Psicanálise Clínica

Psicopatia: entenda melhor o que é e como se manifesta

Ter atitudes egoístas, explodir de raiva ou tomar decisões egocêntricas de vez em quando são comportamentos naturais a qualquer ser humano. Entretanto, há uma linha tênue depois da qual o diagnóstico de psicopatia pode aparecer.

Longe de corresponder ao estereótipo muitas vezes propagado pela mídia, a psicopatia tem diversas nuances e pode se manifestar em alguém bastante próximo a você.

Acompanhe este artigo que preparamos para você e compreenda melhor o que caracteriza a psicopatia, como identificá-la e quais são os caminhos para o tratamento.

O que é a psicopatia

A psicopatia foi descrita pela primeira vez pelo psiquiatra americano Hervey Cleckley, e consiste em um conjunto específico de traços de personalidade e comportamento.

Psicopatas costumam ser pessoas muito carismáticas e encantadoras à primeira vista. Entretanto, um pouco mais de atenção revela que essas pessoas são egoístas, manipuladoras e desonestas. Não raramente adotam comportamentos irresponsáveis sem qualquer motivo aparente e são incapazes de ter empatia ou de sentir culpa.

Nos relacionamentos amorosos, psicopatas são insensíveis e sempre procuram evitar qualquer compromisso ou envolvimento emocional. Costumam ter dificuldades para refrear seus impulsos ou aprender com os próprios erros.

O indivíduo psicopata é extremamente egoísta e não se arrepende de seus atos, por mais que esses prejudiquem as pessoas a seu redor. Além disso, ele possui uma conduta moral distorcida e não se importa com os sentimentos alheios.

Como identificar um psicopata

Embora haja um amplo espectro de psicopatia, que pode se manifestar em diferentes graus e de diferentes formas em cada indivíduo, de forma geral os psicopatas se encaixam em quatro grandes grupos. De acordo com a classificação de Cleckley, pessoas com psicopatia se dividem em:

  • psicopatas primários: são imunes a castigos ou desaprovações. Tendem a reprimir suas tendências antissociais para benefício próprio. São incapazes de sentir emoções genuínas;
  • psicopatas secundários: são ousados e muito suscetíveis ao estresse, embora se exponham mais do que os outros a situações estressantes. Ditam suas próprias regras e têm dificuldades em resistir às tentações;
  • psicopatas descontrolados: são os que se aborrecem com mais facilidade. Geralmente são homens com impulsos sexuais muito fortes, além de outros tipos de desejos potentes, de natureza ilegal ou imoral;
  • psicopatas carismáticos: são extremamente talentosos e manipuladores. Possuem uma capacidade incrível de persuasão e mentem tão bem que convencem até a si mesmos.

Psicopatas primários e secundários podem, também, ser classificados como descontrolados ou carismáticos.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico de psicopatia se dá, geralmente, através do teste Psycopathy Checklist-Revised, desenvolvido pelo psicólogo canadense Robert Hare. Esse teste investiga três grupos de características gerais: deficiência de caráter (megalomania), falta de culpa ou empatia e comportamentos de natureza impulsiva ou criminosa.

Entretanto, embora psicopatas raramente se sintam motivados a buscar tratamento, uma pesquisa realizada na Universidade da Califórnia apontou que, mesmo que seja muito difícil mudar comportamentos psicopatas, essas pessoas podem se beneficiar da terapia.

Agora que você entende melhor a psicopatia e suas manifestações, fica bem mais fácil identificá-la e tratá-la. Se quiser receber mais materiais como esse, curta nossa página no Facebook.

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SBPI

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