurveda. Pesquisadora da Filosofia Oriental.
Psicanalista Integrativa com Abordagem na Filosofia Oriental, com ênfase no Budismo Tibetano – Tantrayana.
mbittencourt@gmail.com

Mesmo sendo a psicanálise um método científico, essencialmente não religioso, é uma terapêutica que trata de resgatar a unicidade no conceito espírito/matéria. Ela, hoje, pode-se dizer que vive um momento de transição.
O Budismo, diferente da Psicanálise, é uma prática espiritual, mas hoje encontramos algumas áreas da ciência, principalmente o campo da neurociência, interessadas em estudar os conceitos Budistas sobre a mente.
A contribuição que o Budismo oferece a Psicanálise é inestimável. Principalmente o Budismo Tântrico, por oferecer uma gama de práticas para a purificação mental e contribuindo para que o Sujeito observe, mais claramente, os sinais do inconsciente. Com isto o trabalho analítico se torna mais dinâmico e o processo de resistência diminui.
Assim como na Psicanálise o propósito do Budismo é reconhecer e transformar as forças interiores de um Sujeito em sua própria mente.

TL 004 – O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO, A JORNADA DO HERÓI E O TARÔ*
Luiz Roberto Terron*
*Docente aposentado do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP. Engenheiro Químico (UFPr). Mestre, Doutor e Livre-Docente em Engenharia Química pela USP. Bacharel em Música (Instrumento). Professor de Cinema e de Música para a Universidade Aberta à Terceira Idade (USP). Psicanalista Integrativo.
terron.sbpi@gmail.com

Esta palestra irá abordar três assuntos principais. O primeiro deles, muito importante para a psicanálise, trata do processo de individuação, proposto por Carl Gustav Jung como parte da Psicologia Analítica, o nome escolhido por Jung para abarcar todo o seu sistema teórico. A grande busca de Jung consistia em conhecer a si mesmo e o significado da vida. Em suas pesquisas, percebeu que a psique trilha um único objetivo, que é o encontro com seu próprio centro, a unicidade, é o retorno do ego às suas origens. Deu então a esse objetivo da vida psíquica o nome de Individuação, que não é repentino, mas sim, se apresenta como um processo.
Como segundo assunto será tratado o conceito de monomito, proposto por Joseph Campbell, em seu livro “O Herói de Mil Faces”. Na obra, Campbell concluiu que, embora apresentem amplas variações em termos de incidentes, de ambientes e de costumes, os mitos de todas as civilizações oferecem um número limitado de respostas aos mistérios da vida. No livro, o autor considera que os heróis (Apolo, Wotan, Buda e mesmo Jesus Cristo) além de numerosos outros protagonistas das religiões, dos contos de fada e do folclore, representam simultaneamente as várias fases de uma mesma história. O autor usou, então, o termo, “monomito”, para designar a trajetória dos heróis (ou heroínas) de todas as narrativas por ele consideradas: a Jornada do Herói. Pode-se fazer uma ligação estreita entre essa jornada e o processo de individuação proposto por Jung.
O Tarô é o terceiro tema: um baralho de origem ainda incerta, contendo setenta e oito cartas, divididas em dois grupos: os Arcanos Maiores, grupo composto por vinte e duas cartas, e o conjunto dos Arcanos Menores, contendo cinquenta e seis cartas. Será mostrado que o conjunto formado pelos Arcanos Maiores pode ser ajustado ao esquema da Jornada do Herói, proposto por Campbell e, por conseguinte, descreve o processo de individuação.
Finalmente, será mostrado um método, ainda em desenvolvimento, de uso das cartas que formam os Arcanos Maiores, para ser usado na coleta de dados no diagnóstico e complementam aqueles oriundos da anamnese.

RESUMO TEMAS LIVRES MONOGRAFIAS

MO 001 – PSICANÁLISE NA EDUCAÇÃO
Autora: Alba Selma Dutra Silva.
Trabalho de Conclusão do Curso de Psicanálise Integrativa na SBPI de 2008.

Introdução: A Psicanálise ajuda os educadores a compreender melhor os seus filhos afim de que eles possam fazer suas próprias escolhas e achar na educação a oportunidade de se criar uma ponte para chegar aos seus objetivos que podem ter sido rejeitados/abandonados. Pais que entregam a responsabilidade da educação para as escolas deixam de ser pais. Segundo Freud “Se você delegar ao outro para cuidar do seu filho, você não é pai.
Objetivo: Investigar o princípio básico da educação transmitida aos jovens e mostrar à sociedade, professores, psicólogos, pais e educadores que a Psicanálise pode proporcionar a compreensão dos processos identificadores para entender a formação das culturas.
Método e Discussão: Investigar a arte de ajudar educadores, influências, saberes, escola e o professor, fracasso escolar, fantasias que criam bloqueios ou criam formas de percepção.
Conclusão: A Psicanálise oferece o método mais prático de aprender a viver de forma mais equilibrada e procurar resolver conflitos internos para que se tenha a oportunidade de se conhecer melhor. A Psicanálise tem um olhar para os jovens que lutam para maior felicidade, aprendendo a ser eles mesmos, tendo coragem de persistir em suas lutas para que sejam os futuros educadores.

MO 002 – A DINÂMICA DAS ORGANIZAÇÕES PELA VISÃO DA PSICANÁLISE
Autora: Ana Paula Lira Correia da Silva.
Trabalho de Conclusão do Curso de Psicanálise Integrativa na SBPI de 2009.

Resumo: O Objetivo deste trabalho é tentar compreender as relações que envolvem o homem enquanto sujeito desejante e social e o contexto que o constrói e o envolve mais precisamente nas dinâmicas do cenário organizacional e como essas organizações buscam estabelecer padrões de comportamento e aceitação aos seus valores considerando a perspectiva do sujeito e as relações dos sujeitos entre si, tendo como referência a Psicanálise.

MO 003 – PERFIL SOCIECONÔMICO E CULTURAL DO ESTUDANTE DE PSICANÁLISE INTEGRATIVA
Autores: Ana Maria Patricio Castello; Djair Daniel Nakamae; Marta Helena C. Bittencourt;
Nair Maria Rosário; Nelson Donisete F. M. Silva.
Trabalho de Conclusão do Curso de Psicanálise Integrativa na SBPI de 2000.

Introdução: A Psicanálise Integrativa em Construção nos trás a idéia de uma proposta investigativa sobre o perfil socioeconômico e cultural dos estudantes que procuram essa formação.
Objetivo: Identificar as características socioeconômicas e culturais dos estudantes desse 1º Curso de Psicanálise Integrativa do ano de 2000.
Método: Estudo descritivo, de natureza exploratória, baseado no método estatístico quantitativo.
Discussão e Conclusão: O perfil do estudante do ano de 2000 no Curso de Psicanálise Integrativa na Sociedade Brasileira de Psicanálise Integrativa resultou em denominação “médio”. Teve predominância do sexo feminino, casados, média de 41 anos, brasileiros, paulistas, com nível de instrução em sua maioria fundamental e nível de instrução dos pais variável. Não possuem formação profissional em terapia alternativa, mas freqüentam diversos cursos livres nessa área. Optaram pela psicanálise Integrativa para autoconhecimento, auto-ajuda e realização pessoal. Ao final do curso consideram boas possibilidades de trabalho.

MO 004 – DAS PULSÕES ÀS PERVERSÕES
Autora: Karina Regiane Hinsching.
Trabalho de Conclusão do Curso de Psicanálise Integrativa na SBPI de 2008.

Resumo: O estudo das perversões sexuais ocupa um lugar muito importante, abrindo-lhe um campo privilegiado de observação, mesmo que, na maioria das vezes, elas não se destaquem diretamente a partir da clínica analítica.
Trata-se, com efeito, para ele de se esforçar para dar dramatização na dialética edipiana, do que vai resultar, em definitivo, a entrada do sujeito numa das três categorias: neurose, psicose ou perversão.
Acompanharemos Freud, neste trabalho, passo a passo na ordem cronológica de seus estudos.

MO 005 – PARA ALÉM DA ESCUTA PSICANALÍTICA
Autora: Ana Paula Matos.
Trabalho de Conclusão do Curso de Psicanálise Integrativa na SBPI de 2008.

Introdução: A tarefa do Psicanalista, pela sua presença, é ajudar o indivíduo a articular sua demanda de constituir-se por meio de sua fala em relação à sua história. Desse modo, extrai uma mensagem que poderá ser veiculado um sentido. É fundamental que a técnica, os estudos e a prática sustentem um bom psicanalista, mas é essencial que ele saiba usar sua percepção e empatia como complemento de sua escuta.
Objetivo: Permitir ao sujeito encontrar o seu sentido e a aliviar suas dores do viver. Como Freud observou em um dos seus escritos sobre técnica, formas protocolares de analisar não são a mesma coisa que as maneiras que cada um encontra e que se revelam condizentes com sua preferência.
Método: Demonstrar a relevância da escuta analítica na prática clínica da Psicanálise por meio das Teorias Psicanalíticas e as bases práticas dos analistas Freud e Lacan.
Discussão: É importante estar atento a tudo: corpo, comunicação não-verbal, sinais importantes na investigação analítica. A importância de observar a teoria deve ser utilizada como guia e não como dogma. É também importante a análise pessoal e da própria contratransferência que pode e deve ser utilizada como instrumento de técnica analítica.
Conclusão: O analista deve procurar reconhecer e aceitar suas inevitáveis falhas nos atendimentos que, ao percebê-los e assumi-los, possa se colocar em posição de aprendizado. Não se esquecer de olhar para o todo, para cada pedaço daquele ser humano que nos confia a única coisa que possui (que muitos perderam), a si mesmo. Isto implica, dentre outras coisas, maturidade e ética profissional. Para conduzir o analisando na direção de sua verdade única e singular, urge que o analista se conscientize do que é possível fazer com suas próprias idiossincrasias, com sua própria singularidade.

MO 006 – PLANTÃO PSICOLÓGICO – O ESPAÇO DA RESSIGNIFICAÇÃO
Instituição: Secretaria da Segurança Pública – 2ª Delegacia de Defesa da Mulher
Autora: Sílvia Maria Castelhano Palma. Orientadora: Rosana Zanella – Co-Orientadora: Maria Antonieta C. dos Santos. Trabalho de Conclusão de Curso de Psicologia do Centro Universitário Paulistano de 2005.

Introdução: Hoje, com o aumento da população nas grandes metrópoles; também aumentam os conflitos. Esses se tornam insustentáveis e de difícil compreensão por parte dos seres humanos que se vêm a qualquer momento, sem saber qual rumo tomar. Continuar com suas angústias perpetuando de geração em geração ou buscar auxílio à profissionais preparados que lhes ajude a encontrar uma resposta de satisfação e o torne consciente. Procurar ajuda demonstra movimento, transformação, ressignificação.
Objetivo: Buscar o ser inconsciente que se comunica. A pessoa em crise, externalizando, inicia um movimento, que o levará a reconhecer conteúdos que lhe pertence ou não, se permite à ressignificação, pois sua meta é se autoconhecer. A comunicação e a linguagem são o início dos conflitos. A pessoa em crise ao perceber que não há mais troca de harmonização, busca a mudança.
Método: Foram atendidos mais de 100 usuários durante o período de janeiro a outubro de 2005, o qual se fez, por meio do plantão psicológico. A população escolhida é a que procura o atendimento no Setor Psicológico da Delegacia de Defesa da Mulher da Secretaria de Segurança Pública, sendo encaminhada, pela delegada e/ou escrivão, quando informado do serviço e, o mesmo, aceita o aconselhamento/acolhimento, de livre e espontânea vontade. Nesse trabalho foram escolhidos quatro Casos para se relatar com conflitos, históricos e características diferentes entre si
Relato de um dos Caso: Márcia, 37 anos, cozinheira, portando a Doença de DEVIC (doença inflamatória, da medula espinhal e dos nervos ópticos), amigada há 20 anos, quatro filhos, dois enteados, sofre violência doméstica pelo marido. No início de casada sofreu abuso sexual anal; ficou acamada por dois anos devido à doença de Devic; marido, 53 anos, maltratado pelos pais quando criança, pedreiro, alcoolista, separado de corpos da primeira esposa com quem teve três filhos. Um dos filhos da relação atual está envolvido com drogas.
Discussão: Este Relato de Caso nos revela que mesmo um agressor, devido ao apelo de doença apresentada pela esposa e da repetição de comportamento percebido por ele, aflorado em sua consciência de como foi tratado pelos pais e como está tratando seu filho, demonstra: 1. pai levado a prestar contas de violência doméstica conscientiza-se, abstêm-se do álcool (freqüentando o AA – Alcoólicos Anônimos); 2. mãe em tratamento com evolução progressiva e acolhida da família (neurologista incentivando-a e auxiliando-a na aposentadoria por invalidez); 3. filho tomando contato com o trabalho do pai e se interessando a procurar profissional capacitado para tratamento.
Conclusão: Assim, com acolhimento, aconselhamento e orientação precisa da estagiária de psicologia como num Plantão Psicológico, confirmo este caso o qual resultou, em poucas sessões; mudança surtindo efeito e movimento na tomada de consciência por pessoas em conflito que, com o suporte seguro, o qual afloram lembranças e angústias há muito internalizadas, promove saúde e direcionamento à ressignificação.

MO 007 – PRÁTICAS INVESTIGATIVAS EM PSICOPATOLOGIA
Autores: Regiane Quiles, Sílvia Castelhano. Orientadora: Tere Yadid Sztokbant.
Trabalho de Complemento de Estudos da Disciplina de Psicopatologia Geral II do Curso de Psicologia do Centro Universitário Paulistano de 2003.

Resumo: Um assunto que há muito, desperta práticas investigativas, com interesse à experiências, estudos científicos, análises e, tem-se procurado explicações, além de tentativas de controle com diversas maneiras, são os distúrbios mentais.
Diante desse fato, este trabalho procura descrever um histórico das doenças mentais no desenvolvimento da humanidade, além de retratar os variados modos que a sociedade lidava e lida com o assunto. Dessa maneira, elaboramos uma pequena pesquisa analítica de como as doenças mentais estão sendo conduzidas no Brasil, comparando com os tratamentos que foram utilizados no passado, embasados em experiências transmitidas nas aulas expositivas e em visitas realizadas nas instituições de São Paulo – CAISM – Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental, em Vila Mariana, pertencente à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e do CAPS – Centro de Atenção Psicossocial da Lapa, às quais trabalham com pessoas portadoras de distúrbios mentais.
Na segunda parte deste trabalho procuramos enriquecê-lo, não deixando de nos completar em compreensões ao estudo de psicopatologia com a análise de um caso clínico de um usuário da instituição CAPS, o qual foi muito solícito à entrevista. Com os dados colhidos, se elaborou a anamnese, o exame psíquico e a psicodinâmica, sendo esta embasada nas abordagens psicanalítica freudiana e Kleiniana.
Finalizando, diante das experiências do curso de psicologia na disciplina de psicopatologia I e II, descrevemos nossas impressões pessoais, individualizadas, das visitas às instituições, os tratamentos realizados nestas, as diferenças de ambas, além de relatar nossa compreensão do estudo psicológico na visão psiquiátrica e psicanalítica.

MO 008 – PROMOÇÃO DE SAÚDE NA ESCOLA ESTADUAL RODRIGUES ALVES
Autores: Graziela Medeiros; Líssia Pinheiro; Milton Bueno; Roseli Morelato; Sílvia Castelhano. Supervisão: Shirlei Lizak Zolfan. Trabalho de Conclusão de Estágio da Disciplina de Psicologia Educacional do Curso de Psicologia do Centro Universitário Paulistano de 2005.

Introdução: A Escola Estadual Rodrigues Alves, com o privilégio de se localizar no centro do município de São Paulo, ou seja, na Av. Paulista, coração da cidade, permitiu o estágio de psicologia educacional aos alunos quinto anistas do curso de psicologia. Ressalte-se ser uma edificação tombada historicamente com um anexo para comportar alunos do Ensino Fundamental I e II, tendo quadras, laboratórios, enfim tudo que se faz necessário para um bom desenvolvimento de educadores e educandos. Com essas condições o estágio pode ter o conhecimento das dificuldades e seus complicadores no desenvolvimento dos alunos.
Objetivo: Este trabalho de estagiários quinto anistas de psicologia na Escola Estadual Rodrigues Alves do município de São Paulo, tem o objetivo de tomar conhecimento sobre as dificuldades dos alunos da 3ª série do Ensino Fundamental I e, produzir um diagnóstico.
Método: O estágio na Instituição de Ensino Público Estadual teve a população escolhida de 40 alunos da 3ª série do Ensino Fundamental do Município de São Paulo, no qual a região reúne crianças, na sua maioria, filhos de zelador, porteiro e auxiliares domésticas de condomínios das adjacências, no qual residem. Foram utilizados os instrumentos para a observação e conseqüentemente o diagnóstico de dinâmicas, desenhos, teste de HTP, entrevista com responsável, além da utilização dos seguintes materiais: papéis sulfite, cartolina, cansson, laminado, jornal, argila, massinha, lápis de cor, pintura a dedo, guache, etiquetas adesivas, etc.
Discussão e Resultados: Os trabalhos reproduzidos pelas crianças projetaram: desestruturação familiar, desestabilização emocional/afetiva, regressão, insegurança, fragilidade do ego, etc. Pode-se perceber as dificuldades que a Instituição e seus profissionais têm se condicionado devido ao serviço público assim os respaldarem. Portanto, os resultados apresentados mostram que o trabalho com esses alunos está comprometido, ou seja, excesso de alunos em sala de aula com um único professor para dar conta das mais variadas dificuldades apresentadas como: dificuldade de leitura e compreensão; dificuldade de reprodução do símbolo, escrita, dos ditados; dificuldade de sociabilização sem que seja, na sua maioria de forma agressiva com os colegas; dificuldade de concentração, atenção; dificuldade de externalizar os sentimentos escrevendo, desenhando, falando, etc. inseguranças; etc.
Conclusão: Este trabalho na Instituição conscientiza-nos de que essa escola pública está deixando de cumprir seu papel de educadora devido aos problemas/dificuldades não serem de sua competência. Fica clara a necessidade de multidisciplinaridade e interdisciplinaridade no cotidiano desses alunos, pois estes demonstraram dificuldades das mais variadas, ou seja, comportamento, respeito, saúde, leitura, escrita, raciocínio, etc. Diante dessas dificuldades observou-se também, comportamentos de agressividade, distração, ansiedade, retração, repressão, angústias, inseguranças, regressão, etc., como defesa da falta de cuidado/orientação. Seria interessante continuar esse trabalho, particularmente com esse grupo, numa parceria com pedagogos, assistentes sociais, psicólogos escolares e educacionais, fonoaudiólogos, dentistas, médicos, etc., além de maior contato com os pais/responsáveis para ter conhecimento do quanto essas crianças estão sendo desenvolvidas sem o cumprimento do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente.

MO 009 – PROMOVER A PARTICIPAÇÃO DOS FISIOTERAPEUTAS NO SETOR DE REABILITAÇÃO
Autores: Graziela Medeiros, Roseli Morelato, Sílvia Castelhano – Supervisão: Newton Caruso.
Instituição: Setor de Reabilitação da Real Benemérita Assoc. Portuguesa de Beneficência.
Trabalho de Conclusão de Estágio da Disciplina de Psicologia Organizacional do Curso de Psicologia do Centro Universitário Paulistano de 2005.

Introdução: Graças a doações, iniciaram-se as obras do primeiro Hospital da Beneficência Portuguesa em 12 de abril de 1868. Nos 145 anos desde sua fundação, a Instituição acompanhou transformações históricas e culturais. Em 1875 recebeu a visita do Imperador do Brasil e em 1889, o trabalho de seus médicos e funcionários foi amplamente solicitado, em decorrência de uma grande epidemia de febre amarela. Hoje, com cerca de 50 especialidades médicas, a Beneficência é padrão de referência nacional. É uma empresa de serviços na área de saúde, fundada por grupos portugueses no século XIX, sem fins lucrativos. O Setor de Fisioterapia foi fundado há 40 anos por dois médicos, Dr. Abrahão (já falecido) e Dr. Levy, época em que não havia fisioterapeutas e sim técnicos. Hoje, o Setor conta com 62 funcionários-especialistas e atende a toda a Instituição em prédios anexos: UTIs, Cardiologia; Unidade Respiratória; Ortopedia; etc.
Objetivo: Trabalhar a Participação dos Fisioterapeutas do Setor de Reabilitação, com o objetivo de resultar em interdisciplinaridade e multiprofissionalidade, caminho da globalização hoje.
Método: Foram empregadas entrevistas de 38% dos funcionários do setor, tanto especialistas quanto não-especialistas, no primeiro semestre de 2005, fechando o diagnóstico. Para o segundo semestre do ano, o cliente solicitou como prioridade focar os trabalhos para maior participação dos funcionários no Setor. Dessa maneira, na intervenção utilizou-se o recurso de entrevistas e reuniões com grupos de funcionários, aplicando-se debates e dinâmica.
Discussão: Nas entrevistas do primeiro semestre levantaram-se dados junto aos profissionais especialistas e não-especialistas, no sentido de conhecer o desconforto que ocorria no Setor de Reabilitação. A discussão se deu com as seguintes queixas: Falta de treinamento e reciclagem; Relação interpessoal entre os técnicos e os fisioterapeutas; Conquistar espaço dentro do hospital e das equipes; Subordinação a colaboradores que têm a mesma função. Com esse diagnóstico, as prioridades solicitadas pelo cliente para a intervenção são: reuniões com os grupos de funcionários focando o conhecimento da Instituição, desde sua fundação e a fundação do Setor de Fisioterapia, que após 30 anos foi renomeado de Setor de Reabilitação; suporte às Supervisoras a trabalhar a participação dos funcionários; mais efetividade das supervisões junto aos departamentos.
Conclusão: Os resultados obtidos no primeiro semestre de estágio foram positivos, tais como: contratação de profissionais acadêmicos; rodízio/reciclagem dos profissionais específicos; levantamento dos lucros com os procedimentos adotados e a anuência do Setor Administrativo na demissão dos funcionários não-especialistas (no Setor desde a fundação), além da aceitação desses; postura profissional de todos os especialistas junto aos demais setores, resultando em interdisciplinaridade e multiprossionalidade; maior controle das Supervisoras junto aos funcionários especialistas e os demais setores, resultando em linguagem única. Este trabalho de estágio num Setor da Instituição de referência, não só no Estado de São Paulo, mas na América Latina, corrobora que um trabalho bem conduzido de Psicologia Organizacional resulta em evolução e conscientização.

RESUMOS DE TEMAS LIVRES PÔSTERES

PO 001 – PSICOSSOMATIZAÇÃO
Autora: Djaine Santos. Administradora – UNIP. Massoterapeuta. Estudante de Psicanálise Integrativa.

Introdução: As percepções do mundo, de nós mesmos e daqueles que nos cercam são intermediadas pelas nossas reações corporais. O corpo é o nosso instrumento de comunicação, manifestamos e enviamos sinais através dos nossos gestos, das nossas posturas e das nossas formas. É através dele que registramos as nossas marcas psíquicas e as nossas histórias. Ele é a única testemunha de todos os nossos sentimentos, desejos, ansiedades, dores e angústias. A relação entre o corpo e a psique reflete o que somos, relata através da nossa expressão corporal as nossas dinâmicas psíquicas. O que acontece é que nem todas as nossas ações são regidas pelo nosso consciente e como não temos acesso direto ao que acontece inconscientemente em nossas mentes não temos condições de alterá-las de acordo com os nossos desejos e objetivos, e com isso sofremos todas as conseqüências sem poder modificá-las. A proposta deste trabalho é a de identificar essas manifestações, utilizando-se de recursos capazes de nos dar elementos para que haja uma conscientização desses eventos, transformando os processos inconscientes em conscientes, modificando comportamentos, re-significando crenças e mudando-se hábitos. Objetivo: O principal objetivo deste trabalho é buscar uma maior liberdade emocional, restabelecendo a saúde mental e corporal através da Psicanálise Integrativa utilizando as técnicas de Associação Livre e Terapias Psicocorporais. A necessidade de reconhecer e, sobretudo de compreender e tratar os fenômenos relacionados às interações entre corpo e mente deu origem a Psicossomática, termo utilizado inicialmente por J. Heinroth em 1818 e posteriormente através da Psicanálise por Wilhem Reich com o seu trabalho sobre as “couraças musculares”. Em meados de 1950 o trabalho de Reich foi desdobrado por Alexander Lowe e Jonh Pierrakos, que desenvolveram uma técnica que denominaram “Bioenergética” (Energia biológica). Um dos principais conceitos da Bioenergética é o Grounding (enraizamento), o estar em si e consigo mesmo, incorporar-se e equilibrar-se. Lowen partia do principio reichiano de que os caracteres neuróticos, durante o ciclo de desenvolvimento, fixam-se energeticamente em algum ponto-chave do corpo, interrompendo o fluxo da energia. Esses pontos são chamados de anéis. O objetivo da Bioenergética é desbloquear esses anéis que em geral vêm carregados por repressões, restaurando assim o fluxo dinâmico da energia e o seu equilíbrio. Método: Os métodos utilizados neste trabalho são as técnicas de Bioenergética, através de exercícios corporais, a Massagem Biodinâmica e Associação Livre. A massagem biodinâmica é realizada através de movimentos leves de deslizamento de forma cadenciada e através dos exercícios de respiração. Através da massagem os focos de tensão físicos e emocionais são liberados, produzindo uma integração com as estruturas e processos mentais, emocionais e corporais. Discussão: A psicossomática no Brasil existe há pelo menos meio século, profissionais da saúde e terapeutas trabalham com a Psicossomática no país obtendo muitos progressos nos tratamentos das patologias geradas por problemas emocionais. Os resultados são impressionantes, há uma melhora extremamente significativa na saúde física quando os processos mentais são levados em consideração. Conclusão: A nossa saúde física é afetada diretamente pela nossa saúde mental, mandamos informações através do nosso cérebro para todo o nosso corpo e se estas informações estiverem comprometidas por conflitos psíquicos o nosso corpo reagirá como tal, provocando sérios danos ao nosso organismo, debilitando as nossas defesas e comprometendo efetivamente o nosso sistema imunológico. É preciso haver uma maior integração e harmonia entre mente e corpo para que haja um maior equilíbrio físico e emocional.

PO 002 – PSICANÁLISE E ESPIRITUALIDADE
Autor: Etalivio Martins – Orientadora: Fátima Mora – SBPI – snitram@terra.com.br – fátima@sbpi.org.br

Introdução: A Psicanálise é extremamente recente na história da humanidade, mas já apresenta resultados exuberantes na cura de distúrbios psicológicos e mesmo físicos. Já a espiritualidade é inerente à essência humana, é de todos os tempos e acumula “n” e indizíveis casos reais, amplamente disponíveis. Mas para levar adiante esta discussão é imprescindível separar espiritualidade de religião. As religiões são movimentos sociais de várias proporções que refletem preocupações com manutenção e/ou formação de capitais e apesar de cumprirem uma importante função na história da humanidade criando líderes e seguidores comprometidos com a espiritualidade, foram também responsáveis por guerras longas e sanguinolentas, tiveram exércitos, poder de aplicar pena máxima e título de infabilidade. A Espiritualidade, pelo contrário, diz respeito ao indivíduo e não às massas, é a energização da alma pela força do Espírito, que resgata a transcendência da vida humana, mantendo ou sincronizando-a novamente ao ritmo da pulsação do universo. Está ligada ao processo de individuação designado por Jung. Apesar de todos os benefícios que estas duas alternativas podem trazer ao homem, existe um grande passo ainda a ser dado para que elas interajam e se potencializem: a superação do preconceito. Correntes antagônicas debatem-se nos vários estágios de um mesmo eixo: entre os leigos nega-se ou se questiona a possibilidade da existência de ambas, assim como as suas realizações. Já, os iniciados de ambas passam a se digladiar, uma parte buscando desqualificar a outra; cada um defende o seu território como se propriedade sua fosse. Isso, de prático, resulta numa realidade que impede a evolução da Psicanálise em integrações com outros ramos do conhecimento humano. Principalmente a espiritualidade. Objetivo: Juntar à técnica psicanalítica conhecimentos suprasenssíveis adquiridos pelo conhecimento, estudo, vivência e prática da espiritualidade. Método: Ainda não há uma metodologia pronta para isso, mas podemos criar condições preparando o terreno para que aconteça: 1. Ser um agente facilitador entre a psicanálise e outras técnicas terapêuticas tendo em mente um objetivo comum: trabalhar para melhorar as pessoas e suas vivências. Discussão e Conclusão: Inquestionavelmente a Psicanálise Integrativa tem colhido resultados animadores, tanto que está promovendo este Congresso de tão grande significância que tem a coragem de expor suas experiências. A Psicanálise Integrativa é fato consumado. Não mais se discute se ela é ou não Integrativa. O que se discute agora são os elementos que devem participar dessa integração. 2. Aprofundar o estudo da Espiritualidade transformando-a em instrumento terapêutico aliado a outras técnicas, partindo do fato de que existe cada vez maior número de pessoas com grande capacidade de transmissão de energias que produzem efeitos extremamente benéficos em outros seres.

PO 003 – TLT – TERAPIA DA LINHA DO TEMPO
Autor: Prof. Gilberto Grosso. Pedagogo. Psicopedagogo. Master Practitioner PNL. Master Practitioner TLT. Terapeuta DEP. Trainer em Hipnose Ericksoniana. Formando de Psicanálise Integrativa. gilberto.grosso@terra.com.br

Introdução: A Terapia da Linha do Tempo é um conjunto de técnicas de mudança pessoal, resultado de mais de 20 anos de pesquisa, desenvolvimento e treinamentos. A TLT, como terapia breve, integra técnicas oriundas da Programação Neurolinguística, Hipnose Ericksoniana e técnicas baseadas no campo quântico. Criada por Tad James (EUA) a partir de práticas iniciais de Milton Erickson, Leslie LeCron, Richard Bandler, John Grinder, Roberto Dilts, Brian Weiss, chegou ao Brasil através do trabalho do psicoterapeuta George Vittorio Szenészi, MSc. Objetivo: Oferecer aos psicanalistas e terapeutas uma terapia complementar de intervenção breve e efetiva de mudanças rápidas e duradouras nas pessoas. Formação: O Psicanalista Integrativo, cuja base de aprendizagem e trabalho clínico estão arraigados nos ensinamentos de Freud, originalmente, e nos de seus seguidores Jung, Lacan, Reich, Melanie etc., têm a oportunidade de utilizar outras ferramentas terapêuticas complementares em suas intervenções clínicas. Assim, a sua atualização profissional ou formação em terapias à margem da psicanálise convencional é estimulada. Na TLT a formação compreende dois reconhecimentos: o treinamento básico de Practitioner de TLT e a certificação Master Practitioner de TLT. Da dissertação teórica o formando em TLT emerge na vivência, onde se submete a um mínimo de 70 horas de análise pessoal, sendo 50 horas de análise tradicional e 20 horas de TLT, além de outras 100 horas de prática laboratorial para sua formação, à parte o TCC. Estudo: O estudo é a vivência prática da teoria, constantemente. O título da formação é Practitioner, ou praticante. A metodologia é simples comparada ao profundo resultado dessa terapia breve. Compreende-se a Preparação, as Técnicas e os Procedimentos. Dos pressupostos da TLT às principais técnicas, da entrevista inicial à primeira viagem na linha do tempo, o terapeuta defronta-se com procedimentos simples e eficazes. Busca-se na causa raiz dos problemas relatados pelos clientes as emoções negativas provedoras dos males clinicados. Ao mesmo tempo, altera-se crenças e decisões limitantes como se alinham os valores pessoais. Do individual ao tratamento com casais ou pais e filhos, a TLT elimina fobias e interage nas mudanças dos comportamentos indesejados. Do passado para o futuro a TLT permite colocar um ou mais objetivos desejados, como uma bússola norteadora das ações presentes. Relato de Um dos Casos: Marcia Christina, 39 anos, mãe de uma filha, dentista bem sucedida, relata sua constante desmotivação para a vida. Se diz desiludida e sempre de mal humor. Não identifica uma ou causas para isso. Simplesmente “não acha graça na vida que tem”. Após a entrevista inicial e eliciar causa-raiz, usamos a linha do tempo Técnica 1 para dissipar as emoções negativas. A cliente viajou ao passado para dentro do evento da causa-raiz, reportando a idade desse evento. Após certificar-se ser essa realmente a causa-raiz, tomamos o evento como uma aprendizagem e dissipamos a emoção. E ao retornar ao momento presente foram dissipados todos os demais eventos originários da causa-raiz. Testando essa vivência no futuro confirmamos sua dissipação de fato. A cliente restabeleceu a autoconfiança e narrou ter eliminado a tristeza. Conclusão: Para o psicanalista ou terapeuta, dispor de recursos adicionais e complementares à sua prática diária, é uma alternativa que lhe proporciona mais confiança no trato com os seus clientes. Freud estabeleceu as linhas mestres e as nominou para facilitar nosso entendimento, todavia, outros estudiosos vieram e contribuíram com novas técnicas exigidas pela modernidade e avanço tecnológico presentes.

PO 004 – MITOLOGIA
Autora: Leda Mattos. Estudante de Psicanálise Integrativa. maedosegredo@uol.com.br

Resumo: Mito vem do grego antigo mithós e sendo uma narrativa tradicional com caráter explicativo e/ou simbólico, profundamente relacionado com uma dada cultura e/ou religião. Mito e Mitologia: Mesmo sendo considerado e utilizado popularmente de forma pejorativa relacionado a crenças e sem fundamento científico, o mito pode nascer de acontecimentos históricos que se transformam em simbologia cultural.
Muitas vezes o termo se refere especificamente aos relatos da civilização que quando organizados constituem uma mitologia, como por exemplo, a mais conhecida mitologia grega e romana. Ori e Bori: Ori, que em Yoruba significa cabeça física, é o mito e o Bori é o fato mitológico, ou seja, o ritual que concretiza o mito no Homem. Ori é o primeiro orixá a louvado, pois é quem guia e acompanha e auxilia a pessoa desde o nascimento até a morte. Além de simbolizar a cabeça fisicamente, simboliza a cabeça interior, a Ori Inu. Espiritualmente é o ponto mais alto do corpo humano e por isso não existe outro Orixá que apóie o homem do que sua própria Ori. Folclore Brasileiro: Alguns exemplos de mitos e lendas do folclore brasileiro: 1. Boto – cor-de-rosa: conta a lenda que o boto é na verdade um homem jovem e charmosa. Em festas ele seduz mulheres para levá-las à beira de um rio para engravidá-las e antes do amanhecer, mergulha nas águas e se transforma em um lindo boto. 2. Saci-Pererê: Representado em forma de menino negro com apenas uma perna, um gorro vermelho e sempre fumando cachimbo. Arteiro como ele só, espanta cavalos, estraga comida e acorda as outras pessoas com gargalhadas.

PO 005 – JUNG E O TARÔ DENTRO DO INCOSNCIENTE COLETIVO
Autora: Luciene Silva Carvalho – Estudante de Psicanálise Integrativa – maktub_sempre44@hotmail.com

Psicanalista Carl Gustav Jung: Carl Gustav Jung, um teórico da psicologia e “pai” da psicologia Analítica. Basicamente se apoiou nos estudos de Freud, mas diferiu dando outro significado a libido e introduzindo o conceito de Inconsciente Coletivo. Jung uniu seu vasto conhecimento em mitologia e alquimia além dos conceitos espirituais, aos estudos da psique na época; ele ampliou as visões psicanalíticas de Freud, interpretando distúrbios mentais e emocionais como uma tentativa do indivíduo buscar a perfeição pessoal e espiritual. Jung nasceu no dia 26 de julho de 1875, no vilarejo de Kesswil, na Suíça. Era o filho mais velho e único a sobreviver de seus irmãos. Filho de pastor, mais oito tios pastores. O Contato de Jung com a religião influenciou profundamente seu trabalho. Durante seus 50 anos remanescentes, Jung desenvolveu suas teorias baseando-se em mitologia, história, viagens e suas fantasias e sonhos de infância. Jung em longas viagens: Quênia, Tunísia, deserto do Saara, Novo México e Índia, entre outros, estudou diferentes culturas e seus povos; resultando na formulação da teoria do inconsciente coletivo e desenvolvendo a distinção entre o inconsciente coletivo e o inconsciente pessoal. Jung morreu em 6 de junho de 1961, em kusnacht. O Tarô: O baralho de tarô surgiu com formas diferentes, em diferentes épocas e culturas. Chega à Europa por mãos diferentes. Não se sabe ao certo o verdadeiro surgimento do Tarô. Mais ou menos em 1800 foram descobertos 78 hieróglifos egípcios, 22 quadros, ou seja, 22 Arcanos maiores, que falavam da missão da vida da pessoa, a descoberta de Postal que foi o baralho comum e de Marselha. Segundo Eliphas Levi, Tarô era um dos nomes de Deus. Levi, também responsável por alguns estudos sobre o Tarô; associou-o ao divino “Deus tinha deixado um caminho de vida ao ser humano”. Tarô, lendo ao contrário = Rota: ta(caminho em latim) ro (rei, real), ou seja, Caminho Real. Jung e o Tarô no Inconsciente Coletivo: Jung, o primeiro a explorar o inconsciente coletivo e expor uma importância e um significado contemporâneo. Estabeleceu a existência do mais significativo dos paradoxos: o consciente e o inconsciente existem em um estado de interdependência recíproca e o bem-estar de um é impossível sem o bem-estar do outro. Por esse motivo Jung deu grande valor a todos os caminhos não-racionais ao longo dos quais o homem tentava no passado – explorar o mistério da vida e estimular o seu conhecimento consciente do universo que se expandia a sua volta em novas áreas de ser e conhecer. Esta é a razão de seu interesse pelo Tarô. Ele reconheceu que o Tarô tinha sua origem e antecipação em padrões profundos do inconsciente coletivo, uma ponte não-racional sobre o aparente divisor entre o inconsciente e a consciente. Uma viagem com as cartas do Tarô é, em primeiro lugar, uma viagem dentro de nosso próprio “eu”.

PO 006 – A ALIANÇA ABRAÂMICA
Autor: Luis Felipe Moura. Orientadora: Fátima Mora
Estudante de Psicanálise Integrativa. lfmmoura@gmail.com; fatima@sbpi.org.br

Introdução: A antropologia considera o monoteísmo um elemento fundamental para a evolução das antigas sociedades tribais, ou talvez o seu produto mais notável. A transição do politeísmo para o monoteísmo se assemelha ao desenvolvimento do ego. O politeísmo primitivo era amoral, e por isso representa a ausência de controle sobre as pulsões do ID, e o gozo desmedido. O monoteísmo representa uma maturação do ego, e nos traz o simbolismo de uma instância, equivalente ao superego, que é capaz exigir ao ego que reprima e controle as pulsões do ID, fazendo nascer um senso moral mais sólido. Objetivo: Todas as grandes religiões monoteístas do planeta afirmam sua origem na Aliança Abraâmica. Considerando a premissa acima, pretende-se demonstrar que tal aliança se assemelha à castração edipiana. O Criador se Apresenta: Em Gn. 17:1, o Criador se apresenta dizendo: “Eu sou El-Shadai.” No hebraico primitivo, o termo “El” significa “poder” ou “que está acima”. O termo “Shadai” vem da raiz “Shadayim”, que significa “seios”. Para os sumérios, precursores dos hebreus, os montes eram chamados de “shadu”, ou “seio” da terra. Os deuses (“shedim”) eram aqueles que habitavam sobre o “seio da terra”, alimentando seus seguidores. Ou seja, o Criador se apresenta como ”o poder acima dos seios”, ie., a figura paterna que é poderosa o suficiente para realizar o corte. A aceitação do El-Shadai por Abraão significa o reconhecimento do falo paterno como “superior” sobre os seus desejos. O Sonho: Em Gn. 15:10-12,17, Abraão oferece animais cortados ao Criador. O Criador o faz dormir, e passa pelo meio dos animais “cortados” e do sangue, consumindo o sacrifício. O sangue, como se sabe, está intimamente associado à castração. Já o ato de dormir representa que a angústia de uma castração real não pode ser encarada pelo homem (somente um Ser Sobrenatural pode encará-la e sair ileso). Apesar disso, a cena consolida a presença da castração no contexto religioso monoteísta como castração simbólica. A Mudança de Nome: Em Gn. 17:5, ocorre a mudança de nome de Abraão. Seu nome é mudado de “AV-RAM” (literalmente, “Pai exaltado”) para “AV-RAHAM (literalmente, “Pai de misericórdia”). Existe uma clara redução do status. Ele deixa de ser exaltado, e recorda que a castração real não ocorreu por misericórdia do Poder Paterno. A contrapartida da submissão é dada no mesmo versículo: ele se torna pai de muitos. Ou seja, seu falo é poupado, e ele se mantém fértil, identifica-se com o Pai, para um dia se tornar pai ele próprio. Saída do Seio Familiar: Em Gn. 12:1, o Criador ordena que Abraão saia da casa da sua parentela (e, implicitamente, do meio da idolatria.) Considerando a leitura lacaniana da castração como o corte que interrompe ou impede um relacionamento de gozo absoluto, podemos entender a passagem como uma figura de linguagem. É como se o Pai-Criador dissesse: Deixa o colo da tua mãe [casa da parentela], e abandona teus desejos [idolatria], para te tornar homem. Vale aqui recordar que a idolatria politeísta tinha como característica básica a plena realização dos desejos do homem, sem ocupar-se de limites, e por isso a equiparamos a um gozo absoluto. Chamada à Santidade: Em Gn. 17:1, há ainda um convite à santidade. No hebraico, o termo “santo” (kadosh) significa literalmente “separado”. Isto reforça a moral da castração. Ser moralmente perfeito, santo, é internalizar a proibição do incesto, separando-se do gozo absoluto. A Promessa de Multiplicação: Em Gn. 17:2, encontramos a promessa de que o falo seria poupado. O Criador diz a Abraão: “Eu te multiplicarei.” Aceitar a separação, a proibição do incesto, assegura a fertilidade [multiplicação], pois evita a castração ao limitar o afluxo das pulsões do ID. A Circuncisão de Abraão: Em Gn. 17:11, o Criador apresenta o símbolo máximo da aliança: determina que Abraão circuncide o seu prepúcio. A experiência real de uma quase-castração assegurará a lembrança do que pode ocorrer em caso de descumprimento da lei do incesto – que, no âmbito religioso, equipara-se à lei do monoteísmo em detrimento do politeísmo, ou ao lançar-se em uma experiência religiosa irrefreada. A Circuncisão dos Descendentes: Gn 17:11 continua o tema da circuncisão, dizendo que Abraão deveria circuncidar seus filhos ao oitavo dia. Na tradição israelita primitiva, dias e anos eram figuras de linguagem intercambiáveis (encontramos, por exemplo, semanas de anos em Gn. 29:27.) O número oito simboliza o começo de uma nova etapa, e tem a ver com o período após o desfecho do Complexo de Édipo. A vitória monoteísta sobre as pulsões: a latência é identificada quando o servo é submisso ao Pai Criador. O compromisso de circuncisão dos filhos significa que o Nome do Pai será inscrito como interdito simbólico para as próximas gerações, assegurando a passagem da promessa (ie. fertilidade/não-castração), e a sobrevivência da moral religiosa (superego). Isso é visto mais adiante (Ex. 4:24-26) quando Moisés se esquece de circuncidar o filho, e a mulher dele o faz para evitar a morte. Mesmo na ausência do pai biológico, o Nome do Pai está inscrito, na cultura monoteísta.

PO 007 – DEPRESSÃO
Autora: Marcia Vili. Assistente Social e Estudante de Psicanálise Integrativa. marciavilia@hotmail.com

Introdução: A depressão é uma doença que atinge grande parte da humanidade independente do sexo e da idade, ela compete com a ansiedade, é uma das psicopatologias mais importantes e tem um peso muito forte na sintomatologia, a depressão acompanha alguns processos físicos graves e pode ser considerada uma resposta normal diante do desapontamento e da tristeza. Tipos de Depressão Sintoma Neurótico: 1. Maníaca depressiva; 2. Melancolia involutiva;. 3. Reações psicóticas depressivas. Sintoma da Depressão: A depressão se manifesta pela perda de interesse pelos assuntos corriqueiros da vida, a pessoa não tem mais espontaneidade, existe uma fadiga excessiva. Apresenta-se triste, inseguro, desanimado, desencorajado e com , baixa auto-estima, a um retardo psicomotor, ou apresenta-se tenso, agitado. O paciente deprimido agitado queixa-se de dores, fadiga, sentimento de culpa, e inutilidade, e também sintomas físicos, vem insônia, anorexia e emagrecimento, perda da libido, desinteresse sexual, portanto os quatro principais apetites estão prejudicados: alimento, sono, sexo e atividade. A depressão pode ser considerada leve, moderada ou severa. Freud: O ensaio de Freud (mourning and melancholia de 1917) serviu como um presságio do postulado estrutural sobre a psique, com sua concepção de id, ego e superego. Apesar de normal diante da perda (morte) de um ente querido (pai, mãe, filhos e outros), existe a depressão do interesse pelo mundo exterior. Freud observou que o mesmo quadro caracteriza a depressão patológica, ou seja, uma perda interna (ausência), ao invés da perda do objeto amado (externo). O individuo fica triste a respeito de si próprio, a respeitos de aspectos reais ou imaginários de si mesmo o que destroem sua segurança ou sua auto-estima. Conclusão Psicanalítica: Através da leitura psicanalítica existem várias explicações dinâmicas da depressão, ou seja, diferentes tipos de depressão. Todos os sintomas mentais da depressão estão relacionados a uma perda da auto-estima não importa o que tenha ocorrido, independente da idade (criança, adolescente, adulto e idoso) do indivíduo. Com a ajuda da Psicanálise o individuo passará a compreender e remexer a ferida com objetivo de saber a natureza da perda, real ou simbólica. O Analista vai reduzir sua dor e a sensação de perigo, dependendo do tipo de depressão se faz necessário a prescrição de medicamento com acompanhamento médico, como o caso do tipo depressivo suicida.

PO 008 – INTERVENÇÃO PSICOPEDAGOGICA COMO TÉCNICA NA PSICANÁLISE INTEGRATIVA
Autor: Maria Alves de Melo Figueiredo

A prática da Psicopedagogia iniciou na Argentina e no Brasil antes da criação dos cursos e, em ambos os países, a prática surgiu da necessidade de contribuir na questão do “fracasso escolar”. Fracasso esse que advém de uma súbita mudança no mundo. Ora, se a sociedade alcançou avanços tecnológicos, de outro causou uma gradativa perda de identidade do ser humano como sujeito da história. Somos hoje o resultado de uma história que vem nos produzindo como seres materializados por marcas emocionais, afetivas, econômicas, sociais, culturais, religiosas e políticas, recebidas pelo grupo da sociedade onde estamos inseridos. Compreendermos-nos, esse conhecimento é um processo de construção histórica. Na prática psicopedagógica vamos perceber que não é possível construir uma consciência crítica sem o autoconhecimento. É no autoconhecimento que o sujeito vai resgatar a história da sua vida, possibilitando-o a elaboração de questões conflituosas que podem provocar alguns distúrbios de aprendizagem. “Conhecer a si mesmo: isso é o que procura o ser epistemológico da psicanálise, bem como o ser cognoscente da psicopedagogia. A natureza humana é uma fonte de conhecimento, apesar de toda sua subjetividade. O conhecimento está sempre relacionado ao prazer. Dessa forma, aos poucos o id instintual transforma no cultural” (Lima). “É esse o ser humano de Freud: cultural e dependente de sua cultura, que reprime impulsos, criam mitos, faz guerras e vive oprimido numa constante repressão, mesmo que caminhe sempre em busca do prazer” (Lima). A psicopedagogia nos ensina a aprender e principalmente, a ser. O ser que aprende da realidade e constrói o seu conhecimento aprendendo. Alícia Fernandez (1991) menciona que todo sujeito tem a sua modalidade de aprendizagem, ou seja, meios condições e limites para conhecer. Modalidade de aprendizagem significa uma maneira pessoal para aproximar-se do conhecimento e constituir o saber. Esta modalidade constrói-se desde o nascimento. Ela é fruto do seu inconsciente simbólico. Isto significa que a possibilidade de aprender está no inconsciente, no desejo de conhecimento. No processo diagnóstico interessa-nos saber como e o que o sujeito pode aprender e perceber o interjogo entre o desejo de conhecer e ignorar. Em psicanálise também investiga o cliente através das defesas, atos falhos, através da escuta (livre associação), projeções e, quando essas técnicas não podem alcançar os objetivos terapêuticos buscam-se alternativas as quais denominamos de Integrativas com o objetivo de tratar o cliente. Idéia aberta pelo próprio Freud, quando desenvolve o grupo de estudos. A abordagem Psicopedagógica tem muito em comum com as angústias do cliente em psicanálise. Em ambos os casos o individuo terá que aprender a se conhecer. Restabelecer a dignidade do indivíduo como ser reintegrando-o a sociedade, esse é também o nosso objetivo nessa experiência integrativa. Intervenção com Colchas de Retalhos: Podemos trabalhar uma colcha de várias maneiras para analisar a situação do cliente. É uma técnica que trás conteúdos do inconsciente, com resultados mais imediatos além de trabalhar vários outros aspectos como: ansiedade, dispersão, relacionamento, auto-estima e baixa auto-estima. Técnica, essa, criada por Lima. A colcha de retalho pode funcionar como técnica terapêutica uma forma de ressignificar as histórias dos indivíduos. Essa experiência causa mudanças e faz com que mudemos também a visão que temos de nós, dos outros e do ambiente em que vivemos. A colcha de retalhos ainda pode ser um registro daquilo que sentimos. Construir uma colcha de retalhos permite também mudar algumas atitudes quando as conversas internas são compartilhadas com outras pessoas. A colcha pode ser feita com retalhos de tecido; pintada numa tela; desenhada numa folha de papel; com fotos; recortes de figuras de coisas que gosta mais e menos. Estamos trabalhando com alguns clientes na construção de uma estrela a que denominamos de Estrela da Individuação, onde ele colocará seus sentimentos com relação ao seu Eu, elaborando suas angústias, medo, ansiedade, repressão. Resgatando a minha própria infância recriei o cofre, uma Pat Work para fazer o caminho da individuação. A idéia da estrela é uma forma de nos tornarmos inteiros, um ser que brilha. Podemos sair do bidimensional e projetarmos como um ser único, realizando um processo de simbolização e cura. Relatos de Casos: Uma cliente com depressão profunda analisada há muitos anos começou o tratamento na oficina fazendo algumas atividades de arteterapia para trabalhar o feminino dentro dela. Nessa experiência ocorreram fortes catarses e ela não quis mais continuar com emoções tão profundas, não estava pronta para trabalhar essas feridas, a experiência trouxe a culpa mexendo muito. Passamos a experimentar uma nova modalidade de terapia e aproveitamos atividades de intervenção utilizadas na psicopedagogia, quebra cabeça, onde a cliente passou a resgatar a sua criança interior.Depois de montados os quebra cabeças pedimos para que ela escreva uma história sobre a imagem. Como é culta, isso torna uma atividade prazerosa, pois proporciona mostrar o seu saber. Aqui faço uma citação (apud San Keen, Isac Dinensen, pg. 29) “Todos os sofrimentos podem ser suportados se os convertemos numa história ou se contamos uma história sobre elas”. Ao brincar e escrever sobre a gravura a cliente vai elaborando sua própria história. Com essas atividades ela tem demonstrado grande interesse, não quer faltar às sessões e diz ter saudades da terapia. Quando a cliente está montando o quebra cabeça sua reação é de alegria e prazer, ela literalmente está brincando, coisa que não fazia na infância segundo seus relatos. Percebemos que ela vai aos poucos resgatando sua criança interior. No seu quinto quebra cabeça apareceu para a seção bem vestida, estava irradiando alegria, também pelo nascimento do seu primeiro neto. Está mais feliz, mais confiante, queixando menos. Quando montou o primeiro quebra cabeça deixamos com que ela trabalhasse livremente. Observamos que ela começou pelo centro, revelando sua dificuldade de lidar com limite. No segundo, pedimos para trabalhar montando pelas bordas, o objetivo era trabalhar os seus limites. Ela queixou um pouco, mas acedeu. No terceiro ela perguntou se havia alguma regra e dissemos que não e que ela poderia fazer à sua maneira. Pudemos observá-la desde então que já não monta mais quebra cabeça começando-os pelo centro, passou a trabalhar pelos cantos. Essa observação comprova que o indivíduo pode mudar comportamento através de atividades objetivadas. Trabalhando ludicamente o limite num jogo o cliente inconscientemente corrige sua distorção. Aqui cabe uma frase de Heráclito que diz: assim como o rio o homem não perde sua essência, mas quando atravessamos o rio já não seremos mais os mesmos. Nas colchas de retalhos a experiência também foi a de conflito na constelação familiar, com fortes cargas catárticas. Por isso, mudamos o foco das intervenções por sentimos que ela ainda não se sente estruturada para vivenciar essas catarses. Nós gostamos de viver o aqui e o agora. Mas não se pode descartar o passado, as memórias reprimidas. Estar vivo é possuir um passado. Como pessoas adultas a nossa única escolha é reprimir ou recriar o passado, levamos dentro de nós a criança alegre ou triste que fomos. Podemos reprimir o passado e continuarmos a travar conflitos ou trazemos a luz da consciência para compreendermos de que forma ele está moldando nosso presente. Toda pessoa é uma pluralidade. Não existe nenhum eu sem que haja nós. Fomos todos moldados por um grupo social. Toda família tem regras, costumes, convenções, tabus, rituais e maneiras habituais de interagir que modelam e matizam a personalidade de cada um de seus membros. Sua história individual se passa dentro de um contexto de sua história familiar. Cabe a nós arterapeutas trabalhar essa teia de conflitos recriando no Cliente, uma nova maneira de viver, resgatar o prazer através de inúmeras atividades adequadas a cada caso específico.

PO 009 – VOYEURISMO X EXIBICIONISMO NA ATUALIDADE
Autora: Miriam Palma. Orientadora: Fátima Mora – miriam.palma@gmail.com – fatima@sbpi.org.br

Introdução: A monografia será escrita no formato de roteiro teatral. Tratará da questão “voyeurismo x exibicionismo” apresentando situações em que os demais personagens desenhados com traços neuróticos ou psicóticos se colocarão dentro da trama do ponto de vista da “narradora” que observa o “voyeur” em atividade, que por sua vez também a observa numa metalinguagem. Sinopse: Um homem vive no centro de São Paulo, em frente de um escritório. Uma mulher o observa diariamente. Sua rotina a intriga, ela acompanha os seguidos dias em que ele passa atrás de computadores obsoletos, rodeado por um arsenal de velhos aparelhos. Algumas vezes ele sai com sua bicicleta e logo retorna a seu pequeno apartamento. Ele não a vê por trás de um grande vidro espelhado. Entre os dois prédios um grande vão os separam. O pouco que a mulher consegue entender daquele homem é que muitas vezes ele anda em torno da grande mesa repleta de aparatos como se estivesse em busca de algo, uma grande solução. Ele varia entre momentos de extrema ansiedade e apatia. Às vezes ela consegue ler nos lábios ele dizendo: “Calma, calma!”. Em outros momentos, como que pra afugentar uma idéia negativa, ele batuca na mesa ou pega um empoeirado bongô e inicia algo quase ritualístico, lembrando um velho hippie que vibra sozinho com um batuque desordenado. Outras vezes dança, canta, grita… Ela notou, muitas vezes, que ele não suporta barulho e, como se estivesse ensaiando um grande grito de raiva, ele vai até a janela e esboça algo; um som surdo que não sai, uma cara de terror de alguém que quer dizer algo e não consegue. Entre eles há grandes diferenças: ela uma executiva, ele um aparente desocupado. Os dois, porém, dividem sem saber algumas coisas em comum, pessoas e histórias, uma pequena rede de gente conhecida. Entre milhares de pessoas que transitam todos os dias por lá algumas poderiam levar a um eventual encontro. Objetivo: O texto teatral pretende de forma ilustrativa apresentar as várias questões e formas de prazer que envolvem pessoas voyeuristas e exibicionistas em número cada vez mais crescente, no contexto da atualidade que agora têm como instrumento novos aparatos tecnológicos como a Internet, câmeras de segurança, TVs, etc. Assim como o prazer da simples observação em que se encontra a sociedade do fenômeno Big Brothers, numa nova modalidade fomentada pela mídia, além de englobar a sexualidade como fim. Metodologia: Realização de pesquisas de âmbito teórico e empírico. Este último se constituirá de visitação a lugares freqüentados por voyeurs e exibicionistas como academias de fisiculturismo, casas de suingue e outros em que, além da observação das atividades, serão realizadas entrevistas com os que a praticam. Discussão: Serão discutidas causas, psicologia e conseqüências da atividade e demais envolvimentos do voyeurismo e exibicionismo, assim como situações da infância do ponto de vista freudiano, estendendo-se também para Lacan, Jung (arquétipos) e outros psicanalistas, que levam pessoas a tais práticas. Neste contexto biopsicossocial observamos também a popularização de casas freqüentadas por voyeurs e exibicionistas, além de outras modalidades observadas como a Internet, que envolvem tecnologia como aparato a estas categorias de perversão.

PO 010 – ESTAÇÃO CAMINHO DA GRAÇA SÃO PAULO – A GRAÇA DE VIVER COM A GRAÇA
Instituição: Caminho da Graça Estação São Paulo – Autoria: Paulo Bregantin – Orientador: Carlos Bregantin –
Co-Orientadora: Rosicleide Menezes Simon Bregantin – e-mail: carlos.bregantim@uol.com.br

Introdução: Encontro da “Vida com sabor de Graça e da Graça com sabor de Vida”. É um local de encontro de pessoas com pessoas, encontro de pessoas consigo mesmas, encontro de pessoas com a simplicidade do evangelho da Graça, encontro de pessoas que desejam ser nada além de discípulos de Jesus e viverem com responsabilidade o evangelho da Graça. Objetivo: Buscar uma conscientização do Evangelho da Graça. Fazendo uma releitura dos Evangelhos de Jesus, observando como fazer para aplicarmos no dia-a-dia de nossas vidas. Relacionamento entre as pessoas, os encontros são embriões de possíveis e bem-vindas amizades que podem prosperar para amizades espirituais tão raras e tão necessárias. Método: Desde 21 de maio de 2006 temos nos encontrado com uma média de 60 a 70 pessoas. Os encontros acontecem todos os domingos às 18:30 horas, na Av. Lins de Vasconcelos, 3390. Os encontros são simples e informais, onde ao redor da mesa compartilhamos uma reflexão que chamamos de “Aquietar o coração” lemos um salmo e compartilhamos o que Deus tem para tranqüilizar nosso coração e mente. Quando temos algum músico, cantamos canções para alegrar nosso coração. No meio da reunião temos um delicioso café que chamamos de “Café.com.Graça”, onde conversamos uns com os outros para nos conhecermos melhor. No final temos uma palavra sobre o Evangelho da Graça para uma aplicabilidade para a vida. Nesses três anos tivemos a presença de centenas de pessoas. Sempre é passado um caderno para anotarmos os e-mails para nos comunicarmos durante a semana. Nesses três anos já cadastramos mais de 2.000 e-mails. Relato de um dos Casos: Paulo, 42 anos, vendedor e completamente desanimado com a visão bíblica e sua aplicabilidade para sua vida e sociedade. Casado há 20 anos com dois filhos. Participou de vários projetos sociais e igrejas, porém não tinha ainda encontrado uma forma de aplicar os ensinamentos bíblicos (evangelhos) na prática ou no “chão da vida”. Discussão: Este relato de caso nos revela, que muitas pessoas estão com essa sensação, ou seja, um desencantamento com os projetos e igrejas. Creio que com os encontros, como os do Caminho da Graça, Estação São Paulo, poderão dar uma opção para essas pessoas. Pois o Paulo depois de três anos freqüentado esse local demonstrou: 1. Novo ânimo com os relacionamentos com as outras pessoas; 2. Seu engajamento em projetos sociais tornaram-se mais eficazes e uma sensação de paz e alegria instalou-se em sua vida; 3. A visão bíblia e a responsabilidade social e espiritual com ele mesmo e com os outros aumentou. Conclusão: Assim, com as reuniões, reflexões, momentos de café e pelas observações das pessoas que freqüentam o Caminho da Graça Estação São Paulo o resultado dos encontros são eficazes para um número grande de pessoas.

PO 011 – RELATO DE CASO DE UM PACIENTE COM DIAGNÓSTICO DE HISTEROEPILEPSIA
Autor: Rita de Cássia Chiuvitti – Enfermeira. Fisioterapeuta. Terapeuta de Regressão. Estudante de Psicanálise Integrativa. chiuvitti@yahoo.com.br

Introdução: O Dr. Jean Martin Charcot (1825-1893) durante suas pesquisas sobre a Histeria, observou um determinado tipo histérico que denominou de Histeroepilepsia, pois os sintomas dessa patologia incluíam crises convulsivas. Sinais e Sintomas: Os sinais e os sintomas são: 1. sensação de sufocação e taquicardia; 2. dificuldade para deglutir; 3. dor de cabeça; 4. dor de estômago; 5. vertigem; 6. Emissão de forte grito; 7. contrações musculares (conhecidos nas fases tônico – clônica); 8. saliva em excesso. Sintomas Súbitos: Na epilepsia – durante as crises, palidez e cianose (lábios e extremidades de cor roxa); alteração no eletroencefalograma e ressonância magnética; perda total da consciência durante a crise e demora na recuperação. No histérico – não há alteração da cor da pele, não apresenta taquicardia; não há alteração do batimento cardíaco; não aumenta a pressão arterial; não altera o diagnóstico; não há perda de consciência e recupera-se rapidamente da crise. Causas: Segundo Charcot, geralmente são traumas de infância, por exemplo, o paciente relata trauma de abuso sexual que ficou reprimido e, nas crises, sofre as lembranças reprimidas; ou perdas de entes queridos de forma repentina ou traumática e acidentes traumáticos em geral. Tratamentos: Medicamentos com acompanhamento psiquiátrico, psicanálise e terapia de regressão. Conclusão: Atualmente a histeroepilepsia é conhecida como “Crises Conversivas”. Todavia, a maior parte dos autores se recusam a aceitar essa noção histeroepilepsia considerando-a uma espécie de neurose epilética. No entanto, o mais importante é observar que o paciente com crises histeroepiléticas além de sofrer traumas reprimidos, sofrem também o preconceito social. As pessoas com histeroepilepsia, a partir do preconceito passam a sentir perda de auto-estima e autoconfiança; resultando em várias negativas: não andar sozinhos precisando sempre de acompanhamento, impedimento de dirigir automóvel, etc. Estas restrições resultam num estado depressivo. O portador de histeroepilepsia é inteligente, sensível, mas passa a sentir “Medo de Viver”, mesmo com o tratamento psiquiátrico (relato da paciente) de pequena ajuda, psicanalítico (muito importante). Ressalto que o paciente deve acreditar que pode e precisa ter vontade de se recuperar. Pois há chance!

PO 012 – FREUD VOLTA À CULTURA GREGA
Autora: Rita de Cássia Tornich – rctornich@hotmail.com

Introdução: Inspirado por Platão, Freud em sua teoria sobre a personalidade atribuiu funções físicas para as partes ou órgão da mente.Tais partes foram nomeadas de Id, Ego e Superego. Objetivo: Estrutura tripartite da mente. (Desejo, emoção e razão). Freud buscou inspiração na cultura Grega, pois a doutrina platônica com certeza o impressionou em seu curso de Filosofia. As partes da alma de Platão correspondem ao Id, ao Superego e ao Ego da sua teoria que atribui funções físicas para as partes ou órgãos da mente. Metodologia: O Id, regido pelo “princípio do prazer”, tinha a função de descarregar as tensões biológicas. Corresponde à alma concupiscente, do esquema platônico: é a reserva inconsciente dos desejos e impulsos de origem genética e voltados para a preservação e propagação da vida. O Superego, que é gradualmente formado no “Ego”, e se comporta como um vigilante moral. Contem os valores morais e atua como juiz moral. É a parte irascível da alma, a que correspondem os “vigilantes”, na teoria platônica. Também inconsciente, o Superego faz a censura dos impulsos que a sociedade e a cultura proíbem ao Id, impedindo o indivíduo de satisfazer plenamente seus instintos e desejos. É o órgão da repressão, particularmente a repressão sexual. O Ego é pressionado pelos desejos insaciáveis do Id, a severidade repressiva do Superego e os perigos do mundo exterior. Por esse motivo, a forma fundamental da existência para o Ego é a angústia existencial. Estamos divididos entre o principio do prazer (que não conhece limites) e o principio de realidade (que nos impõe limites externos e internos). Tem a dupla função de, ao mesmo tempo, recalcar o Id, satisfazendo o Superego, e satisfazer o Id, limitando o poder do Superego. No indivíduo normal, essa dupla função é cumprida a contento. Nos neuróticos e psicóticos o Ego sucumbe, seja porque o Id ou o Superego são excessivamente fortes, seja porque o Ego é excessivamente fraco. Freud e os mitos na construção de sua teoria: No século XIX, Sigmund Freud fez uma reinterpretarão do mito de Édipo, denominada como o Complexo de Édipo. Segundo Freud, o Complexo de Édipo é um conjunto de desejos amorosos e hostis, que uma criança experimenta em relação aos seus pais. Em sua forma positiva, o complexo é semelhante à história do mito, ou seja, desejo da morte do rival que é a pessoa do mesmo sexo e desejo sexual pela personagem do sexo oposto. Em sua forma negativa, apresenta-se de forma inversa, ou seja, raiva do sexo oposto e amor pelo mesmo sexo.De acordo com o pensamento freudiano, o Complexo de Édipo é vivido entre os três e os cinco anos e desempenha um papel fundamental na estruturação da personalidade e na orientação do desejo humano. Ele ainda ressalta a influência do comportamento dos pais na vida da criança. O jovem Narciso, belíssimo, nunca tinha visto sua própria imagem. Um dia, passeando por um bosque, encontrou um lago. Aproximou-se e viu nas águas um jovem de extraordinária beleza e pelo qual apaixonou-se perdidamente. Narciso morrera de amor por si mesmo, ou melhor, de amor por sua própria imagem ou pela auto-imagem. O narcisismo é o encantamento e a paixão que sentimos por nossa própria imagem ou por nós mesmos, porque não conseguimos diferenciar um do outro. Como crítica à humanidade em geral que se pode vislumbrar em Freud , narcisismo é a bela imagem que os homens possuem de si mesmos, como seres ilusoriamente racionais e com a qual estiveram encantados durante séculos. Discussão: Freud deu nova orientação à interpretação dos mitos e às explicações sobre sua origem e função. Mais que uma recordação ancestral de situações históricas e culturais, ou uma elaboração fantasiosa sobre fatos reais, os mitos seriam, segundo a nova perspectiva proposta, uma expressão simbólica dos sentimentos e atitudes inconscientes de um povo, de forma perfeitamente análoga ao que são os sonhos na vida do indivíduo. Não foi por outra razão que Freud recorreu ao mito grego para dar nome ao complexo de Édipo: para ele, o mito do rei que mata o pai e casa com a própria mãe simboliza e manifesta a atração de caráter sexual que o filho, na primeira infância, sente pela mãe e o desejo de suplantar o pai. Conclusão: O papel dos Mitos é extremamente importante na constituição da cultura, independente do local que se originou , se pertence ou não a um povo , o mito contribuiu para o desenvolvimento individual e coletivo. Os mitos permitem a tomada de consciência sobre a vida instintiva, possuem a capacidade de gerarem padrões de comportamento que garantem a evolução psicossocial e a atitude criativa perante a vida (nos diferenciando dos animais). Eles são histórias da nossa vida, da nossa busca da verdade, da busca do sentido de estarmos vivos. Os mitos são pistas para as potencialidades espirituais da vida humana, daquilo capazes de conhecer e experimentar interiormente.

PO 013 – PSICANÁLISE E HOMEOPATIA – PRÉ-PROJETO DE MONOGRAFIA
Autor: Rubia Alvarando Ganzaroli. Aluna do Curso de Psicanálise Integrativa – SBPI. Aluna do 3º ano de Curso de Ciência da Homeopatia – UFV. Orientadora: Sílvia Castelhano.
rubiaganzarolli@yahoo.com.br; silcastelhano@uol.com.br

Introdução: Este é um pré-projeto de monografia para conclusão do curso de Psicanálise Integrativa que pretende associar a homeopatia com a psicanálise terapêutica. Objetivo: Explanar sobre o que é homeopatia, como age e para que utilizá-la; além de associá-la como complemento a uma terapia psicanalítica e seus efeitos sobre o indivíduo. Método: Como o modelo clássico homeopático exige, o método consiste na experimentação. É observada a “Lei dos Semelhantes”, onde o princípio ativo capaz de produzir sintomas de adoecimento em um indivíduo saudável, também é capaz de curar esses mesmos sintomas quando preparados de forma homeopática. Experiências clínicas em vários pacientes submetidos a psicoterapia utilizaram desse recurso e comprovaram sua eficiência no período de um ano e meio aproximadamente. Discussão: Homeopatia consiste na elaboração de medicamentos com princípios ativo extraídos de elementos da natureza; animal, vegetal ou mineral. A partir dessas matérias primas são preparados os remédios homeopáticos, que são doses desses princípios ativos, altamente diluídos e agitados (succionados) para o despertar das partículas eletromagnéticas em seu conteúdo. Sendo ingeridas, agem no organismo atraindo ou repelindo partículas compatíveis que ressonam (emanam vibrações) para restabelecer a Energia Vital do indivíduo ativando seu metabolismo e fortalecendo o sistema imunológico para promover a autocura. Psicanálise é um método de tratamento que visa exploração e análise do inconsciente e sua relação com o consciente. Assim sendo, associar homeopatia e psicanálise é agregar benefícios à saúde de quem a utiliza. Resultado: Por meio de experiências com homeopatia e atendimentos psicanalíticos, poderemos encontrar algumas respostas para o sentido de nossa existência e de nossas atitudes. Uma vez que casa mente é única e subjetiva, corrobora ser cada indivíduo único também em seu corpo físico. Portanto, resultarão desses processos, sentidos diversos e também subjetivos a esses indivíduos. Conclusão: O emprego da homeopatia pode ocorrer antes ou no decorrer do atendimento terapêutico psicanalítico. É utilizada principalmente para diminuir as resistências psíquicas e sofrimento de traumas; comportamentos estes que dificultam a livre associação. Todo esse trabalho resulta no aumento da susceptibilidade do indivíduo ao equilíbrio de Energia Vital, transformando o que antes era pulsão de morte em pulsão de vida.

PO 014 – PLANTÃO PSICOLÓGICO – O ESPAÇO DA RESSIGNIFICAÇÃO
Instituição: Secretaria da Segurança Pública – 2ª Delegacia de Defesa da Mulher
Autora: Sílvia Castelhano. Orientadora: Rosana Zanella – Co-Orientadora: Maria Antonieta C. Santos.
silcastelhano@uol.com.br – r.zanella@uol.com.,br – antonietapsi@uol.com.br

Introdução: Hoje, com o aumento da população nas grandes metrópoles; também aumentam os conflitos. Esses se tornam insustentáveis e de difícil compreensão por parte dos seres humanos que se vêm, a qualquer momento, sem saber qual rumo tomar. Continuar com suas angústias perpetuando de geração em geração ou buscar auxílio à profissionais preparados que lhes ajude a encontrar uma resposta de satisfação e o torne consciente. Procurar ajuda demonstra movimento, transformação, ressignificação. Objetivo: Buscar o ser inconsciente que se comunica. A pessoa em crise, externalizando, inicia um movimento, que o levará a reconhecer conteúdos que lhe pertence ou não, se permite à ressignificação, pois sua meta é se autoconhecer. A comunicação e a linguagem são o início dos conflitos. A pessoa em crise ao perceber que não há mais troca de harmonização, busca a mudança. Método: Foram atendidos mais de 100 usuários durante o período de janeiro a outubro de 2005, o qual se fez, por meio do plantão psicológico. A população escolhida é a que procura o atendimento no Setor Psicológico da Delegacia de Defesa da Mulher da Secretaria de Segurança Pública, sendo encaminhada, pela delegada e/ou escrivão, quando informado do serviço e, o mesmo, aceita o aconselhamento/acolhimento, de livre e espontânea vontade. Nesse trabalho foram escolhidos quatro Casos para se relatar com conflitos, históricos e características diferentes entre si. Relato de um dos Caso: Márcia, 37 anos, cozinheira, portando a Doença de DEVIC (doença inflamatória, da medula espinhal e dos nervos ópticos), amigada há 20 anos, quatro filhos, dois enteados, sofre violência doméstica pelo marido. No início de casada sofreu abuso sexual anal; ficou acamada por dois anos devido à doença de Devic; marido, 53 anos, maltratado pelos pais quando criança, pedreiro, alcoolista, separado de corpos da primeira esposa com quem teve três filhos. Um dos filhos da relação atual está envolvido com drogas. Discussão: Este Relato de Caso nos revela que mesmo um agressor, devido ao apelo de doença apresentada pela esposa e da repetição de comportamento percebido por ele, aflorado em sua consciência de como foi tratado pelos pais e como está tratando seu filho, demonstra: 1. pai levado a prestar contas de violência doméstica conscientiza-se, abstêm-se do álcool (freqüentando o AA – Alcoólicos Anônimos); 2. mãe em tratamento com evolução progressiva e acolhida da família (neurologista incentivando-a e auxiliando-a na aposentadoria por invalidez);3. filho tomando contato com o trabalho do pai e se interessando a procurar profissional capacitado para tratamento. Conclusão: Assim, com acolhimento, aconselhamento e orientação precisa da estagiária de psicologia como num Plantão Psicológico, confirmo este caso o qual resultou, em poucas sessões; mudança surtindo efeito e movimento na tomada de consciência por pessoas em conflito que, com o suporte seguro, o qual afloram lembranças e angústias há muito internalizadas, promove saúde e direcionamento à ressignificação.

PO 015 – PROMOÇÃO DE SAÚDE NA ESCOLA ESTADUAL RODRIGUES ALVES
Autores: Graziela Medeiros; Líssia Pinheiro; Milton Bueno; Roseli Morelato; Sílvia Castelhano
Orientadora: Shirlei Lizak Zolfan – silcastelhano@uol.com.br – shirleipsi@uol.com.br

Introdução: A Escola Estadual Rodrigues Alves, com o privilégio de se localizar no centro do município de São Paulo, ou seja, na Av. Paulista, coração da cidade, permitiu o estágio de psicologia educacional aos alunos quinto anistas do curso de psicologia. Ressalte-se ser uma edificação tombada historicamente com um anexo para comportar alunos do Ensino Fundamental I e II, tendo quadras, laboratórios, enfim tudo que se faz necessário para um bom desenvolvimento de educadores e educandos. Com essas condições o estágio pode ter o conhecimento das dificuldades e seus complicadores no desenvolvimento dos alunos. Objetivo: Este trabalho de estagiários quinto anistas de psicologia na Escola Estadual Rodrigues Alves do município de São Paulo, tem o objetivo de tomar conhecimento sobre as dificuldades dos alunos da 3ª série do Ensino Fundamental I e, produzir um diagnóstico. Método: O estágio na Instituição de Ensino Público Estadual teve a população escolhida de 40 alunos da 3ª série do Ensino Fundamental do Município de São Paulo, no qual a região reúne crianças, na sua maioria, filhos de zelador, porteiro e auxiliares domésticas de condomínios das adjacências, no qual residem. Foram utilizados os instrumentos para a observação e conseqüentemente o diagnóstico de dinâmicas, desenhos, teste de HTP, entrevista com responsável, além da utilização dos seguintes materiais: papéis sulfite, cartolina, cansson, laminado, jornal, argila, massinha, lápis de cor, pintura a dedo, guache, etiquetas adesivas, etc. Discussão e Resultados: Os trabalhos reproduzidos pelas crianças projetaram: desestruturação familiar, desestabilização emocional/afetiva, regressão, insegurança, fragilidade do ego, etc. Pode-se perceber as dificuldades que a Instituição e seus profissionais têm se condicionado devido ao serviço público assim os respaldarem. Portanto, os resultados apresentados mostram que o trabalho com esses alunos está comprometido, ou seja, excesso de alunos em sala de aula com um único professor para dar conta das mais variadas dificuldades apresentadas como: dificuldade de leitura e compreensão; dificuldade de reprodução do símbolo, escrita, dos ditados; dificuldade de sociabilização sem que seja, na sua maioria de forma agressiva com os colegas; dificuldade de concentração, atenção; dificuldade de externalizar os sentimentos escrevendo, desenhando, falando, etc. inseguranças; etc. Conclusão: Este trabalho na Instituição conscientiza-nos de que essa escola pública está deixando de cumprir seu papel de educadora devido aos problemas/dificuldades não serem de sua competência. Fica clara a necessidade de multidisciplinaridade e interdisciplinaridade no cotidiano desses alunos, pois estes demonstraram dificuldades das mais variadas, ou seja, comportamento, respeito, saúde, leitura, escrita, raciocínio, etc. Diante dessas dificuldades observou-se também, comportamentos de agressividade, distração, ansiedade, retração, repressão, angústias, inseguranças, regressão, etc., como defesa da falta de cuidado/orientação. Seria interessante continuar esse trabalho, particularmente com esse grupo, numa parceria com pedagogos, assistentes sociais, psicólogos escolares e educacionais, fonoaudiólogos, dentistas, médicos, etc., além de maior contato com os pais/responsáveis para ter conhecimento do quanto essas crianças estão sendo desenvolvidas sem o cumprimento do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente.

PO 016 – PROMOVER A PARTICIPAÇÃO DOS FISIOTERAPEUTAS NO SETOR DE REABILITAÇÃO
Instituição: Setor de Reabilitação da Real Benemérita Assoc. Portuguesa de Beneficência
Autores: Graziela Medeiros; Roseli Morelato; Sílvia Castelhano – Supervisor: Newton Caruso.
silcastelhano@uol.com.br – newtoncaruso@hotmail.com

Introdução: Graças a doações iniciou-se as obras do primeiro Hospital da Beneficência Portuguesa em 12 de abril de 1868. Nos 145 anos de fundação, a Instituição acompanhou transformações históricas e culturais. Em 1875 recebeu a visita do Imperador do Brasil e em 1889, o trabalho de seus médicos e funcionários foi amplamente solicitado em virtude de uma grande epidemia de febre amarela. Hoje com cerca de 50 especialidades médicas a Beneficência é padrão de referência nacional. É uma empresa de serviços na área de saúde, fundada por grupos portugueses no século XIX, sem fins lucrativos. O Setor de Fisioterapia foi fundado há 40 anos por dois médicos, Dr. Abrahão (falecido) e Dr. Levy, época em que não havia fisioterapeutas e sim técnicos. Hoje o Setor consta com 62 funcionários-especialistas e atende à toda a Instituição com cinco prédios anexos: UTIs, Cardiologia; Unidade Respiratória; Ortopedia; etc. Objetivo: Trabalhar a Participação dos Fisioterapeutas do Setor de Reabilitação com o objetivo de resultar em interdisciplinaridade e multiprofissionalidade, caminho da globalização hoje. Método: Foram empregadas entrevistas de 38% dos funcionários do setor, tanto especialistas quanto não-especialistas no primeiro semestre, fechando o diagnóstico. Para o segundo semestre o cliente solicitou como prioridade focar os trabalhos para maior participação dos funcionários no Setor. Dessa maneira, na intervenção, utilizou-se do recurso de entrevistas e reuniões com grupos de funcionários aplicando debates e dinâmicas. Discussão: Nas entrevistas do primeiro semestre levantou-se dados junto aos profissionais especialistas e não-especialistas no sentido de conhecer o desconforto que ocorria no Setor de Reabilitação. A discussão se deu com as seguintes queixas: Falta de treinamento e reciclagem; Relação interpessoal entre os técnicos e os fisioterapeutas; Conquistar espaço dentro do hospital e das equipes; Subordinação a colaboradores que tem a mesma função. Com esse diagnóstico as prioridades solicitada pelo cliente para a intervenção são: reuniões com os grupos de funcionários focando o conhecimento da Instituição desde sua fundação e a fundação do Setor de Fisioterapia que, após 30 anos, renomeado de Setor de Reabilitação; suporte às Supervisoras a trabalhar a participação dos funcionários; mais efetividade das supervisões junto aos departamentos. Conclusão: Os resultados obtidos no primeiro semestre de estágio se deram positivos como: contratação de profissionais acadêmicos; rodízio/reciclagem dos profissionais específicos; levantamento dos lucros com os procedimentos adotados e a anuência do Setor Administrativo na demissão dos funcionários não-especialistas (no Setor desde a fundação), além da aceitação desses; postura profissional de todos os especialistas junto aos demais setores resultando em interdisciplinaridade e multiprossionalidade; maior controle das Supervisoras junto aos funcionários especialistas e os demais setores resultando em linguagem única. Esse trabalho de estágio em uma Instituição de referência não só no Estado de São Paulo, mas na América Latina, corrobora que um trabalho bem conduzido de Psicologia Organizacional, resulta em evolução e conscientização.

PO 017 – MODA E CONSUMO ESTEREÓTIPOS DO PRAZER: A IMAGEM DO FEMININO NA PUBLICIDADE
Autora: Silvia Orrú – silvia.orru@hotamil.com

Introdução: Existem diferenças anatômicas entre mulheres e homens e não se quer negar essas diferenças, apenas dizer que a sociedade se valeu dessas diferenças biológicas para criar distinções sociais pelo sexo para representar o que é do mundo masculino e o que é do mundo feminino. A mulher foi aceita apenas como um apêndice do homem para a sociedade, que acredita, ainda nos dias de hoje, que ela foi criada para o prazer, a submissão e a obediência, atitude essa reflexa do procedimento dos antepassados primitivos, verificado pelo acumulo de provas tiradas da história e dos mitos, bem como da análise da imagem criada pelas artes, literatura, religião e mídia. A publicidade persuade e, cada vez mais, de forma a conseguir o consumo dirigido, um condicionamento totalitário do homem e suas necessidades. Ao negar o poder de condicionamento da publicidade não estamos levando em conta o que está por trás de sua lógica e eficácia. Não podemos apenas analisar sua lógica como a “lógica do enunciado e da prova, mas sim de uma lógica de fábula de adesão”. O anúncio propriamente não convence ninguém, servindo apenas para justificar o impulso e o ato de compra. “Sem ‘acreditar’ neste produto, acredito, porém na publicidade que me deseja fazer crer. O estudo da linguagem publicitária, obrigatoriamente, passa pela análise de anúncios e comerciais colocados na mídia, principalmente nos últimos 50 anos. E numa rápida sondagem pode-se observar o uso indiscriminado da figura da mulher, dentro dos mais variados estereótipos, seja na mídia impressa ou na eletrônica. É possível observar como a propaganda associa de forma incondicional o produto ao sexo, evidenciando o prazer como mercadoria e o estereótipo como veículo. A palavra propaganda foi utilizada pela primeira vez pela Igreja, no sentido de associar a idéia de difundir pelo mundo a sua doutrina, uma tentativa de conquistar as mentes daqueles que, como fiéis, garantiriam a infra-estrutura de apoio material e moral à instituição. De inicialmente religiosa, a propaganda passou progressivamente a atuar também no campo político e ideológico. Se a Igreja pregava uma vida futura (depois da morte) mais compensadora que a atual, a propaganda contemporânea, da mesma forma, vende o alívio aqui e agora, por meio do consumo. Assim, a publicidade continua promovendo a realização dos sonhos dos desesperançados deste mundo, agora vendendo a aparência de felicidade à ilusão do desfrute e do prazer. Objetivo: A proposta é de examinar o papel fundamental da composição sígnica da sexualidade na linguagem publicitária, realizando um estudo analítico cujo fundamento teórico principal é a teoria semiótica em constante diálogo com a teoria psicanalítica. Investigando como a imagem do feminino está instalada nos anúncios de lingerie, carregada de signos que representam os valores sexuais na complexa sociedade de consumo brasileira. A partir dos ensaios freudianos sobre a sexualidade, posteriormente atualizados pela psicanálise lacaniana, identificaremos nesses anúncios significantes sexuais que produzem sentido para o consumidor, entendendo, ao modo de Lacan, que existem apenas significantes que definem o masculino; sendo o feminino impossível de ser dito. Apesar de o social estar intimamente interligado ao individual, o objetivo é pensar o feminino, como uma categoria abrangente do ser mulher, sob o ponto de vista da psicanálise e especificamente dentro da perspectiva das teorias de Freud e Lacan. Método: O método utilizado foi documental/bibliográfico e teve por base o resgate de campanhas publicitárias de lingeries exibidas nos últimos 20 anos nas mídias impressas, cujo critério de seleção se deu pela identificação de apelos sexuais nas mensagens, além das tendências e influências no estereótipo do que é ser mulher. Discussão: Na propaganda, os estereótipos dos papéis de gênero são abertamente reforçados e erotizados. A propaganda também padroniza os desejos em função dos objetos para a suposta satisfação. Os anúncios de garantem corpos esculturais, sensuais e desejáveis, satisfação imediata e contínua. Exibem muito pouco o produto, mas enfocam o resultado feliz do seu uso – “a mulher feminina”, “a mulher romântica”, “a mulher sedutora”, “a mulher bem sucedida”, “a menina que se transforma em mulher” ou ainda “a mulher completa”. A mídia anuncia, promete satisfação imediata e realização de desejos sexualizados, fazendo uso, desta forma, das frustrações do sujeito. Conclusão: Os anúncios publicitários parecem sempre novos, arrojados ou de acordo com a última tendência cultural, no entanto, eles mudam sem realmente mudar. As representações e as imagens da mulher parecem novas na forma e no discurso, mas permanecem as mesmas em sua estrutura. A maioria dos autores pesquisados concordam com as seguintes definições como exemplos do que compõe o estereótipo do gênero feminino na programação publicitária: a mulher é jovem e magra, branca, heterossexual, passiva, dependente, infantil, dócil, sensual, desejosa por seduzir, afetiva, maternal, cuidadosa dona-de-casa, geralmente muda e feliz. Mas o que quer realmente a mulher? Lacan propõe uma mudança no acento da questão freudiana “O que quer a mulher?” para “O que quer uma mulher?”. O que ele observa é a impossibilidade de definir “a mulher” como um conjunto, como Freud havia tentado. Isto é, não é possível nominar o desejo de “as mulheres” como é possível fazê-lo em relação ao desejo de “os homens”. O homem quer ter o falo; mas e a mulher? Freud já havia dito que a libido, por ser em sua essência sempre ativa, era considerada de caráter masculino. As meninas então deveriam renunciar a esta masculinidade para fazer o caminho da feminilidade. Portanto a feminilidade não era um ser, mas um tornar-se mulher.

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