Autores

PSICANALISTA CLÍNICO E PROFESSOR DE LINGUÍSTICA

V CONGRESSO DE PSICANÁLISE
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PSICANÁLISE INTEGRATIVA – SÃO PAULO
PSICANALISTA CLÍNICO E PROFESSOR DE LINGUÍSTICA –
NEUDIR PEREIRA

Este trabalho, que se segue, apresentar-se-á nuances no entendimento lacaniano a respeito do verbo e as pessoas gramaticais. Para isso, usaremos como paradigma, o nosso atendimento clínico.
Partimos da idéia de que temos aqui apenas um ensaio, uma vez que os conteúdos são subjetivos, aparecerão deliberadamente. Neste Trabalho, O verbo Lacaniano, trata de uma relação paradigmática entre as teorias Lacaniana com a prática psicanalítica e seus desdobramentos, e com uma visão contemporânea da psicanálise, é usado como objeto de estudo a Linguística Estrutural, passando pelo viés da análise do discurso à prática de divã, percebendo como se processa a evolução de uma análise.
Portanto, tendo em vista os resultados que se têm das relações entre analisado e analista, podemos assim responder algumas de nossas indagações a respeito da clínica além do Édipo.
. Queremos dizer a vocês o quanto é importante para a formação psicanalítica, fazer análise. Compreendemos que a formação psicanalítica possui um tripé – análise, estágio e a teoria e que deve ser seguido à risca.
Não se tem um analista autorizado sem ter passado por uma análise, autorização essa que parte do próprio sujeito em formação. O papel da teoria aprendida é fazer com que haja uma organização concreta no inconsciente do analista. Nas palavras de Graciliano Ramos numa entrevista dada, “ a palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro, a palavra foi feita para dizer”.
Do sexto capítulo- NO PRINCÍPIO ERA O VERBO E LÁ ESTAVA O VERBO: Onde está o verbo? Onde está o problema: Como diz cazuza, são os “segredos de liquidificador”, que são revelados num todo não dizer.
Uma palavra em si, isoladamente de qualquer contexto, não tem sentido algum, sem um sujeito que se responsabilize e responda por ela. Segundo Benveniste:
Tudo na linguagem pode ser definido em termos duplos: traz marca e o selo da dualidade opositiva: dualidade articulatória/ acústica, do som e do sentido, do indivíduo e da sociedade, da língua e da fala.
Para Lacan, o sujeito nunca é completo a partir do EU, é aquele que procura uma parte de si que está perdida, é aquele que chega uma pessoa para se transformar num sujeito, e que se revela através do discurso. Como Lacan nos explica:
“A fala plena é aquela que visa, que constrói tal como ela é estabelecida no reconhecimento de um pelo outro. A fala plena é fala que faz ato. Um dos sujeitos se vê, depois como um outro que ele era antes. É por isso que essa dimensão não pode ser evitada na experiência analítica”. ( Le Séminaire: livre I, p.125-126).
Veremos nos trabalhos que será mostrado, logo a seguir, o desenrolar de algumas sessões com alguns analisados. Notaremos a dissolução do sintoma através da operação analítica, ou seja, o analisado quando fala, pede ao analista que dê um sentido ao seu sintoma encontrado no discurso. Nas palavras de Lacan:
“O analisando é convidado a trabalhar arduamente na reconstrução de sua estrutura narcísica, na qual as ferramentas são as palavras destinadas ao outro, que é o analista”.
( Lacan:1953-1998, p.251)
Do capítulo décimo – O VERBO: Ante de iniciarmos este capítulo, deve-se deixar bem claro que ninguém diz nada ingenuamente, sempre há um segundo propósito, uma segunda intenção em cada discurso; e mais, o discurso sempre advém do outro, nunca é daquela pessoa em discurso propriamente dito. Ingênuo, é aquele que acredita que aquilo que ele está ouvindo está sendo dito com a mais pura das intenções.
Quando se analisa o discurso falado, a palavra possui uma relação com o conotativo e o denotativo dessas, o primeiro relaciona-se entre as coisas que se comparam que é o sentido secundário da palavra, que torna a significação do contexto, o segundo de sentido primário é a designação de uma coisa por sinal que a representa, que pode ser mostrada através de símbolos. Ex: A menina está fria demais ( conotativo)… O dia está frio demais ( denotativo).
Enfim, o verbo exprime um processo de ação, estado e fenômeno, situando-o num tempo e num espaço: da ordem cronológica e psicológica. Lacan é explícito quando diz que onde começa o verbo, começam todos os problemas.
Todavia há uma preocupação com o presente, o imperfeito e imperativo. O presente do indicativo indica uma rotina, um hábito, e não uma ação que acontece “no agora”; como nos ensinam nas escolas. Quanto ao imperfeito, o próprio nome diz, uma ação imperfeita, da ordem do inacabado, podemos entender que aqui tratamos do pretérito imperfeito; ou seja, um passado que aconteceu, a ação permanece no presente, e há possibilidades desta ação continuar acontecendo futuro. Podemos dizer que sob um olhar psicanalítico, no imperativo temos um grande problema quanto ao uso do pronome “VOCÊ, que é da ordem da terceira pessoa do singular; então continuemos com nossa tese: se o “VOCÊ” no imperativo tem valor de “ELE”, e o sujeito usa o “VOCÊ” no lugar da segunda pessoa que é o “TU”, isso significa que esse sujeito transfere os seus desejos na imagem do analista; assim sendo o analista nessa instância deixa de ser o ouvinte pra ser outra coisa. Parece loucura? Não, por quê? Porque um indivíduo não precisa saber de gramática, se culto e/ou letrado, o sujeito simplesmente fala, porque lá no inconsciente está o verbo: que não é uma linguagem, está estruturado como tal.
Em conclusão quando o sujeito fala com o analista retratando-o por “VOCÊ”, este na verdade retrata a uma terceira pessoa, isso na ordem do imperativo; e nesta instância o analista deixa de ser o ouvinte. Considera-se então que o analisado para o analista é uma terceira pessoa, na voz do imperativo, e que de fato o é, porque este se faz de semblante do objeto a, mas é necessário ficar evidenciado que o analista é apenas o sujeito inconsciente em questão. No tocante à transferência, esta não se dá em segunda pessoa, na pessoa do analista, na relação entre o EU e o TU, mas sim entre o Eu e o ELE/VOCÊ que são as mesmas pessoas.
Quanto à transferência; nas palavras de Etchegoyen em sua obra Fundamentos da técnica psicanalítica cita as palavras de Blitzten:
“A tese de Blitzten é de que, se o analista aparece em pessoa no primeiro sonho, o analisado erotizará violentamente o laço transferencial e sua análise fica difícil, quando não impossível.” (p. 87 ). Devemos supor uma grave perturbação do analisado, senão o sujeito de estrutura psicótica.
Veremos como isso pode ocorrer felizmente de forma contrária, através de um dos sonhos de nossa analisada. Logo no início da terapia ela sonhou que estava conversando com um grupo de colegas de trabalho, e que havia alguém atrás dela dizendo algumas coisas, mas ela não via a pessoa, e nem sabe de quem se tratava, e eu perguntei o que esta pessoa dizia, e ela disse que não tinha ouvido, mas tinha a impressão de que a pessoa dizia coisas boas. Nossa conclusão é de que se tratava da voz do analista, pois até então a cliente estava só ouvindo, mas após algum tempo de terapia ela começou escutar o analista, envolvendo-se mais com o processo analítico. Blitzten continua, “em uma situação transferencial é visto como se fosse o pai ( ou a mãe), enquanto que na erotização da transferência é o pai ( ou a mãe), tratemos aqui de um caso de transferência erótica” (Etchegoyen, p.90); tanto que esta analisada está em terapia há mais de um ano com grande progresso.
Citando Lacan temos esse conteúdo a respeito de:
“A chamada terceira pessoa não existe. Aproveito esta ocasião de lhes dizer isso para começar abalar alguns princípios que com certeza as aulas de gramática na escola primária inculcaram-lhes tenazmente. Não existe terceira pessoa, Benveniste o demonstrou de forma clara.” ( Le Séminaire, livre III, p.314, ver também p.322).
Se a pessoa não participa do discurso, ela realmente inexiste, e é por isso que pessoas falam uma das outras, porque a terceira pessoa não ocupa o lugar do discurso. Fica então duvidoso o discurso em terceira pessoa, uma não-pessoa, e o enunciador pode dizer do outro o que bem quiser, imagino aqui então que seria a cena primária, revelada na imagem do outro imaginário.
Segundo Contardo Calligaris, uma língua ou uma gramática pode revelar muito da psique:
”imagine uma língua em que o sujeito da enunciação não pode ser o sujeito da frase”.
Seguindo o raciocínio de Calligaris, embora haja o sujeito oculto em nossa língua é possível perceber a subjetividade ligada ao sujeito gramatical da primeira pessoa do verbo, ou seja, mesmo que não haja o sujeito oculto enunciador da frase. E aquele sujeito que veio procurar ajuda, independe de ser letrado ou não, não importa, importa sim; aquele que menos intelectualiza a sua análise, é este que vem com a predisposição de falar de sua dor, pois não precisamos saber qual é o tempo verbal que estamos falamos enquanto nomenclaturas. Concordamos com Lacan:
“…eu falo sem saber. Falo com meu corpo, é isto, sem saber.
Digo, portanto, sempre mais que sei. É aí que chego ao sentido da palavra sujeito no discurso analítico.
O que fala sem saber me faz eu, sujeito do verbo.”
Jacques Lacan, Seminário 20, p.161.
Numa das sessões de terapia em grupo que participei como estudante de Psicanálise na SBPI observamos o lapso de um discurso através de um dos colegas do grupo, e foi dito o seguinte: “Na minha cidade nós não temos assexo”, / assekso/, querendo dizer “acesso”, /asesso/; logo percebido o erro x acerto perguntei à pessoa “que tipo de sexo que você não tem acesso em sua cidade?”, a pessoa a quem se referia o discurso disse, “não foi isso que queira dizer, e tentou retificar “na minha cidade nós não temos acesso ao que vocês tem aqui” e justificou “o meu sotaque ( do nordeste) é diferente dos paulistas”. Mas logo em seguida fica implícito uma imagem acústica, uma imagem psíquica; o seu significante. Neste caso, não podemos levar em conta o som emitido, mas sim, a idéia que ficou para todos do grupo: a linguagem é da ordem do simbólico. No dicionário de Lingüística e Gramática, Mattoso, diz sobre o prefixo:
Assim se chama o afixo que vem na parte inicial do vocábulo. Na língua portuguesa, o prefixo, que é a variante presa das formas dependentes chamadas preposições, cria uma nova significação externa para a palavra que adjunge, e por isso se deve considerar o processo de prefixação como uma modalidade de composição. ( Mattoso Câmara 1997 [1977] ).
A partir da leitura de Freud feita por Lacan, demonstra que sem a linguagem o ser humano não se constituiria como indivíduo, e que somente através dos significantes esse processo se torna possível.
Não estamos condenados a decorar um dicionário, ou mesmo preciso gravar a fala do analisado, pois a observação analítica pode ser feita através da livre associação da palavra. Curiosamente uma de minhas analisadas disse numa das sessões “tenho a impressão que a terapia é um monte de palavrinhas, as palavrinhas do dicionário, e que a gente fala, fala e fala …, mas tudo o que a gente diz, é na verdade outras palavras”. O campo da semântica é excessivamente vasto, pois aqui restauramos o valor do significante da palavra.
Lacan privilegia a decifração dizendo que “não é certeza, não é garantido, mas o analista é o único que tem a chance de ser intérprete”, e isso evidencia a ordem semântica inerente ao discurso, ou seja, às curiosidades lingüísticas. É no estudo da semântica que podemos chegar aos atos falhos da linguagem. Lacan revela:
“Numa frase pronunciada, escuta, alguma coisa se estatela.
(…) assim, o inconsciente se manifesta sempre como que
vacila num corte do sujeito (…) em que o sujeito se saca em
algum ponto inesperado”. (Lacan, seminário 11, pag. 30 e
32 )
Do capítulo décimo: ABRE O SETTING ANALÍTICO- Mas a partir do que um analista interpreta o analisado? Essa pessoa em transformação para um sujeito, procura dar um sentido a sua falta, chega ao consultório se perguntando por que sente um vazio enorme no peito, e relata “tenho tudo, mas sinto que procuro alguma coisa que não acho”, outros dizem “sinto que preciso saber alguma coisa, mas não sei o que é”, isso evidencia no discurso de sua entrelinha que nem tudo é verbalizado claramente: é o não todo dizer, porque não damos conta de um verdade toda. Seguimos os passos de Lacan:
“Olhem bem o lado formal, gramatical, das coisas”. (Le seminaire, livre III: Les psychoses, p. 230)
Na gramática temos o sujeito ativo, aquele que pratica a ação, e o sujeito passivo, o que recebe a ação, e àquele que faz análise, referimo-nos ao analisado. Pois bem! Isso mesmo, se a demanda é dele, ele é quem faz a ação, é ele quem sabe, e o analista apenas ocupa o lugar do suposto saber. Essa “pessoa” espera que o analista dê um sentido ao seu sintoma, para que ele possa elaborar a sua falta, o objeto perdido irrecuperável, mas se alguma coisa é recuperável, reconstituiremos através do Estádio do Espelho no qual se conquista progressivamente a imagem do corpo, até que esta pessoa se transforme num sujeito.
Segundo Freud é preciso dar voz ao inconsciente, isso implica em escutar a pessoa que está ali disposta a falar de alguma maneira de sua dor, e assim, revelado a outra cena, que está em algum lugar, que é algo perdido, irremediavelmente resgatado, mas passivo de elaboração; e isso se dá através da função da fala, sem defesas, sem relutâncias. Para Lacan esse inconsciente está situado a partir de um significante, pois é a maneira pelo qual um sujeito se introduz ao mundo. Em sua tese de doutoramento sobre o EU, Lacan introduz a idéia do inconsciente estruturado como linguagem porque é partir daí que o indivíduo se constituí como sujeito, eu diria, que é aquele que está conectado com o mundo- que tem um discurso coerente e coeso capaz de uma competência comunicativa-, e que não está preso em si mesmo apesar da incompletude que o circunda. Concordamos com Winnicott que declara sobre sua técnica:
“…por exemplo, só recentemente me tornei capaz de esperar; e esperar, ainda pela evolução natural da transferência que surge da confiança crescente do paciente na técnica e no cenário psicanalítico, e evitar romper esse processo natural, pela produção de interpretações. Refiro-me à produção de interpretações e não às interpretações como tais. Estarrece-me pensar quanta mudança profunda impedi, ou retardei, em pacientes de certa categoria de classificação pela minha necessidade de interpretar. Se pudermos esperar, o paciente chegará a compreensão criativamente, e com imensa alegria; hoje posso fruir mais prazer nessa alegria do que costumava com o sentimento de ter sido arguto. Ao interpretar, acredito que o faço principalmente no intuito de deixar o paciente conhecer os limites de minha compreensão. Trata-se de partir do princípio de que é o paciente, e apenas ele, que tem as respostas. Podemos ou não torná-lo apto a abranger o que é conhecido, ou disso tornar-se ciente, com aceitação”. (Winnicott, 1969/1975b, pp. 121-122).
Nossas considerações gerais são de que somente na transferência é que se autoriza a função do analista. E o discurso analítico onde fica? Fica no lugar do revelar a verdade do sujeito, não impondo os paradigmas da gramática tradicional, não privilegiando também os aspectos sintáticos e morfológicos; mas sim, devemos observar as nuances de subjetividade do discurso do indivíduo, porque lá está um verbo inconsciente, há um verbo quer seja transitivo ou intransitivo, silencioso, mas passivo de um escuta reveladora. Falamos sem saber, falamos com o corpo, e nos atos falhos é que se saca alguma coisa, como diz Lacan, “é aí que se pesca qualquer coisa”. Não importa como verbalizamos, mas de qualquer maneira revelamos traços subjetivos de nós mesmos através da fala que é o único instrumento de que dispõe a Psicanálise. Não se trata de um saber intelectual, mas sim de um saber inconsciente que escorrega nos lapsos, nos chistes, nos sonhos mascarados e dissimulados, no dizer não todo dito, numa verdade pela metade, porque tudo é verbalizado no sentido mais genérico da palavra. O verbo cura diz Freud; e por isso afirmamos que não encontramos nenhuma solução para as nossas angústias numa farmácia ou qualquer lugar que seja. Uma conversa de Lacan com Winnicott diz o seguinte:
“Identifico-me na linguagem, mas somente se me perco nela como objeto. O que se realiza na minha história não é passado definido do que foi, nem mesmo o perfeito do foi no que sou, mas sim o futuro do que terei sido para aquilo que estou me transformando”. (Ecrtis, p.299 -300)
Concluindo o nosso trabalho, podemos dizer que a nossa proposta foi em apresentar nuances da teoria lacaniana quanto ao uso da gramática relativo à interpretação e a transferência na relação entre analista e analisado; da ordem do discurso analítico. Chegamos à conclusão de que a Psicanálise se aproxima da análise do discurso, quando nos referimos ao traço da letra, mas se afasta quando nos referimos aos fatores da transferência , do real do corpo, da escrita, da interpretação e da escuta; e para a psicanálise o indivíduo não é dono de seu discurso, mas produz efeitos, e para a análise do discurso se produz sentidos, eis a diferença a diferença entre ambos.
Sobre o autor
Neudir Pereira é um professor na Sociedade Brasileira de psicanálise Integrativa. Sua pesquisa trata do verbo lacaniano, cujo interesse é investigar a relação paradigmática entre a teoria e a prática discursiva analítica no divã. Ele tem escrito um livro – O Verbo Lacaniano-, de interesse para a Psicanálise que vai ser publicado em breve. Passou por uma escola de psicanálise que o propiciou muitas coisas, e uma delas foi a possibilidade de estudar vários autores, mas uma das coisas importante foram os 12 anos de análise pelo qual passou através de quatro analistas que teve, e cada um deu sua belíssima contribuição.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ETCHEGOYEN R, Horacio. Fundamentos da técnica Psicanalítica. 1Ed, artes Médicas. 1987.
FARACO MOURA, Carlos. Lingüística Histórica. 2 ed, ática. 1998
FREUD, Sigmund. A Interpretação dos sonhos. Ed, comemorativa, Imago. 2001
LACAN, Jacques O seminário de Jacques Lacan. Livro III: As psicoses (1955-56 )
______________ O seminário de Jacques Lacan. Livro IV: a relação de objeto ( 1956-57 )
_______________O seminário de Jacques Lacan. Livro V: As formações do inconsciente ( 1957-58 )
______________ O seminário de Jacques Lacan. Livro VII: a Ética da Psicanálise ( 1959-60 )
______________ O seminário de Jacques Lacan. Livro VIII: A transferência ( 1960-61 )
______________ O seminário de Jacques Lacan. Livro XXII: R. S .I. ( 1974-75 )
______________ O seminário de Jacques Lacan. Livro XVII: O avesso da Psicanálise ( 1969-70 )
______________ O seminário de Jacques Lacan. Livro XVIII: De um discurso que não fosse o semblante ( 1970-71 )
______________ Função e campo da fala e da Linguagem em Psicanálise. 1953, In escritos. Rio de Janeiro Ed, 1998.
PRETI, Dino. Análise de textos orais. 4 ed, Humanitas. 1999.

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